31 de julho de 2015

O ARROZ - DOCE PRECISA DE SOLIDÃO !



- Tais Luso

Calma!! Sei que é difícil para entenderem o título da crônica, confesso que puxei por todos os meus neurônios para descobrir o sentido da coisa, logo eu que fui a vítima. Com 200 anos de casamento nas costas, não conheço totalmente as ideias filosóficas de meu marido.

Quase todos os dias almoçamos fora, nos restaurantes que oferecem dezenas de pratos diferentes, ao gosto do freguês. Mas nos reeducamos, escolhemos apenas 4 variedades para não fazermos um prato de cachorro louco. Combinamos os sabores entre si.

Porém, chegando na mesa das sobremesas, vários doces apetitosos mexeram com meus sentidos: adoro ambrosia, arroz-doce, creme de nozes, sorvete, mousse de maracujá e tantos outros. E tinha tudo isso. E resolvi me servir de arroz-doce com um pouquinho de creme de nozes por cima... Meu marido aproximou-se de mim e disse baixinho, mas com insistência, aquela coisa de marido sabichão:

Não faça isso, o arroz-doce precisa de solidão!

Solidão? Sacudi meus neurônios arrumei meus hormônios na certeza de que estava apenas num restaurante, e não escutando Sócrates – com o seu célebre 'só sei que nada sei'; ou Aristóteles tentando me dizer que 'a verdade estava à minha volta'.

Difícil de entender a solidão do meu arroz-doce! Olhei pro meu marido, numa linguagem meio tosca, própria daqueles que estão com fome, e disse-lhe:

Me deixa comer, caramba!!!

E levei meu doce junto ao peito, cuidado, idolatrado, como se fosse uma criança cuidando de seu brinquedo. Maravilha, arroz-doce com molho de nozes!
Depois que comi, virei para ele e cobrei uma explicação: o que você quis dizer com arroz e solidão? Nunca senti solidão...

Não é você, é o doce! Arroz-doce não pede acompanhamento a não ser canela em pó, você descaracterizou o doce, entendeu?

Ah, sim, entendi a solidão… Mas você não pensou na solidão do molho de nozes? Eu lhe dei vida juntando-o ao arroz…Até  acho que foi um encontro feliz!

Enquanto isso, meu marido lambuzava-se com o mesmo arroz-doce, servido apenas com canela e numa filosófica e amarga solidão!

Logicamente saímos rindo, nenhum de nós baixou suas armas, e tudo por causa de um doce! Enxerguei meus doces com outro olhar: dois companheiros que se completaram...


Vá entender...




66 comentários:

  1. Nisso tudo, o mais tocante foi "o casal" docemente filosofando sobre "doces, vida e relacionamento"... Quer prato principal melhor que esse?
    Abraços ao casal!

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    1. Querida Célia, você pegou tão bem o espírito da coisa! Difícil foi entender a tal solidão... Lindo seu comentário, obrigada pelo carinho.
      Beijos.

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  2. rss...Quando o amor existe ,até esses pequenos fatos ficam mais bonitos!Adorei as filosofias!rs Muito bom! bjs,chica

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    1. Chica, na hora pensei: isso vai dar uma crônica... Estava esquisito demais, rss
      Grande beijo, um lindo fim de semana.

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  3. Tais Luso, o sorriso raramente, pressupõe solidão, em qualquer caso. Se assim não fosse, o arroz doce comigo, ficaria sempre solitário. Diziam maravilhas do que a minha fazia e eu ajudava, mas nem esse alguma vez provei.

    Olha, queria muito te ter a comentar, o meu blog, O SORRISO DE DEUS, que se vai encaminhar para ser história pós cabralina do Brasil.
    http://amornaguerra.blogspot.pt/
    Beijos

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    1. Olá, Daniel, experimente colocar algo junto, lascas de morango...Concordo com você quanto à solidão, mas até entender uma solidão de um doce! Hoje já consigo ver que foi ótimo, nasceu uma crônica. Já fui ao seu endereço, ótimo blog, recomendo aqui aos amigos.
      Beijos além-mar!

