27 de março de 2011

O DRAMA DAS SEPARAÇÕES CONJUGAIS




- Tais Luso de Carvalho

Não quero falar sobre o início dos relacionamentos; todos os amores são iguais, só se enxerga qualidades; o amor é o bálsamo dos deuses, quando tudo dá certo. Não é por nada que a palavra amor é a mais linda, a mais sonora e a preferida dos poetas. A coisa flui mansa, não há contestação.

Mas quando se fala numa separação as exclamações são das mais variadas: Nossa!! Santo Deus! Como pode? Que fdp! Entre na justiça! Olhe os bens! E por aí vai. Todos se metem, todos aconselham. E tudo sai da intimidade do casal para o mundo em que vivem. E também o blablablá virtual.

São difíceis e esdrúxulas muitas das separações. E se dão de inúmeras maneiras; algumas inusitadas. Diferenciam um pouco no palavreado, aquela coisa meio xucra que sai de nossa boca com certa meiguice...  Mas tanto faz o sotaque ser carregado, cantado, chiado... A destruição é a mesma. O sentido é igual.

É muito difícil haver harmonia entre a família do marido e a da mulher, quando o casal se separa. E são nessas separações que se vê a dimensão do ódio. Antes do primeiro atrito, o céu é azul; depois, não são apenas duas pessoas em processo de separação: são 30! Os telefones entram em colapso com todos os familiares colocando sua língua ferina em funcionamento, e mais lenha na fogueira. E, havendo filhos, o estrago é maior.  

Relacionamento familiar é coisa muito difícil, uma vez que não elegemos ninguém por livre e espontânea vontade para ser nosso amigo. Quando casamos, vêm junto os cunhados, a sogra o sogro e muitas vezes  mais alguém no pacote.

Os filhos, que nada têm a ver com as maluquices e desencantos dos pais, são as primeiras vítimas da história. Esses inocentes passam a viver num burburinho de hipocrisia. As famílias passam a medir forças. As mulheres têm por norma se apoderar totalmente dos filhos; acham que os filhos são só dela.  É obrigação do pai sustentá-los, mas  sem vê-los, se possível. Esse jogo é conhecido, quem já não viu?

Em outras situações, o pai é que desaparece  para se livrar da pensão alimentícia. Se for responsável, vai às vias judiciais procurar seu direito de conviver com os filhos. Então são estabelecidos os dias de visitas, e os parcos dias de férias. Está plantado o estresse, a revolta e a desarmonia na cabeça das pobres crianças. 

Mas o caótico vê-se na hora da divisão dos bens: começa a 'brigaiada' pelo televisor, pela geladeira, pelo mobiliário, por um apartamento na praia, pelo carro e até um velho fogão pode virar o centro das atenções, só para deixar o 'ex' na total penúria. Quanto mais na 'M' o outro ficar, melhor. O negócio bom é deixar  o 'ex' depenado. É um prazer incrível. Sadismo do bom.

As famílias - paterna e materna - que antes se amavam, que se visitavam e que eram o elo dos amores e da paparicação para com as crianças, já se odeiam. E como isso é rápido!

Ninguém, nessas alturas, tem cabeça para resolver as coisas amigavelmente e pensar no bem-estar dos filhos. É o momento para declarar a guerra.  Ainda mais as tias, avós e pais tagarelando e agindo como juízes absolutos da verdade.

Homens e mulheres, portanto, cada um carregando sua fatia de culpa, cooperaram para que o fim da história, que pretendiam fosse um conto de fadas, se torne um inferno.

Porém, o que me deixa mais estarrecida, é a conduta dos pais perante os filhos; uma conduta criminosa, uma vez que os filhos precisam ter a referência masculina e feminina para uma formação saudável, mesmo com pais separados. Mas nisso pouco se pensa; e é aí que o judiciário entra em ação para botar ordem no pedaço, o que é lamentável para a formação das crianças.

Mas são coisas que jamais mudarão, porque homem e mulher não mudam quando as coisas os atingem; mudam suas posturas quando o 'barraco' é na vida dos outros. Aí, são doutores em sabedoria.

