7 de fevereiro de 2008

MACHADO DE ASSIS / parte II

Machado de Assis
obra de Henrique Bernardelli / 1905 - óleo sobre tela

Este é o ano do centenário da morte de Machado de Assis (1839-1908). Será homenageado com a publicação de uma edição especial de suas obras em formato digital. O Portal ‘Domínio Público’ em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, oferece o conteúdo de 42 títulos da obra do autor que poderá ser baixado gratuitamente pela Internet.

O maior nome da literatura brasileira já pode ser encontrado nesse site. Em 29 de setembro (o dia em que faleceu) o Portal entrará com obras mais abrangentes.
Estão disponíveis, no momento, cerca de 322 arquivos do escritor.

Segundo o coordenador do Portal, Marco Antônio Rodrigues , o objetivo é digitalizar as melhores edições críticas disponíveis. ‘Queremos fazer com que esta edição se torne uma referência em termos de reprodução de obras machadianas em formato digital’ – disse Marco Antônio.

Considerado o pai do realismo no Brasil, Machado de Assis escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba, Esaú e Jacó, Ressurreição, Histórias sem Data, Relíquias de Casa Velha, Contos Fluminenses, Memorial de Aires e outros tantos livros, como Papéis Avulsos, no qual se encontra o conto O Alienista, onde se discute a loucura. Como poeta escreveu sua primeira poesia - Ela' - aos 16 anos, postada neste blog.

Machado de Assis foi um ativo crítico literário, além de ser um dos criadores da crônica no país com colaborações para as revistas e jornais da época, citando Gazeta de Notícias, Jornal da Tarde, Correio Mercantil, O Globo, Revista A Estação, Revista Ilustrada Brasileira, entre outros. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras.

O escritor nasceu no Rio de Janeiro, na chácara do Livramento. Seus pais Francisco José de Assis e Maria Leopoldina Machado eram trabalhadores com poucos recursos financeiros. De tipógrafo a escritor, a vida de nosso mais ilustre escritor sempre esteve ligada ao jornalismo: redator, poeta, romancista, cronista de variedades, ensaísta crítico de teatro e de literatura. Autodidata, mergulhou no estudo das linguas inglesa e francesa tendo traduzido várias obras. E ainda fez carreira como funcionário público. Em 1869 casou-se com a portuguesa Carolina Xavier de Novais. Não tiveram filhos.

Muito tem a se dizer de Machado de Assis que veio a falecer no Rio de Janeiro, enterrado no Cemitério São João Batista com pompa oficial e merecida homenagem pública.

Endereço do site: www.dominiopublico.gov.br
E nos meus links.

Um comentário:

  1. Pena que apenas quem tem internet possa acessar estas obras. Tomara que a juventude nas escolas que possuem este instrumento leiam Machado desta forma em vez de apenas ficarem no MSN.
    http://somagui.zip.net

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Taís Luso