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  4. Oi Taís,
    kkkkkkl, continua nesse ritmo que você ficará redondinha como eu, eu vou ao restaurante sábado e domingo. Mama mia preciso parar, mas aqui se cozinha muito bem.
    Mas, como já não tenho mais idade para desfilar.kkk, vou comendo demais. Só tenho uma força enorme de vontade: mão como doce.Ai, que sofrimento.
    Beijos
    Dorli
    Coloquei a barra de seguidores

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    1. Oi, Dorli, me seguro no prato principal, amiga, e as cumbucas de doces são pequenas, não dá muita festa, não... Já estou seguindo o novo blog com muito gosto!
      Obrigada pelo carinho.

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  5. Acróstico

    Taí uma crônica mais que perfeita
    A qual tem início tem fim e recheio
    Inusitada, a abordagem insuspeita
    Sobre o tema arroz dá um passeio.

    Lúdica e filosófica é a crônica sim
    Uma refeição com leve sobremesa
    Só Taís para nos servir esse pudim
    Ornado por essa língua portuguesa.

    Com prazer esse texto eu comento
    Rindo e deliciado com seu desfecho
    Onde Taís registra o doce momento
    Nunca banalizando esse belo trecho.

    Inclusive essa prolífica cronista Taís
    Sem alterar conteúdo da mensagem
    Tratou o tal assunto com bem o quis
    A nós proporcionou a alegre viagem.

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    1. ...E eu sinto-me lisonjeada com esse acróstico bonito e dedicado! Muito obrigada, Jair! Senti naquela frase, "que o doce precisava de solidão", que nascia uma crônica divertida, como você disse. Foi algo surreal misturado com a filosofia das coisas... Quando nasce algo assim, também me divirto escrevendo.
      Abraços, amigo, um ótimo fim de semana.

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  6. Amei a crônica, meu marido também faz esses tipos de comentários que me deixam pensando,rsrs, ele é também muito espirituoso e me faz rir e acho que o riso é o que salva os casamentos!
    Amor e bom humor, tudo de bom em um bom relacionamento que aqui deixo os meus parabéns, amo ver casais felizes!
    Então minha amiga, eu adoro canjica, meu marido diz que só é boa se comer feita com leite condensado,canela em pau e creme de leite, eu adoro só cozida com canela e açúcar,rsrs, como entender os gostos?
    Hummm, arroz doce é uma delícia, com molho de nozes eu nunca comi, ainda acho que prefiro com canela,rsrs, ou melhor "na solidão"!!!
    Abraços linda amiga!

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    1. rsss, pois querida amiga, eu adoro canjica com leite condensado , creme de leite e gemada!! Quando faço é sempre assim, meu marido adora, mas não digo o que coloquei... Já imaginou ele encasquetar e passar a achar a canjica descaracterizada e que precisa de solidão? rss É aquela tal coisa, eu não minto, apenas omito! rssss
      Beijo, querida, obrigada pelo carinho!

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  7. Reparei foi a doce e saudável relação de vocês, "com 200 anos de casamento", como disse. Ainda continuam com o mesmo humor e descontração de 200 anos atrás, rs... Parabéns! Beijos, Tais!

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    1. rssss, é por aí a coisa, Fábio, casamento é como vinho, a gente se descobre mais e vem junto as palhaçadas, a cumplicidade, o companheirismo etc e tals.
      Beijos, gostei da tua 'percepção'...

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  8. Confesso que dei até uma gargalhada com essa indagação de seu marido... Graças as idéias filosóficas para nos despertar de coisas tão simples e até interessante "O arroz precisa da solidão". Parabéns pra você escritora e ao seu marido que despertou essa engraçada crônica.

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    1. Olá, Francis, imagino sua surpresa, sim, com a indagação de Pedro! A minha reação foi de perplexidade! Jamais pensei em ouvir algo assim. Na hora me veio a ideia da crônica, são os pequenos atos que desencadeiam as crônicas do cotidiano. Obrigadíssima pela sua presença e pelo simpático comentário. Abraços aqui do sul.