Se você conhecer alguém nesta situação, o melhor é ficar longe e não dar palpites: você vai evitar de ficar doente, de ser xingado, odiado por uma das partes e não vai ficar louco. Então um conselho: deixe tudo com o advogado das partes! 

O amor foi lindo, infinito enquanto durou, como diria o poetinha Vinícios. Além disso tudo o que mais me assombra é a rapidez com que o ser humano passa do amor ao ódio. Nessa hora, a poesia também muda de lado.


35 comentários:

  1. Lendo vc, Tais, fui me sentindo elemento de uma outra vertente, ficando, a cada parágrafo, mais visível o quanto a descontinuidade dos laços dependem para além do afetivo, e de outras circunstâncias e cicatrizes...viver o outro lado da moeda é mais do que bom...

    Quanto aos pais e suas moedas de troca (filhos) é lamentável, sendo preciso uma lei estabelecer ordem na paternidade, em defesa do filho objeto de disputa e desculpa para atingir ao outro. Quando coloca o filho contra o outro genitor, sistematicamente usando os termos mais inadequados de xingamento e desvalorização, desqualificando-o sumariamente diante do filho, está praticando a alienação parental, passível de punição judicial, o que assusta, pq é uma defesa perversa de seus sentimentos (rejeição, raiva, medo), escolhendo a parte mais fraca desse sistema, imprimindo marcas expressivas na relação parental, que poderá influenciar ainda, as futuras relações do filho. Estou finalizando um texto sobre esse tema, que acho importantíssimo trazer para o conhecimento da sociedade, contribuindo para alertar àqueles que presenciam ou convivem com isso.

    Como sempre, teus textos me fazem pensar. Embora pense que as generalizações oferecem risco, é fato que a grande maioria das separações ocorrem num clima de discórdia, e quando os conflitos velados vão surgindo, tanto mais tende-se para uma piora nas soluções encontradas.

    Um ótimo domingo e uma boa semana, minha amiga.
    Beijos

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  2. ...não é preciso ficar longe....pois os Amigos(?) desaparecem de tal maneira....que somos obrigados a esquecer
    que alguma vez se tiveram.....
    Ai amor...a quanto obrigas....
    Beijo

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  3. Taís,

    Ótima tema, ótima reflexão! Vc está certa: não há de se tomar nenhum partido, visto que se vc faz isso (defenestra o canalha do marido junto com a mulher traída), corre o risco de depois ficar em maus lençois quando o casal voltar às boas, depois de 2 semanas.

    bjo
    Cesar

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  4. "O divórcio é tão natural que, em muitas casas, dorme todas as noites entre os dois cônjuges. "

    Abraço.

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  5. Olá Tais,
    Excelente crônica. Peguei emprestada e coloquei lá no ContextoLivre, quando você precisar eu devolvo.
    Grande abraço.

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  6. Muito bem colocado as observações desse texto. O grande problema é querermos q o outro pense como nós, veja o mundo do jeito q nós vemos, resolva os problemas como resolvemos e conceba a educação dos filhos como concebemos. Em suma, q seja uma cópia de nossas concepções.
    Adorei seu blog. Te convido a visitar o meu. Muita paz!

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  7. E como muda de lado e se bobear sobra para o seu lado como você bem lembrou.
    beijos

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  8. Venho retribuir os comentarios deixados nos meus blogues,me desculpa pela demora!!

    Ser mulher é ser mãe,é ser esposa e ser amiga, é espalhar muita alegria, muita doçura e magia!! É ser forte e ser prudente, é ter um coraçao forte onde cabe toda a gente!! Ser mulher é ser um Sol e ser flor, malmequer, bemmequer, por tao grande liçao de amor, parabens por sermos mulheres. Somos o que somos,somos belas,isso é o que mais importa.

