16 de fevereiro de 2013

A VIDA DOS OUTROS...




       Tais Luso de Carvalho

Quem não gosta de saber um pouco da vida dos outros? Melhor, ainda, se for a vida dos grandes de espírito. Todos os programas que anunciam entrevistas com políticos, artistas, filósofos, pintores, escritores e certas bizarrices humanas... lá estou eu, de orelhas em pé, quase levitando.

Por que essa curiosidade pela vida alheia? Será só minha? Ou muitos procuram por alguma semelhança e que não será mera coincidência?

Pois ontem, ao assistir o canal Curta! (113 – canal fechado) parei para ver dois programas: o primeiro foi um documentário sobre a vida de Drummond: Drummond como cidadão, como cronista e o grande poeta. Show de bola.

O segundo programa foi de entrevistas com vários escritores, sendo uma com Luis Fernando Verissimo – entrevista adorável: vi sua casa, seu gabinete, sua poltrona, seu computador, alguns quadros, sua biblioteca e alguns 'dizeres' curiosos. E conheci um pouco mais de seu mundo particular - desde pequeno, quando morou no exterior com seus pais. E fiquei mais sua fã do que já era, pois é difícil de conhecê-lo  dado ao seu jeito meio caladão.  É admirado não só pelo que escreve, pela sua criação literária, mas também por sua postura; não se vê nele nenhum resquício de vaidade. E diria que tive o privilégio de poder conhecê-lo um pouco mais. Ele - a referência para muitos.

Bem, mas deixando os escritores de lado, penso que a bisbilhotice pela vida alheia é um impulso não racional, é algo automático. Leva-nos tanto às coisas menores como às maiores.

Lembram, vocês, daquelas descidinhas pelo elevador, quando ele pára no andar da vizinha esquisita, e que a porta de seu apartamento está aberta? Pois é, em alguns segundos a vida da maluquinha se escancara: em pouco tempo dá para ver se ela está alterada ou mais equilibrada... E uma espiadinha na sua casa dá pra tirar algumas conclusões. Nossa casa também nos denuncia. Já entrei em tanta casa louca... E casa e criatura fundem-se num só bloco. Quando se é esquisito, a casa segue o dono. É divertido, dá pra conhecer um pouco as pessoas pelas suas casas.

Mas, contudo, muitos perguntarão: mas e daí, que importância tem isso? Nenhuma! São apenas relatos do nosso cotidiano. Nossa vida é feita, também, de coisas minúsculas e inúteis: desde o chapéu da Rainha até a peruca do Sílvio Santos. Não é feita só de grandes conversas, grandes decisões , muita erudição e altas filosofias. Diria que as coisas simples podem ser o antepasto de conversas mais eruditas.

Existe gente que abre o jornal de trás pra frente – é o meu caso,  e sem nenhuma importância  começo por uma crônica. Mas existe gente que abre direto na página de Óbitos. Aí fico encucada, gostaria de saber a razão. Daria uma boa história, meio macabra.

Somos brasileiros, o país da alegria, da piada pronta, da gozação, dos palpites e dos conselhos (não solicitados) na vida dos outros. Isso é coisa bem nossa, com raízes profundas.

Oferecemos, sem nenhum constrangimento,  receitas para todas as doenças.  Por acaso, já notaram como indicamos médicos, dentistas, psiquiatras e hospitais?  Já notaram que todos somos técnicos de futebol e professores em etiqueta?  Já notaram como opinamos na escolha dos móveis, dos imóveis, e na aplicação do dinheiro de terceiros? Já contabilizaram quantos pitacos damos por semana na vida dos outros?  Credo... não sei como não há o triplo de gente enfartada nesse país. Aqui, o fuxico é livre, corre na Internet de ponta a ponta. São coisas sem importância, mas são apimentadas: não dão gosto, mas ardem pra caramba. Incomodam.

Por que será que somos assim tão curiosos, tão metidos, tão piadistas, meio inocentes e meio indolentes? Será excesso de sol? De praia? Da nossa mistura de raças, do samba no pé e da arte com  a  bola...?  Sei lá.

