24 de novembro de 2012

Um papeleiro sem rosto e sem esperança




- Tais Luso de Carvalho

Hoje, pela manhã, dei uma chegada na sacada de meu apartamento e fiquei olhando um pouco as pessoas e o movimento dos carros na hora do tumulto. As pessoas agindo como sempre: ignorando o semáforo, indo e vindo apressadamente, crianças atravessando a rua correndo, e os velhos não olhando para lado algum: estão noutro mundo, num passado distante, no seu passo lento e desprotegido. Até aí, tudo como sempre, dia após dia é o que tenho visto por aqui.

Porém, hoje, meu olhar bateu num homem puxando sua carrocinha entulhada de sacos, papelão e outras coisas entendidas como lixo. O que chamou minha atenção foi o tamanho da carroça puxada por um ser humano, algo em desacordo com suas forças. Sem querer, pensei naquele ser humano e num animal: o cavalo. Lembrei dos manifestos para se tirar as carroças da rua... Mas retrocedemos na linha do tempo: temos, também, humanos como animais de tração.

O homem debruçado no ferro dianteiro, parava - de vez em quando - pelo peso que carregava. Parou num contêiner de lixo e fuçou à procura de mais porcaria. E continuou: cansado, passos curtos , mais parecendo um animal. Ia devagar, pelo lado direito da rua, dando passagem aos carros pelo lado esquerdo.

Atrás dele formou-se uma pequena fila, de uns 5 carros: passavam belos carros pretos, vermelhos, prateados, com ar condicionado... Alguns passavam pela esquerda, outros empacaram atrás do carroceiro, impacientes, buzinando... Mas pra onde deveria ir o homem? Subir a calçada com uma carroça cheia de sacos, papelão e ferros?

Quando aliviou o movimento, o motorista de um brilhante carro preto passou e gritou bem alto: 'sai do caminho, desgraçado!' - e gesticulou como um gentleman do século 21, educado numa metrópole.

O carroceiro olhou e continuou no passo humilde em que se acostumou, andando pela vida que não lhe foi condescendente, e vivendo igual aos animais que puxam carroças, e que pensamos em tirar das ruas pelo sofrimento a que são expostos.

Mas aquele cidadão, o dono do carro e da rua, seguiu seu rumo com um coração coberto e endurecido por aquela resina pegajosa, de cor preta, que cobre o asfalto.

Mas gente assim não tardará à falar de igualdade social, de fraternidade, injustiças e cidadania, em sua roda de amigos, degustando um excelente vinho - logo mais ao anoitecer...
É chique demais!


43 comentários:

  1. Brilhante!@!Tens toda razão. As pessoas andam verdadeiros animais no trânsito.Selvageria é fichinha...

    Pobre homem. Não deveria estar ali, isso sim, mas por falta de amparo e auxilio ali está. Se pudesse, não escolheria aquilo, certamente. Foi o que na vida lhe restou.

    Pena! beijos,chica

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    1. Pois é, Chica, são as desigualdades que nunca deixarão de existir. Se em milhões de anos elas ainda estão por aqui, quem irá acreditar no blablabla, discutido num farto café da manhã ou regados a vinhos da melhor safra? Aliás, certos cafés, para discutirem assuntos que beneficiem a sociedade, é o que não falta.

      beijos!

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  2. Pois é... a hipocrisia esta a solta. Conheço gente que participa de entidades assistenciais para se promover pessoalmente como pessoa caridosa,mas a verdadeira caridade é feita anonimamente.Ajudar alguem sem esse alguem saber, e ve-lo progredindo e melhorando é uma das maiores satisfações espirituais das aos terraqueos

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    1. É por aí, Sig, a verdadeira caridade é silenciosa, se não for, é auto-promoção. E confete neles!
      Abraços!

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  3. Limerique

    Era um pobre cidadão excluído
    Com seu olhar parado e transido
    Vagava pelas horas turvas
    Com velhas costas curvas
    Carregando o peso de ter nascido.

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    1. Jair, essa última linha, do Limerique, disse muito... E até quando? E olha o tamanho da cruz a carregar! É, tudo dá o que pensar.

      Abraços, amigo.

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  4. Tais,sua crônica sempre nos pega fundo e doi muito.Fiquei imaginando aquele ser " humano" puxando a carroça, recebendo palavrões, sofrendo todo o tipo de desigualdade.Eu sempre penso que tenho que realizar mais ações para o bem social,mas às vezes, me sinto sozinha e humilhada também.Dá até vontade de ajudar muitas pessoas a carregarem sua cruz.
    Um grande abraço, minha querida e tenha um domingo abençoado!

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    1. Querida Marli, uma andorinha só não faz verão. Nesse mar enorme de humanos sofridos e excluídos, não adianta muito nossa compaixão, já escutei muito que a 'sociedade', ou seja nós, temos culpa disso ou daquilo. De tudo! E, cada vez mais, o contagio é maior.
      Onde está o Estado, a justiça, as leis já tão antigas? Nem nosso voto vale alguma coisa, o que esperar?

      Beijos, amiga.

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  5. Passei por aqui hoje, Taís, e li mais uma vez uma bela crônica. Sofrida. Denunciando a hipocrisia do nosso tempo, que vê do alto a miséria dos nossos irmãos.

    Um abraço.

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    1. Olá, José Carlos, que bom vê-lo por aqui!
      Muito obrigada por sua visita, fiquei contente.
      Um abraço pra você!

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  6. ...e quantos donos de carros reluzentes desfilam nas ruas desrespeitando os seres humanos de condições sociais "inferiores"...pobres desvalidos e abandonados pelos podres poderes deste país tropical.