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  9. Taisinha, nestes duzentos anos de casados pude acompanhar a tua trajetória de cronista; por isso, não fiquei surpreso ao ler esta tua criativa crônica – gênero no qual tens pleno domínio – na qual tu fazes verdadeiro carnaval com uma simples sobremesa de arroz-doce.
    Mesmo com todos esses méritos, continuo afirmando que o arroz-doce deve ser servido sem qualquer mistura com outros doces ou frutas. O arroz-doce aceita tão-somente um pouco de canela, como complemento do solitário arroz-doce.
    Beijinho.

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    1. rssssss, Sim, fiz um carnaval, mas os confetes e a serpentina tu me deste na bandeja!! Triste sina desse arroz, vai ficar marcado como o arroz filosófico, e que precisa de solidão! Vou prestar mais atenção no que dizes, quanta coisa deve ter me escapado!!!
      Obrigada por essa crônica, espero mais 'filosofias'...
      Beijinho, daqui do lado...

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  10. Seu marido está certo! Arroz-doce só com canela mesmo.

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    1. rsss, experimente com algo diferente e você vai sentir um sabor diferente e que certamente não vai descaracterizar! Mas de qualquer maneira adorei sua presença aqui!
      Abraços, Jorge!

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  11. Taisamiga

    Por favor diz ao Pedro que na minha modesta opinião, cometeu um verdadeiro crime de lesa arroz doce... LOL Para mim (e nem sou muito fã do tal arroz doce) só SEM CANELA. Odeio-a, abomino-a - tal como a baunilha. E mesmo uma desgraça por-lhe molho de nozes por cima!!!

    Vim aqui na esperança de comer uma mousse de chiculate e sai-me um arroz doce plebeu. Bem sei que não se pode ter tudo, mas arroz doce? Matei alguém para sofrer tal punição? LOL

    Qjs do alfacinha

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    1. rssssss Tá bom, Henrique, por ti que abominas arroz-doce não tem discussão! Fico apenas com pena, pois quando bem feito é delicioso. Olha... não gosto de mousse de chocolate, é muito forte! Mandarei aí pra Portugal uma porção de arroz-doce com molho de nozes, me aguarde. Pedro deu boas risadas, agradaste nós dois!
      Bjs e qjs!

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  12. Quando vi o titulo fiquei bolado mesmo como diria um carioca;
    Apaixonado por arroz doce, sorvi sua cronica num lampejo e nesta solidão dele,
    eu diria que vai bem uma raspa de limão.
    Muito engraçado Tais, mas vá entender de doce e solidão nem combinam,kkkk
    Um bom domingo de paz e alegrias.
    Carinhoso abraço amiga.
    Bju.

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    1. Oi, Toninho, é verdade, casca de limão vai muito bem, lembrei que minha avó colocava, uma delícia! Pois é, doce e solidão... minha cabeça pirou! Custei a entender.
      Obrigada pela sua vinda e pelo carinho do comentário, Toninho.
      Bjus!

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  13. Bom dia Tais.
    Como sempre as suas cronicas são divertidas. Meus parabéns pelo 200 anos de casados com esse companheirismo que vocês mantem. Pedro saboreando o arroz- doce na solidão e a Tais que resolve tirar o molho de nozes da solidão e une ao arroz- doce e acaba se deliciando ainda mais com o doce rsrs. O mais importante o arroz-doce foi doce e proporcionou ao casal e a gente motivo de boas risadas.Um lindo domingo ao casal. Abraços.

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    1. rsss 200 anos de casados seriam bodas de quê, Mirtes? Pois é, amiga, as palhaçadas por aqui são constantes. Eu sempre estou acesa para pegar algo que valha uma crônica. Mas de vez em quando fico indignada com que vejo e solto o verbo, nem tudo são flores...Um Grande beijo, nosso carinho pra você!