Mas a verdade é que somos assim em tudo:  ora rimos, ora choramos... uma bagunça de sentimentos, de aprovações e indignações. E mais: quando somos surpreendidos por alguém que mostre  seriedade, ética e moral  para lidar com a coisa pública, num país carente de todas essas virtudes, ficamos tão surpresos, tão aturdidos e emocionados que juntamos todas as nossas  preces num só desejo: colocar a criatura  no trono na próxima eleição, ou seja, para presidente da república! 

No caso acima, 
não é nada mal  dar uma bisbilhotada na vidinha de alguns... Deveria virar coisa séria, aliás, deveria ser lei!!



44 comentários:

  1. Eu também abro primeiro na página dos que deixaram de fumar.....curiosidade...ver se alguém conhecido.....
    Mas por cá....a motivação é a mesma....só o nome
    dos interpretes varia.....
    Um Bom fim de semana.
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. rsss, tá bom... já te entendi, Andrade! Tanto aqui como aí no velho mundo as coisas são as mesmas. O ser humano é o mesmo, princípio da matéria, rssrs.

      bj.

      Excluir
  2. Muito bem escrita,Tais e recheada de verdades. No meio de papos filosóficos, sempre aparecem abobrinhas. E até fazem bem, pra descontrair.
    beijos,tudo de bom,chica



    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Chica, acho importante uma conversa descontraída, sim, e que podemos falar das coisas da vida, sem policiamento. Aqueles 'chatos' que direcionam tudo para as suas preferências, que vão afunilando seus assuntos, é difícil de aguentar.

      Beijo. Sempre muito bom você aqui.

      Excluir
  3. Oi Taís,
    aqui em casa nós também gostamos de programas de entrevistas. Um dos favoritos é o do Roberto D'ávila.
    É assim mesmo somos brasileiros...
    Um grande abraço, Loyde manda um beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Antonio, também assistimos aqui a vários programas desse tipo. Esse canal Curta! - que aqui é 113 -, é ótimo. Você vai gostar, tem muitos documentários sobre arte, seus movimentos, seus pintores, sobre os povos antigos, países, literatura e entrevistas maravilhosas.

      Obrigada pela sua presença, sempre!
      Beijos à querida Loyde, sei que lê minhas crônicas.

      Excluir
  4. Tais, queridona!!
    Saudades......
    Seu blog continua ótimo, com assuntos interessantes e mantendo sua marca na escrita clara e elegante!!
    Meu blog tá no oxigênio, quase em coma,coitado...rss
    Quanto ao texto, acho que sou curiosa pois adoro biografias!! Aliás recomendo uma que eu adoro: O Anjo Pornográfico ( a vida de Nelson Rodrigues) do Ruy Castro. Não sei se você já leu, eu já li várias vezes, é o relato da história contemporânea do Brasil no jornalismo, teatro, cinema, televisão, política, futebol e tudo o que aconteceu no século XX.
    Um grande abraço, Tais!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Querida amiga, quanto tempo!! Você sempre delicada, obrigada por suas palavras! Também gosto muito de biografias, ótimo ter deixado aqui essa dica do 'Anjo Pornográfico'. Nada mais curioso do que saber da vida de quem narra, com tanta propriedade, um cotidiano tão verdadeiro que está aqui na estante, 'A Vida Como Ela É...'.

      Um beijão, que bom você por aqui!

      Excluir
  5. Querida abrimos o jornal do mesmo modo, rs, pelo final, sei lá mas é bom né?
    Curiosidade pela vida dos outros eu sou curiosa pelas histórias do passado, amo os livros, os sebos de contos de histórias reais antigas e da atualidade muito pouco me inspiram a bisbilhotar, rs,rs.
    Quanto ao Joaquim Barbosa... Há que inveja da elegância dele, do controle emocional ,rs,rs se sair um livro deste homem eu vou comprar para bisbilhotar, rs,rs
    bjs amada e abençoada semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Bella! Abrir o jornal pelo final é mais prático, a maneira de segurar também fica mais fácil. Eu adoro saber sobre o passado e presente; porém sobre o futuro... não quero saber. Já sei um pouco dele e em nada me atrai... E sobre ele, não quero 'bisbilhotar'! Quanto mais longe estiver, melhor. rsr Acho que você me entendeu, não?