    Beijinhos amiga do meu coraçao!!

    http://coisinhasparavendercastelobranco.blogs.sapo.pt

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  9. Tais,bom dia! Tem textos que a gente lê e eles parecem ter sido feitos sob encomenda.rsrs. Eu me vi em tantos momentos nisso tudo que você conduziu magnificamente... É uma dor que se aproxima da perda pela morte, o momento da separação e os primeiros momentos depois, até que a poeira se abaixe ou a baixaria cesse. Eu consegui, a duras penas, preservar a relaçao com minhas filhas e preservá-las um pouco também dos estragos causados por disputas meio mesquinhas. Se eu fosse um cara endinheirado acho que o estrago ia ser ainda maior. Sobrevivemos todos bem, depois de passados muitos anos. Adorei a crônica, pra variar. Meu abraço. paz e bem.

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  10. Quanta verdade neste texto!! Lembrei-me de experiência própria,mas mesmo que assim seja a vida continua e, apesar das cicatrizes tudo no final se acerta.O amor este sentimento lindo e inusitado volta a florir em outros caminhos que fazem parte da nossa mudança, assim como a poesia.Por que não?
    Adorei Bjs

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  11. Maravilha, Taís!

    Hoje, impressiona também a duração dos casamentos... Vivemos mesmo num mundo onde tudo é banalizado.

    Bem, é preciso pensar ainda que os namoros de antigamente não se consistiam de meras "ficadas", em que a moçada não abre a boca para conversar; só para beijar. Beijam, vão beijando,... dez, vinte, trinta, em uma única noite. E conversar?... Bah! Essa parece ser a última função da língua para a geração que aí está.

    Viver a dois é uma arte. Também o é a separação, embora sejam raros os divórcios civilizados, que têm o cuidado de não danificar as "obras" mais importantes de uma fase que exige renovação. O que se faz com os filhos é aterrador, especialmente porque estes têm uma tendência natural a reproduzir no futuro o comportamento dos pais.

    Outra excelente crônica, amiga!

    Bjs, querida, e inté!

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  12. Taís deixando um selo lindo para você lá no INFINITO.
    Abraços

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  13. O assunto abordado é, acredito eu, uma das coisas mais doloridas na vida de uma pessoa depois da morte.
    Luta-se e reluta para juntar os cacos, para manter tudo intacto, mas alguma coisa quebrou...
    Existem casais que colocam os filhos no meio do bombardeio, a mãe reclamando do pai,o pai falando mal da mãe.
    A referência de pai e mãe é fundamental na formação do caráter dos filhos, mas quando tudo que eles têm é um pai e uma mãe que não valem a pena, esse será o valor que se atribuirá também.
    Por isso, quando a separação for inevitável, há que se preservar os filhos e manter a família unida.
    Não existem ex-filhos , e se cada um tem sua parte dolorida.
    Os filhos têm as duas, a do pai e da mãe, por isso sofrem quando os mesmos não respeitam isso.
    Um grande abraço!

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  14. Vc retratou muito bem a realidade da separação, gostaria de estar apenas lendo e não fazendo parte dessa triste realidade, mas bola pra frente. Gostaria de deletar essa experiência da minha vida, já que houve traição etc e tal, mas os filhos estão ai, e nós somos obrigados a conviver porque minha cara amiga uma coisa que ninguém nós informou é que "casamento não é para sempre", " mas x-marido é." Edna.

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  15. Bom dia, Taís!

    Tive enorme prazer em vê-la chegando ao meu modesto blog e quando venho aqui retribuir deparo-me com este artigo tão lúcido e coerente com as reais situações que acercam as separações conjugais.

    Comumente as separações revelam facetas até então desconhecidas de ambos os lados, atitudes mesquinhas, desvios de conduta, de personalidade, caráter duvidoso, entre outras. Essas atitudes em geral surpreendem tanto, a ponto de se duvidar sobre ter sido possível conviver com tal pessoa durante certo tempo. Então vem aquela sensação de incapacidade, de "burrice" por não ter sido capaz de perceber aquele(a) companheiro(a)em sua verdadeira essência. Ora, em nome do amor esquecem-se as imperfeições humanas, até as nossas próprias se mascaram. Então alguém disse "o amor é cego" e esqueceu-se de dizer que é também surdo e mudo. Não enxerga incoerências, não ouve a razão e cala-se quando é necessário dialogar sobre o que o sustenta. E ai, quando o amor vai embora, enxergam-se as falhas omitidas, ouvem-se lamúrias e ofensas, gritam-se despautérios. Assim culmina em todas estas situações que você brilhantemente apontou no seu belo texto.