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    2. Boa tarde Tais.
      Deve ser bodas de imortal rsrs, mas como se referiu que tinha 200 anos de convivência dei os parabéns rsrs. Nem tudo são flores mais vocês sabem retirar os espinhos e manter o humor. Uma feliz semana para vocês. Um forte abraço.

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    3. Bodas Imortais!! rsss adorei.
      Muitas vezes vejo coisas na vida cotidiana e aí não dá a menor vontade de brincar, pego meio pesado, como coisas que acontecem na nossa saúde, educação e segurança e a politicagem desonesta desse país que prejudica a vida de todos. E os "caras" que levaram nosso voto não estão nem aí...Mas quando dá pra brincar e levar na esportiva, melhor.
      Bj, amiga!

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  14. A mi el arroz me gusta en todos los platos menos en el dulce, pero considero que me hubiese gustado estar tomando el arroz dulce con soledad, aunque la soledad no la tienes ya que el amor está bien pegado a ti.
    Un feliz domingo.

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    1. Olá, Mari, traduzindo para os amigos... você gosta de todo o tipo de arroz, mas não como doce, se gostasse seria ao natural, na solidão. Diz que solidão não tenho porque o amor está em mim. Foi assim que entendi esse lindo comentário, Mari, obrigada, meu carinho daqui do sul do Brasil!
      Lindo domingo!

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  15. Tais, jamais teria um pensamento como esse (kkkkk). Geralmente, misturamos os doces, porque vários complementos nos chamam, na hora da escolha. Você é ótima!!! Uma simples colocação de seu marido lhe rendeu uma bem humorada crônica. Isso é talento!! Bjs.

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    1. rssss as altas filosofias são comigo! A mulherzinha da mesa ao lado foi um escândalo, seu prato de doces foi carregado por uma jamanta: de tudo um pouco!
      Obrigada pelo carinho do comentário, sempre muito querido.
      Beijinho, meu carinho.

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  16. ESE ARROZ ME FASCINA!!!!!!!
    ABRAZOS

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    1. É verdade, ReltiH, mas coloque algo por cima, fica mais gostoso!
      Obrigada pela sua visita sempre muito bem-vinda!
      Abraços daqui!

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  17. Há que ser criativo.....isto em todas as Artes....Concorda certamente.
    O que é hoje a cozinha 'mundial', senão arranjinhos de chefes loucos..?
    Umas resultam outras são um desastre....Não posso esquecer um
    restaurante com estrelas Michelim, que armou com pinças, um prato
    de cozido a portuguesa.......????!!!!
    Que desastre....Pôr mais bonito......concordo....descaraterizar não........
    Mais uma bela e criativa crónica.....
    Beijo


    Mais uma bela e criativa crónica...

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    1. Concordo, cozinhar é uma arte!, Os franceses que o digam, cozinham maravilhosamente e comem pouco! Mas vocês têm um prato aí que nós, brasileiros amamos: é o Bacalhau à portuguesa"...Não há quem não goste! E faço bem direitinho... sem molho de nozes! (rsss)
      Beijos!

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  18. Bom dia querida Tais.. nunca comi o mesmo dito acima rsrs
    mas lembro que na formatura do amigo do meu irmão..
    eles estavam em 3 e quem escolheu o prato foi a moça.. e tinha o tal arroz doce srrs
    imagina tu.. vir os convidados de um lá das fronteiras.. que só comem churracada ter de comer arroz doce rsrs
    ficaram traumatizados..
    e foi muito caro a pedida..
    os amigos do meu irmão disseram.. primeira e última vez que dondoca vai escolher comida rsrs
    acho que sim.. rsrs arroz doce deve ser como torta fria.. não desce não rsrsr
    beijos meus e feliz sempre querida amiga

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    1. rssss, Samuel, arroz doce não é doce pra formatura ou festas, é muito gostoso quando bem feito, mas é um doce simples, por isso que tasquei um molho de nozes em cima!
      Mas Samuel, tem algo de equivocado aí: arroz-doce fica bem após um churrasco, sim, é uma sobremesa rústica e regional como o churrasco o é! Churrasco não é comida chique, é rústica, apesar de ótima. Só não entendi se a comida da formatura foi churrasco ou algo mais chique.
      Olha, sempre quando vou pra Serra os restaurantes servem uma mesa com muitas sobremesas e lá está o tal arroz-doce, em Gramado, Canela, Nova Petrópolis etc. Como você não conhece se mora na Serra? rsss
      Bjus, querido amigo.