      Beijos, querida, saudades suas.

      Excluir
    2. rs,rs,rs.
      Que tal uma xícara de chá para ajudar no soninho das justas, estou preparando hortelã (das minhas)levemente doce.
      Bons sonhos!
      bjs

      Excluir
  6. Acho que já nascemos bisbilhoteiros.
    E nós duas ficamos bisbilhotando até a vida dos pombinhos. Também, quem manda eles fazerem o ninho bem diante de nossas janelas?

    Gosto bastante de ler as tuas crônicas.
    bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sonia, ótima essa sua de... 'bisbilhotando a vida dos bichinhos'! Pura verdade, rsr. E essa bisbilhotice só nos dá prazer!
      Obrigada por suas palavras.
      beijos.

      Excluir
  7. Tais.
    A algum tempo não venho no seu blog,
    mais por não poder ficar muito tempo mais no computador
    ordens médicas.
    Estou feliz em estar aqui hoje lendo suas postagens que tem
    muito a nos ensinar.
    O texto diz tudo que praticamos de errado essa historia de querer ser de tudo um
    pouco nunca da certo.
    Eu li e imaginei se eu fosse tomar os remédios que as receitas são caseiras,
    e tomar o remédio dos médicos também.
    Eu já teria socumbido a muito tempo os remédios indicados pelas titias
    também pode matar.
    Minha querida uma linda semana beijos,Evanir.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Evanir, você tem toda a razão quando fala dos remédios indicados pelas titias e por alguns médicos, também. São cuidados permanentes que temos de ter. Nem todos acertam, e esse é o problema maior. Muitas prescrições arrumam uma coisa, mas atacam o que não devem. Mas na ânsia da cura, muitas vezes cometemos tolices. Cautela!

      Melhoras pra você, obrigada.
      Beijos..

      Excluir
  8. Acho interessante conhecer sobre a vida alheia. Mas não do tipo que espera por detalhes pessoais, mas sim coisas normais como esse lado "lar" do Veríssimo.
    Sua crônica me lembrou uma situação estranha. Era horário de almoço, e eu e meus pais almoçamos na casa da minha avó (na mesma rua), e meu pai estava em nossa casa pegando alguns papeis antes de ir comer. Como ele sairia rápido, deixou o portão apenas encostado. Quando saia pela garagem deu de cara com uma vizinha mexendo em um dos vasos da minha mãe! Ela pediu desculpas e saiu toda tensa... Ficamos por entender quando ele nos contou...

    Estranho como isso é tão humano, não? Quando nos deparamos com oportunidades de bisbilhotar, ficamos tentados a fazê-lo...

    Ótimo texto. Beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Fellipe, será que a vizinha não queria umas 'mudinhas' do vaso de sua mãe? Olha a minha maldade... rs. Não falei só em saber da vida dos outros, como no caso de Verissimo e outras entrevistas. Mas falo também do lado caricato, aquela coisa fofoqueira que está presente no mundo inteiro. Mas como não conheço o mundo, conheço o nosso país, falo dele rsr. Quem mora em edifício, vê isso presente todos os dias, à partir dos relatos dos zeladores, os maiores bisbilhoteiros do mundo!

      Beijo, Fellipe, gosto muito de você aqui.

      Excluir
  9. Olá Tais,
    Somos brasileiros, às vezes felizes demais, chatos demais, curiosos demais. Mas os povos que são calados são chatos também, misteriosos demais, e nem todos são sérios, corretos. Enfim, no fundo, somos todos humanos, com nossos defeitos e virtudes, não é mesmo? Beijo no coração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Rovênia, sim, cada povo com suas características, e muitas vezes extrapoladas! Claro que vamos encontrar coisas muito estranhas nos outros povos, coisas que jamais imaginaríamos nos brasileiros. Aí prefiro nossos defeitos...

      Beijo, querida!

      Excluir
  10. Ah, é verdade Tais, não dá pra ser sério o tempo todo, dialogar profundamente, mergulhar nas filosofias da vida, de vez em quando emprestar a leveza do descompromisso do cotidiano, deixa a vida mais leve, que quando respira, acomoda, recupera a energia necessária pra retomarmos aquilo que exige prontidão...