    Prazer conhecê-la e ao seu espaço e seja igualmente bem vinda ao meu.
    Um abraço,
    Celêdian

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  16. Eu admiro certos casais de amigos (raros) que se separam e continuam convivendo civilizadamente. Deveria ser sempre assim, mas as razões das separações nem sempre permitem isso.
    Taís, minha lindona. Gostaria que participasses da Confraria da Soninha com uma crônica tua. Que achas? Será uma honra para mim. Se concordares, me mandes por e-mail e eu posto e te aviso.
    Beijos, muitos!

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  17. Tais,
    a cada linha de tua crônica, vi minha infância/juventude retratada fielmente.Creio que eu mesma, não definiria tão bem todos os passos, liames e compassos dum processo de divórcio, mesmo tendo vivido no olho deste furacão todo o período referido.
    Sem tirar, nem por, homens e mulheres pisoteiam planos e juras conjuntas e atiram-se numa arena diária, disputando tudo,inclusive (infelizmente)os filhos.
    A insanidade que toma conta das "partes" contagia as famílias, os amigos e principalmente os filhos.Triste fim de uma história que se dizia amorosa.
    Bjinhos,
    Calu

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  18. Tais: Mais um texto maravilhoso,mas hoje em dia há cada vez mais divorcios infelismente é assim.
    Beijos~Santa Cruz

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  19. Bom dia,Tais!!

    Seu texto é de uma verdade incontestável. Infelizmente muitos casamentos terminam assim, com todos vivendo este inferno...
    Salvo algumas exceções , onde há civilidade. Como deveria ser com todos...
    Mas depende da educação e das virtudes que a pessoa possua...

    Parabéns Taís!!Um texto perfeito!!
    Beijos.
    Que bom que gosta do meu cantinho!!
    Sinta-se sempre bem-vinda!

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  20. Amei o seu blog! A forma com que escreve, uma simplicidade instigante... Peço licença pra indicar o seu espaço lá no meu, recém chegado a blogosfera! Tb espero sua visita por lá! Bjs!

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  21. Maravilhosa tua crônica,cheia de verdades sobre esse tema. Adorei, como sempre ter passado aqui!beijos,chica

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  22. Amor e odio sao 2 faces da mesma moeda!

    bjx

    RF

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  23. Cara Tais

    Fiquei um bom tempo sem vir visitar-te. Me perdoe. Mas eis que chego e encontro este interessante texto. Não há o que acrescentar. Falas-te tudo. Acho que a conduta dos pais perante os filhos é simplesmente a demonstração que não havia amor verdadeiro e que o sentimento individual está acima daquele familiar.
    um abraço

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  24. Sim, é uma confusão dos infernos, né? Muito bem detalhada aqui!
    Bjoo!!!

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  25. A Sueli já disse tudo. Hoje as pessoas casam-se já pensando na separação.
    Sim, casou e não deu certo? Separa!!!!!
    Quando na verdade a vida a dois existe para nos moldar à partilha, para que possamos desenvolver em nós regras básicas de convivência e AMOR...
    Bom, mas como diria o ditado - cada cabeça é uma sentença.
    Eu vejo o casamento uma coisa séria, onde devemos respeitar os limites e limitações nossas e do outro.
    Se quisermos construir um espaço melhor ao nosso redor a há uqe se começar pelo nosso LAR, pela FAMÍLIA, que hoje está jogada ao vento.
    Um texto maravilhoso amiga.

    Hoje passei para ler e comentar.

    Abraços

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  26. Taís, parei para degustar cada frase. O assunto é empolgante, apesar de triste. Triste e real. Faz-se notar a imparcialidade com que colocou todas as questões. Fez um retrato vivo e verdadeiro dos dramas familiares quando se quebra o encanto e a convivência se torna impossível.
    E aqui você descreveu uma situação que vemos constantemente, aplicável à dita 'classe média'. Lembrei-me de um filme de vinte anos atrás, intenso, sobre o assunto: A gurra dos Rose, com Michael Douglas e Kathlenn Turner. Vou até rever...
    E multiplique-se a tensão do drama por mil, quando é uma família ainda mais pobre e não só falta bens, mas um mínimo de educação e a coisa descamba pro surreal. Dá arrepio!