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    2. Bom dia Tais rsrs..
      quis dizer que dos 3 que se uniram para formatura
      2 loucos por churrasco.. e quem escolheu o prato foi a moça que teve o tal arroz doce e outras coisinha srsrs
      meu irmão levou uma enjoada rsrs
      foi complicada a coisa rsrs
      como não sou muito de doces..
      ainda não provei o mesmo..
      bjs e feliz sempre

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    3. ah, bom... agora entendi, é, então pegou mal!!! Não é doce pra festa, só campeira!
      Beijo, clareou a jogada!!! rss

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  19. Bem, talvez pense que estou armada em esperta, mas quando li o título, foi o que me ocorreu: que o arroz-doce deveria ser comido sozinho, sem misturas. E ocorreu-me, porque como sou gulosa, se tiver à mão e puder, coloco no mesmo prato três ou quatro doces de que gosto. E sou bem capaz de colocar o arroz-doce (que não é dos meus doces preferidos; depende de quem o faz.) ao lado de um bocadinho de gelado e de um bocadinho de mousse de chocolate e de um bocadinho de outra sobremesa qualquer. Para os especialistas e apreciadores, se calhar assassino os doces, para os gulosos como eu é uma espécie de rodízio doce!

    Gostei do seu texto e achei bonita a cumplicidade do simpático casal! :)

    Beijinhos e boa semana:)

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    1. rsssss, Isabel, gostei desse seu comentário! Come como você quer e pronto!!!
      Dei boas risadas do lado de cá sobre a sua vontade e a sua verdade.
      Grande beijo!!

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  20. Pois, Tais, o Pedro deu uma tacada de mestre, porque o arroz-doce precisa mesmo de privacidade...epa!
    Adoro ler suas crônicas, amiga!
    Beijão!

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    1. O bendito arroz precisa de solidão, privacidade... o que mais??? De tristeza ainda não?rssssss Adorei! Me divirto com vocês!
      Beijinho!

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  21. Respostas
    1. Muito obrigada pela sua gentil visita, aprenderei bastante em seu blog sobre a Índia, é uma cultura maravilhosa!
      Grande abraço!

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  22. Bah!!!!!!!!! Amiga, Tais!
    Que crônica, hein! Só você para escrever tão bem sobre uma sobremesa tão simples, mas extremamente deliciosa. Eu faço como você, como adoro doces, já coloco tudo que vejo pela frente e nunca pensei como o seu marido, dizem que há alimentos que dispensam qualquer acompanhamento, o arroz doce só vai bem com a canela, mas eu gosto com muitas misturas, penso que temos que aprender a sentir o sabor do arroz doce na solidão da canela.....O que achas? Adorei sua escrita. Ah! parece que vi você agarrando o prato contra o peito rsssssssssss. Beijo grande!

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    1. Oi, Marli (rss) eu não quero sentir solidão em lugar nenhum, amiga, muito menos num doce!!! Obrigada pelo carinho do comentário, na verdade, as coisas simples da vida são muito importantes.
      Grande beijo!

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  23. O mais importante, é que no final, mesmo com a solidão e o doce sobre o doce, se acertaram e saíram rindo. Arroz-doce! Faz muito tempo que não o devoro. Bela crônica Tais! Sempre inspirada.

    Beijos e muita saúde e paz para ti e para os teus.

    Furtado.

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    1. Dessa história ficou algo inédito, Furtado, cada vez que vejo esse doce lembro dessa crônica e dos comentários aqui postados! Ontem estava lá o arroz, no mesmo lugar, só que o molho não foi o mesmo... coloquei algo pior! Descaracterizou muito mais!!
      Beijos, obrigada pelo carinho do comentário.