    As biografias têm mantido a mente comprometida de meu pai, que sofre já em estado adiantado, de Alzheimer. Ele sempre gostou, e lê o mesmo livro que levo pra ele algumas vezes, como se fosse a primeira...tirando a tristeza que isso causa na gente, fica seu gosto pela descoberta, suas incursões pelo tempo em que não viveu, ou uma aproximação com tudo da época...tomei o gosto pela leitura, desde muito jovem, inspirada nele que vivia com livros na mãos...

    Quanto às casas, ia te lendo e identificando como é verdadeiro isso que disse, nossa casa nos reflete, cada canto mostra partes de nós mesmos, assim como o vestir, as citações que usamos, nossas preferências musicais, a escolha das flores que enfeitam nossa casa...pequenas coisas que deixam à amostra, inconscientemente, o que somos...vale a pena prestar atenção nestes elementos que evidenciam o ser humano, eles ajudam positivamente na hora de formarmos nossa opinião sobre as pessoas.

    Como sempre, delicioso passar por aqui.
    Boa semana, amigaúcha, abraço afetuoso!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Denise, você disse tudo! Pequenos detalhes fazem nossa vida e a tornam grande. Ou não. Triste o que você falou de seu pai. Muito difícil lidar com essas tristezas e manobrar nossos sentimentos mais profundos. Ficarmos sabendo, assistindo dia após dia o término, é algo angustiante. Passei por isso... É uma impotência que não consigo descrever.
      Quanto às casas dos outros... não tem erro: é nosso cartão, revelado na entrada, infelizmente vejo isso muito nítido.

      Obrigada, amiga, você sempre deixa seu brilho por aqui.
      Beijão.

      Excluir
  11. Olá Tais, andei bisbilhotando seu blog, encontrei muita coisa boa.Penso que agimos assim por sermos realmente curiosos, pois precisamos saber um pouco mais da vida das pessoas, ah!" mas existem pessoas que não sabem de nada", rsssssssssss
    Quando você fez comentário sobre a casa e nossa personalidade parei para observar ao meu redor rs. É verdade, faz sentido, pois ela fala muito sobre nós.
    Tais, eu estou muito feliz, pois após muito tempo aposentada fui convidada para participar de um evento cultural.Gostaria de que você desse uma olhada no convite que postei em meu blog.Ficarei feliz.Obrigada ! Grande abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marli... você, notou que tem 'pessoas que não sabem de nada'... Entendeu kkkk. Bem, quanto ao meu blog, faço questão que você fique bisbilhotando o que pode e o que não pode!
      Irei ver o convite no seu blog, sim.
      Beijão, obrigada!

      Excluir
  12. Eu sou chamada de meio AVUADINHA" pq sou a última da família a saber das fofocas(sou tipo marido corno, o último a saber que tem chifres). Mas acho que temos uma necessidade quase "social" de bisbilhotar um pouco a vida dos outros. Ainda bem que hj em dia já existem as redes sociais, onde as pessoas escrevem quase tudo.
    Eu não sou uma pessoa curiosa, até que o fato me desperte interesse kkkkkkkkkkkkkkkk.
    Saber um pouco do vizinho é essencial, afinal devemos saber se o pecado não mora (ou mora) ao lado...
    Adorei a crônica Tais.
    Bjks doces e boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como gostei dessa sua curiosidade kkkk! É verdade, essa do 'pecado' desce muito bem para seguir em frente com nossas bisbilhotices! Vou cuidar mais disso.

      Beijão pra você!

      Excluir
  13. Limerique

    Que não gosta de olhar ao seu redor
    Então avaliar o que mais tem valor
    Inspirar-se em gente
    Da linha de frente
    Naqueles homens de alma superior?


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É como disse lá em cima: saber, descobrir, bisbilhotar é ótimo; e melhor ainda se valer a pena, se for a vida dos 'grandes de espírito'.

      Adorei esse Limerique.
      Um abraço, amigo!