    Desculpe o tamanho do comentário, que deve ser curto, como manda o figurino. Mas me empolguei!
    Parabéns, também, pela participação na Sala de Visitas da querida Malu...
    Grande abraço!

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  27. Sensacional! Passando para uma visita e agora sua 675º seguidora.
    Saudações!
    Carla Fernanda

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  28. VOCÊ FALOU TUDO E O RESTO,Thais !
    Conheço vários casos assim, inclusive por causa da profissão,que exerci por mais de 25 anos(advocacia de família) da qual agora estou mudando,pois assumi outros "ramos" do direito.
    Muito bom seu blog,tanto os textos quanto as fotos. E aquela foto da "mudança" em cima do carro, então...
    ANTONIO,de Goiânia,GO-Brasil

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  29. Estou passando por um problema desses aí, Tais, e digo uma coisa: terminar com classe, embora seja melhor, é muuuito difícil.

    Acho que é por isso que as pessoas perdem as estribeiras. Não é fácil racionalizar a própria experiência. Isso demanda sabedoria (item raro), bom senso (que não se compra) e muita terapia.

    Os filhos devem ser preservados e digo outra coisa: é muito difícil engolir tudo o que se quer dizer e falar o oposto, pelo bem das crianças. De qualquer maneira, acredito piamente que vai ser melhor para elas depois.

    Beijo grande pra vc
    Já estava com saudades!

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  30. Desde crianças ouvimos que em briga de marido e mulher... Rs. É a mais pura verdade suas palavras Taís.
    E sabe Taís, tenho amigos hoje, homens formados, que não superaram o trauma que lhes causou a separação dos pais... criança sofre demais.
    Deus foi bom comigo, e meus pais estão juntinhos e se amando até hoje! E muitas coisas que lembro do casamento deles é que faz o meu durar quando o bicho pega.
    São os bons exemplos que ficam. Sempre os bons exemplos!!!

    Um grande beijo Taís.
    Obrigado pelas vistas ao blog. seus comentários são sempre muito propício.

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  31. Tais, bom dia!
    Encontrei seu espaço que por sinal achei magnífico, no blog da querida Josane. Não escrevo, mas amo a leitura, e passar pro aqui foi um omento de grande reflexão com suas crônicas, amei. a partir de hoje não deixarie de dar uma passada por aqui .Parabéns!!! Um forte abraço.