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  24. Querida amiga Tais, MARAVILHA! Isso é sabedoria; viver a vida com o espírito filosófico e humorístico. Até parece um poema do Quintana.
    Um abração. Tenhas uma ótima tarde.

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    1. Bah, Dilmar, Quintana mora no meu coração! Aliás, no coração de todos nós, gaúchos, com aquele jeito querido por todos, que era só dele, um humor ferino, mas requintado.
      Só tenho a agradecer o carinho do teu comentário, fiquei muito feliz.
      Abraços, uma linda semana.

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  25. Minha querida amiga Tais, um título filosófico ou poético ? O dr. Pedro é um poeta incrível, basta dar uma lida no Veredas. Que almoço, com ou sem acompanhamento o arroz doce mostra a mais límpida manifestação de amor. Não importa mais o acompanhamento da sobremesa, mas a companhia um do outro, que casal lindo. Com diálogo houve a discordância, que continuou, e isto é maturidade de um relacionamento, logo nos dias de hoje que é tão fácil gritar, fazer cara feia ou indiferença, lá estavam vocês, numa hora comum, normal, de refeição, e a sra. chega com esta crônica, não sem antes curtirem este momento "doce" rs, e saírem do restaurante aos risos, juntos e felizes.
    Quanto aos doces, eu particularmente amoooo doces, sobremesas, gosto de individuais, mas não me furto de fazer uma mistureba quando se apresentarem algumas que morrerei na dúvida em escolher. Literalmente, uma delícia de crônica minha querida amiga Tais.
    ps. Carinho respeito e abraço.

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    1. Nossa... que comentário lindo, meu amigo!
      Olha, se o título é filosófico ou poético, nem sei mais, misturei tudo! Acho que não sei mais quem sou ou pra onde vou! Jair, sair com Pedro é sempre uma surpresa, nem eu sei o que pode acontecer, uma vez que ele chama o garçom Antonio, de Ulisses, e não há mais jeito de mudar. Acha o homem com a cara de um vizinho que se chama Ulisses e não troca. E faz só pra me cutucar com vara curta! E o melhor é que o garçom não liga! Mas ele faz isso porque eu estou junto!!! kkk
      Grande abraço, amigo, obrigada pelo carinho de sempre.

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  26. Oi Taís! retornando para reler a tua crônica e dizer que o arroz-doce me deixou com água na boca.

    Beijos e uma ótima quinta-feira para ti e para os teus.

    Furtado.

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    1. rsss, prove e coloque um molho por cima ou algo que você tenha vontade; não digo que seja o "politicamente correto" (odeio essa frase rs), mas fica muito gostoso!
      Beijos, uma linda quinta feira!

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  27. Oi Tais.
    Arroz doce com canela, com molho de nozes.
    Tudo junto misturado, de qualquer jeito.
    O que importa é viver a vida. E BEM.
    Fiquei com vontade de degustar esse arroz doce.
    Com solidão ou sem solidão.
    Paz e Luz.
    E viva o arroz doce.

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    1. (rss) É isso aí, Gilberto, toca no doce o que você tiver vontade que garanto que fica ótimo! Mas obedecer muitas regras é bom pra Rainha da Inglaterra!
      Grande abraço, amigo, gostei de sua visita, o cafezinho está ao lado, na coluna, ele aceita até açúcar mascavo! Está convidado.