      Excluir
  14. Taís, vejo pouco televisão, mas quando o programa é de entrevista sou toda atenção, adoro saber da vida das pessoas que admiro, mas sempre começo com um medinho de me decepcionar, rsrs. Engraçado isso, além de exigirmos que os escritores, atores, políticos e religiosos preferidos sejam bons ainda buscamos na sua vida a tal chamada perfeição, que nem nós mesmos alcançamos.
    Ando notando que seus textos estão ficando, a cada dia, deliciosos de serem lidos, esse de hoje então, invejável!

    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Néia, olha, já me decepcionei tanto que esse medo não tenho mais! Só fico no Óhoooo...Mas fico um grilo falante quando há má fé nas coisas, quando existe aquele ranço do péssimo caráter que todos nós já conhecemos quando se trata, principalmente, das pessoas que lidam com coisas públicas.
      Obrigada pelas palavras generosas, vou em frente!
      Beijão pra você!!
      Ah... notei que trocou de perfil, fiz tanto isso...rs.

      Excluir
  15. Taísamiga

    Excelente crónica e magnífica ilustração. Não admira; tu és bué da fixe. Como sempre.

    E agora uma sugestão: vai à nossa Travessa e bota lá três palpites. Pode ser que ganhes uns postais indianos...

    O maridão vai bem? Oxalá esteja óptimo. E muito obrigado pelo teu cuidado durante a minha maldita recaída da depressão bipolar. Foram quase dez meses para esquecer.

    Agora já não estou parvo, estou maluco como sempre fui.

    Qjs

    Henrique

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Ferreira! O nosso amigo de Portugal está de volta e pelo que se vê, muito bem de saúde. Que bom, aliás ótimo!

      Você lembra daquelas pinturas (8) da Índia que você enviou pra nós? Estão todos em quadrinhos, na parede, fazendo uma bela composição! Como vê, sempre lembramos de você!

      Grande abraço, amigo, obrigada pela sua presença!
      Qjs!

      Excluir
  16. Olá Tais,tenho curiosidades e principalmente com pessoas que admiro! Adoro entrevistas, documentários, saber um algo a mais, isso sempre me põe mais perto daquele que admiro.
    Bem, morando no interior, onde todos sabem de tudo, eu fico é na categoria dos que sabem apenas um pouco dos vizinhos...rs
    Adorável crônica, Tais, toda vez que aqui venho realizo o gosto de uma boa leitura!!! Parabéns!!
    Beijos!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Vilma, hoje tanto as grandes cidades como no interior do Estado é difícil não se saber de quase tudo. Bem que certas bisbilhotice incomoda um pouco...Ou muito.
      Beijos, amiga!

      Excluir
  17. Tais, que delícia de leitura! Ficar sem vir aqui - você já sabe meus motivos rsrsrs - foi uma tortura! Mas aqui estou, pronta também para dar meu pitaco: adoro entrevistas com escritores ou pensadores (o que exclui, por exemplo, entrevista de certos "brothers" aí e outros aí que nada acrescentam...). Por exemplo, eu adoraria ter assistido o programa que você citou (da próxima vez, manda a dica antes, ok! rsrsrs). Acho que é normal esse desejo de conhecer melhor aqueles que admiramos por alguma razão, buscamos algum ponto comum ou qualquer coisa que os aproxime de nosso universo particular. No fim das contas, descobrimos que eles são "gente como a gente" e isso é ótimo! Mas bisbilhotar a vida alheia, de um modo geral, é algo de que fujo, pois sou reservada e não suporto a ideia de meio mundo invadindo minha privacidade. Então respeito a dos outros e faço valer a regrinha de ouro: fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. No máximo, uma espiadinha para a porta aberta enquanto o elevador desce (rsrsrs), mas nada além disso, senão vira maldade.

    Crônica excelente, sempre um prazer te ler! Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Suzy, aí na sua cidade acho que também é o canal 113, Canal 'Curta!' O nome é esse.
      A programação você vai gostar, sei o que você aprecia: entrevistas, muita literatura, documentários e Arte aos montões. O canal 15 também é muito bom. Envio os canais por e-mail pra você, aguarde.