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  32. Anônimo08:14

    Bom dia Tais ...Olha eu aqui novamente, não me vi nesse contesto, mas na maioria das vezes é dessa forma mesmo que acontece, porem no meu caso foi bem diferente desde o começo, namorei dois anos com meu ex marido, foi meu primeiro homem tivemos apenas duas vezes relação, não gostei e decidi terminar, 15 dias depois passo mal e a surpresa, gravidez, conversamos queria apenas que assumisse a criança ,mas ele queria casar, como decepcionar minha mãe e assim casei sem gostar, claro que me dediquei, afinal formava minha familia, depois de 4 anos veio o segundo filho, enquanto ele são pequenos não vamos dando tanta importancia as situações que nós magoa, afinal os filhos nos toma muito tempo, mas eles crescem, vão se tornando independe e nós vemos novamente sozinhos, ou melhor com alguem que nunca se identificou com você, foi ai que decidi separar, mas não foi do dia pra noite, conversa muito com ele e dizia vamos separar se não tem mais respeito, porque amor realmente nunca teve, pois alguem que te coage a tomar uma atitude não ama, mas sempre vinha com alguma desculpa.
    Porem quando o segundo filho tinha 16 anos decidi me separar ele não acreditou, conversei com meus filhos e fui atras, todos diziam voce ficou louca, mas não teve jeito, e respondia porque as pessoas tem se separar por causa de traição eu simplesmente não amo mais , ele merece ser feliz e eu tb, fui justa na separação dividimos o pouco que tinhamos, não levou nada de casa até falei pra ele leva uma cama, guarda roupa, utensilios domesticos, afinal estavamos casados a 19 anos, mas não quis nada,só suas roupas mesmo, meu filho ficou muito triste, pois afinal ele dizia , que o pai iria ficar sozinho, mas a surpresa, uma semana depois estava morando com uma mulher com casa montada, e um filho a tira colo, segundo ele o menino não é dele, mas enfim, isso a mim não tem importancia, claro que fiquei chateada por saber depois que ja me traiu com outras mulheres, mas o que digo aos meus filhos é o seguinte, eu fiz o que achava correto, ponho minha cabeça no travesseiro e durmo, das poucas vezes que encontro com ele olho nos olhos dele pois não tenho do que me envergonhar, ja ele não o faz, mas o melhor de tudo isso é ouvir dos filhos " Mãe foi a melhor coisa que a senhora fez, foi separar, a senhora não é mais estressada, dá risada, conversa com a gente sem gritar, hoje a felicidade mora nessa casa", então realmente não tenho do que me arrepender. As vezes minhas amigas dizem, vc perdeu 19 anos de sua vida, e eu respondo, de jeito nenhum ganhei um casal de filhos maravilhosos foi o que ele tinha de melhor pra me dar, sai ganhando, Deus foi muito generoso comigo, só tenho que agradecer, entre perdas e ganhos sai num lucro incalculavel....Bjos Flor de Liz

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    1. Também acho que você 'ganhou', tomou a decisão pensada e atingiu a felicidade seguindo a sua cabeça. Geralmente vemos 'terceiros' se metendo muito na vida dos outros. Por vezes é bom seguirmos o coração, mas acho mais relevante seguirmos a razão, a mente.
      Beijo pra você, Liz.

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  33. Muito boa tarde querida Tais.. tema este que da muito pano pra manga..
    a maioria nos dias de hj diz eu te amo.. mas mal consegue dizer esta palavra a si mesmo..
    e se for fazer isso olhando num espelho e dizendo olhando dentro dos próprios olhos vira o espelho e se retira..
    se não há amor em si como pode-se dizer eu te amo.. acho que as pessoas querem se sentir bem, amadas e tal.. é uma carência junto de uma dependência...
    sem falar aqueles que se conhecem hj e dizem antes da despedida eu te amo.. ama nada. papo furado para já ir rumo a alguma cama né..
    as pessoas brincam de amar.. e se brincam e terminam casando a coisa infelizmente não dura.. pq são imaturas.. impulsivas..
    tenho exemplos na familia e em todas devem ter muitos desses exemplos..
    uma tia que apanhava antes de ir morar junto.. compraram apartamento, carro.. tiveram um filho.. agora que a coisa desandou é briga e o garoto parece uma bola de pingue pongue.. jogado pra todo lado.. e nem vamos falar em casamentos mais finos.. quantos e quantos casa hj.. separa amanha.. tudo por status... quem vive de status uma hora vai dar com as caras no chão.. e vai doer esta bofetada...
    o falatório é sempre grande então.. alguém sempre deixa vazar..
    e a gente acaba fazendo algo muito errado que é opinar as vezes.. temos de aprender a pensar somente em nós.. a gente é a gente o outro é o outro.. cada um com suas buscas..
    com seus tropeços. certo é que quanto mais se tem mais fecha o pau nessas horas.. feliz de quem se ama mesmo e a prova disso é como meus pais 33 anos casados. vc tb deve ter um casamento lindo.. isso é amor.. o resto tá mais para o inverso de amor que é a palavra Roma.. uma arena de gladiadores querendo se matar não é srrs
    sobre teu comentário.. são muitas fases Tais.. mas acho que desde 2004 tenho muitas obras romanticas.. tudo é mescla de amor.. tristezas.. desabafos.. e umas futricadas em temas que muitos saem correndo rsrs
    tenha um lindo dia beijos e até sempre doce amiga

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