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  28. Divertida amiga, adorei a tua crónica do arroz-doce adulterado!!!... Lembrei-me logo de uma cena com o meu marido, com quem me casei também há uns... tendo em conta a nossa idade... 250 anos!!! Mas em versão inversa! Recém-casada, eu fiz um bolo, talvez o 1º.! Bolo é coisa doce... achava eu, como o Pedro, que merecia a tal "solidão"... podendo apenas ser acompanhado por um chá! Mas meu marido entendeu que o bolo devia ser comido com queijo! Foi buscá-lo e encavalitando uma grossa fatia de queijo na fatia do bolo, assim o devorou! Eu fiquei pasmada e fiz apenas um leve reparo, com muita delicadeza... não fosse a questão levar-nos a um inusitado divórcio!!!
    De casamento firme... mais tarde, quando o meu marido comia bolo com queijo eu dizia "estragas o bolo e estragas o queijo"! Até que certo dia eu própria também fiz a mistura e não é que gostei?! Hoje gosto muito de bolo com queijo! A isto posso chamar um casamento feliz... dois casamentos felizes, tendo em conta que o queijo se casa bem com o bolo!
    Ah! O meu marido também gosta muito de comer arroz doce com misturas!!! Eu prefiro-o solitário... apenas com canela.
    Beijinhos para o belo casal

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    1. rsssss, que bom você aqui!! Vive viajando!!
      Pois é, querida amiga, o bom é cada um comer como gosta e disso eu não abro mão. Quando voltamos ao mesmo restaurante, se não tem o creme de nozes descubro outra coisa, mas solitário, nunca!! E agora, depois dessa crônica, melhor ainda, começo a rir antes de me servir. Quanto ao seu bolo com queijo, deve ficar gostoso. Você já viu alguém comer feijão com açúcar? Pois é, eu já vi!! E já provei, estranho, mas não ruim! rssss Grande beijo, saudades!

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    2. Ainda bem que você falou no feijão com açúcar! Lá no meu blog irei colocar uma receita que leva isso... e outros ingredientes! Ou é receita típica dos Açores, ou foi trazida pelo meu avô materno, que viveu uma temporada nos Estados Unidos, em 1900.
      Beijinhos

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    3. Pois é, acho que minha vó que trouxe aí de Portugal! rs eu gostei!
      Poste que quero ver!!
      Beijos!

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  29. Olá, Tais.
    Suas crônicas são maravilhosas! E com arroz doce e creme de nozes, para além de maravilhosas, ficam também doces.
    Há pessoas que não gostam de aventuras no prato e, não aceitam misturas, alegando que "estraga o sabor", que é como seu marido diz: "descaracteriza". Até concordo que tenha lógica. Mas sou das que pertence ao seu time: tendo variedade, atrevo-me.
    Daqui dessa doçaria a rimar com filosofia, a moral que fica da história é que vocês são um casal-de-bem-com-a-vida-e-com-o-outro, e isso, sim, é maravilhoso, principalmente após duzentos anos de convívio.
    Lindo.

    Agora, que abriu o apetite, dou uma parada na net e faço um arroz doce gostoso pra me deliciar. Mas será um arroz doce sozinho, para não ser tão pecado ;)
    bjn amg

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    1. rssssss, que comentário gostoso!
      Deve ter vindo com um creme muito especial, o sabor encantador!
      Beijo grande, meu carinho!

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  30. Tais, tudo bem?
    Saudade imensa daqui, já me deliciei pelas crônicas que fizeram de parte da minha tarde, momentos de grande prazer, vc escreve como poucos!!

    Quanto a visão de Pedro sobre a melhor maneira de apreciar o arroz doce (particularmente concordo com ele, sou uma viciada nesse sabor!!), que coisa boa estar há duzentos anos junto de um homem capaz de mencionar com admirável criatividade, o ato simples de saborear um doce igualmente simples... adorei a crônica, e a inspiração pra fazer uma sobremesa para amanhã...rsrs

    Meu abraço carinhoso pra vc, viu!

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    1. Olá, Denise, como vai você? Tempo mesmo, não? Mas é um prazer recebê-la aqui!
      Que bom que você gostou, pois é, as idéias sempre vão chegando e quando vejo, dá crônica. Mas continuo saboreando meu arroz-doce com uns molhos diferentes, mas a individualidade e o respeito está nisso, cada um coloca seu tempero na vida conforme o seu gosto! rss
      Beijo grande, saudades também.

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Taís Luso