      Olha, não falo naquelas pessoas fúteis, inúteis; a vizinha foi uma exceção (como tantas outras rsr). Mas o que vejo me dá pano pra manga, vira crônica do nosso cotidiano! Lógico que conto o milagre mas não revelo o Santo. Em certos casos você tem razão, lembro do Quintana quando fala da DISCRIÇÃO, diz assim:

      Não te abras com teu amigo
      Que ele um outro amigo tem.
      E o amigo do teu amigo
      Possui amigos também...

      Portanto, amiguinha... não me conte muito de você! rsrs

      Sempre meu obrigada, eu é que adoro você por aqui!
      Beijão, meu carinho.

      Excluir
  18. Incrível esta crônica.;Sobre a olhada no apartamento da vizinha, me vi nos meus tempos de estudante,mais exatamente em uma avenida aqui da minha cidade. Ao voltar do colégio,já no entardecer, quase noite,passava de ônibus por essa avenida margeada de blocos de apartamentos;alguns se encontravam com suas luzes acesas e me permitiam ver ainda que de relance ou quando o veículo estacionava em uma parada; os seus interiores, e claro alguns detalhes de sua decoração como cortinas e quadros, estes últimos que sempre me chamaram atenção, apesar da visão turva. Sempre dava uma olhadinha. Hoje sei que se fizesse o mesmo trajeto, seria impossível ver, pois as árvores que naquela época eram ainda meninas como eu também, são hoje "senhoras imponentes e gigantescas,com suas flores magníficas.
    Uma vez me encontrava em um hospital particular aqui também em Brasilia, e enquanto aguardava a minha vez, saí pelos corredores apreciando os quadros nos vários consultórios em suas saletas de espera. Não resisto mesmo a uma obra de arte. A secretária me chamou duas vezes e quase perdi a consulta.
    A curiosidade pode até mesmo nos fazer passar por outro tipo de pessoa. Imagina ser encontrada numa sala, sem o motivo pelo qual se esperava que estivéssemos ali? Poderia passar por ladra.Quem mandou bisbilhotar.
    Aprecio também uma boa entrevista com meus ídolos. Mas não gosto de tietar.`
    E é isto. Muito boa crônica, você sempre se supera.
    Quero te agradecer a visita lá no expresso, fiquei super feliz com seus comentários, adoro quando você aparece.
    Um grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Lourdinha... Somos parecidas, então! Adoro ver as casas com suas luzes acesas, com flores na sacada, quadros nas paredes, e se puder, os móveis!! Minha imaginação voa, saio do mundo e volto com idéias. Gosto de ver a vida das pessoas como algo até meio poético e misterioso. Se essas coisas ficam tão expostas, que mal há em vê-las? Porém, tietar, jamais.

      Gosto muito de seu blog, sim, da maneira de você narrar certos fatos(como fez no caso da tia...) e de seus poemas lindos, cheios de emoção.
      Meu carinho, querida!

      Excluir
  19. Todos temos nossas curiosidades e procuramos satisfazê-las pelas mais variadas razões (rss). Gosto de entrevistas porque me passam um pouco da verdade sobre as pessoas. E confesso que já me decepcionei, inclusive com escritores, que se tornaram insuportáveis para mim.
    Mas minha maior atenção é voltada para os títulos das notícias que leio nas páginas da internet. Acidentes, mortes inexplicáveis, incidentes em hospitais... me chamam. Sinto que preciso saber o que aconteceu. E fico triste depois, pensando nos que estão sofrendo. Haja cabeça!!!!! Bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Marilene, todo o conhecimento é válido para sabermos onde estamos pisando... Adoro documentários, entrevistas e tudo o que diz respeito às pessoas: passamos a admirá-las mais, ou descartamos de vez. Também me decepcionei algumas vezes: a criatura abriu a boca, revelou-se e foi um desastre. Quanto às mortes, acidentes etc, como no caso de Santa Maria... chega a ser dantesca a falta de responsabilidade e pouco caso que fazem com nossas vidas.

      Beijão, Marilene!

      Excluir
  20. O ser humano é curioso por natureza. Nunca se satisfaz com o que tem e o que era a grande ambição para saciar os desejos de ontem, amanhã já perde a graça. Um novo objetivo, nova conquista, nova descoberta, nova ambição passará a nortear sua vida. Por um lado essa curiosidade e boa, pois evoluímos por corrermos atrás do inusitado, do não visto e não conhecido.Por outro lado essa correria deixa cicatrizes pelo caminho, pois muitos não sabem usar a medida certa e acabam machucando as pessoas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente, o equilíbrio é a mãe da sabedoria, é o que minimizaria muitos sofrimentos. Por isso, essa curiosidade que temos pela vida dos outros, é válida por um lado, quando usada para o bem, para nossas escolhas.
      Na verdade, aprendemos com os nossos erros e com os erros dos outros.

      Bem-vindo ao blog Rudimar, muito obrigada pela sua visita.
      Um abraço.

      Excluir
  21. Nossa, maravilha de crônica amiga!!

    Acho que a curiosidade faz parte da natureza humana. Meu netinho de 3 meses já está muuuuito curioso rsrs. Quer olhar tudo, tocar tudo... É a curiosidade inocente, linda de se ver e admirar... A descoberta do mundo!

    A curiosidade só é maléfica quando alguém se infiltra na nossa vida, invade nossa privacidade com fins ardilosos de ‘passar adiante’ em forma de fofoca maliciosa. Essa incomoda, empobrece o espírito, to fora!!

    Não me considero uma pessoa bisbiolheteira, não... Nunca sei nada da vida de ninguém! rsrs. A ‘fulana’ já está no quinto casamento e eu ainda achando que está com primeiro marido rsrs.

    Sou totalmente alienada nesse aspecto, nem mesmo sei o nome dos meus vizinhos. Entrevista com celebridade? Não me lembro de quando assisti a última. Biografias, adoro! Mas só de pessoas que admiro, e que normalmente já morreram há séculos!! rsrs. Interesso-me apenas pela vida de pessoas bem próximas (e queridas) por motivos óbvios. Mas sem perguntas no âmbito pessoal e detesto que me façam! ... Concordo inteiramente com a Suzy, ODEIOOO que invadam minha privacidade e respeito a dos outros.

    Acho um absurdo a exposição de intimidade nas redes sociais!! O que pode me interessar o marido que arrumou uma amante?? A vida social intensa da fulana que acabou de descasar?? Aff, a minha própria vida já me consome tanto tempo...

    Não vejo problema em falar de coisas irrelevantes sobre minha vida, o que me incomoda são ‘aquelas perguntinhas ao acaso’, mas que por trás há sempre uma segunda intenção. Isso farejo bem. EU decido onde, quando e pra quem falo da minha vida pessoal... rsrs.

    É por isso que gosto de vir aqui, há sempre algo que bate com nosso pensamento, algo do qual a gente tem vontade de soltar o verbo!... Assunto que ‘rende’ a gente vê por aqui... rsrs.

    Bjobjo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sueli, rsrs, pois é, essa invasão na privacidade da gente me deixa com alergia; odeio com todas as minhas forças! As bisbilhotices que falo tem dois tipos: as leves, que não fazem mal a ninguém, aquela curiosidade própria, nascemos todos curiosos em descobrir o mundo, o que você falou: a outra é aquela que vem acompanhada de sordidez, de maldade para jogar os outros na lama. Porém, bem no final do texto falo daquela bisbilhotice que deveria ser obrigatória para não só escolhermos as pessoas certas para os lugares certos, como também descartar os intrusos, aqueles que bisbilhotam a vida da gente de cabo a rabo pelo puro prazer de fofoquear. Tem gente que não se importa, vai abrindo as comportas, não estão nem aí. Isso até me intriga... Sou bem reservadinha quanto a minha vida, como você sabe, né?
      É, esse texto tá dando pano, ótimo você aqui, 'brigadão'!
      Um beijo!

      Excluir
  22. Taís Luso, passando para desejar uma ótima semana, cheia de alegria...

    Paz e bem!


    Leandro Ruiz

    www.bymeandthetime.blogspot.com

    ResponderExcluir

QUERIDOS AMIGOS:

1 - Este blog não envia nem recebe comentários anônimos ou ofensivos.

2 - Entrarei na página de comentários quando alguma resposta se fizer necessária.

3 - Meus agradecimentos pelo seu comentário, sempre bem-vindo.


Meu abraço a todos.
Taís Luso