    Bjsssss de uma indignada amiga.
    Leninha

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    1. É o que mais dá, Leninha!
      Não existe respeito pelo outro. E em lugar nenhum. Vivemos no pais do faz de conta.

      Beijos pra você.

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  7. Acho fantástico te ler, Tais, pois vejo em tuas crônicas o reflexo de nossos tempos, o retrato fidelíssimo da sociedade hipócrita em que vivemos. Tão fácil humilhar em secreto, mas falar bonito diante do público, enquanto se degusta o mais caro vinho... Tão nobre e generoso fazer caridade diante dos holofotes! Mas, na vida real, salve-se quem puder, ou seja, sai da frente ou passo por cima!
    Fico feliz em perceber que "seu" papeleiro ganhou, sim, um rosto através de seus escritos. Ganhou, quem sabe, a remota esperança de que o dono do carro brilhoso leia esta crônica e repense suas atitudes...

    Perfeição de crônica, coisa de uma mulher brilhante e que não tem travas na língua! Que privilégio ser sua amiga nesta blogosfera! Beijos.

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    1. OPS, Suzy!! Quanto elogio, amiga, sou normalzinha!
      Mas é assim mesmo como você diz no comentário. Nossa espécie é vaidosa até na caridade! Raros os que se mantém anônimos quando ajudam. Suzy, tenho travas na língua sim, gostaria de dizer muito mais! Mas há um limite para se dizer. Só o que cresce nesse país é a corrupção: parece cupim, quando a gente resolve de um lado, eles aparecem de outro. Quem deveria ver essa situação que narrei, seria o Estado. Nossas esmolas não resolvem nada.
      Também digo a você que é um privilégio ser sua amiga. Valeu!!!
      Grande beijo.

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  8. A desigualdade está no mundo, o mundo nos faz diferentes - e somos iguais. O que não muda é teu verbo forte, teu olhar humano, crítico, sensível, lúcido, admirável.
    É sempre um momento de aprendizado e deleite aquele em que passo por aqui...gosto do encanto que teu talento na escrita provoca em mim, mas, mais do que tudo, gosto é de você!

    Uma semana abençoada pra vc, querida!
    bjos

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    1. Denise querida, a admiração é recíproca! Seus comentários tem uma marca: a sinceridade que vejo e que sinto. Adorei sua última frase! Eu também gosto muito de você!
      E quanto à desigualdade, sempre vai haver: somos uma única espécie, mas como somos diferentes na essência... É um mundo muito louco. Difícil de entender essas cabeças.

      Obrigada, sempre!
      Grande beijo.

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  9. Olá Taís, triste fato e tão comum, as pessoas não tem a capacidade de enxergar o valor do outro, se julgam superiores demais p simplesmente perceber o que o outro está fazendo e como está vivendo, generosidade e paciência passam longe de tipos arrogantes como este! Bjoooss

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    1. Oi, Kellen, a arrogância está ao lado da vaidade. Não gosto de ver gente simples, já tão sofrida, passar por humilhações, ainda mais quando um tem tudo na vida e o outro puxa carroça. É vergonhoso e covarde. Dá asco. Enquanto um toma vinho, o outro come restos...

      Beijos, querida, gosto de você por aqui.

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  10. Temos muito que evoluir como civilização humana.

    Um grande abraço e bom início de semana!

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    1. Bah, a caminhada é longa, Rovênia.
      Beijos e meu carinho pra você.

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  11. Ainda bem que passei a usar uma "Cadeirinha de Arruar" (parada, a memória que caminha, de volta ao passado), muito depois da libertação dos escravos, que transportavam as Damas e Senhorinhas...Assim, posso indignar-me com a visão que você teve e que eu vejo sempre aqui por minhas bandas...Até quando?

    Produtiva semana, Taís.
    Um beijo,
    da Lúcia

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    1. Até quando?? Lúcia, eu não sou muito otimista quando se trata de fazer algo pelo povo, pela nossa saúde e educação: antes têm vários campos de futebol, muitos viadutos, dezenas de aeroportos e cavoucar quilômetros de metrôs. Quando sobrar um tempinho, se constrói uma escolinha. E aumenta uns leitos, aí pro SUS...

      Grande beijo, amiga.

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  12. Pois é Taís, cenas como esta, infelizmente são muito comuns, e sempre tem os "os donos do mundo" pra tornar tudo mais difícil e triste!
    Bjs.

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    1. Oi, Estela, infelizmente é assim.
      Digo pra você o mesmo que disse pra Lúcia - acima.
      Beijos, amiga, bom tê-la aqui.

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  13. Depois dos dias turbulentos, enfim de volta às boas leituras.

    Muito refinado discutir as causas sociais! Achei excelente como deixou clara a hipocrisia do senhor do carro preto. É típico... E há quem diga que seja difícil se julgar hipocrisias! Não achei... Não bastou uma situação dessas, do cotidiano pra enxergarmos?
    A selvageria para com o papeleiro... E quem mais parece um animal carregando a carroça tão desproporcional é o próprio!
    Fala-se em desumanidade. Mas ser humano é ser bom? Incluem todos seres humanos na humanidade. Mas e se a grande parcela da humanidade for desumana, continuará sendo humana! Daqui uns tempos, os poucos que sobrarão serão desumanos. Serei desumano. Porque ser humano, pelo contrário, será o que hoje é desumano. Coisa louca. Já nem sei como definir...

    Abraço, Tais. Aguardo pela próxima!

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    1. Fellipe, rsrs, adorei a tua definição do ser humano! Ser humano é ser bom? Por quê? Pois olha... eu também não sei mais nada! Eu não tinha pensado nisso apesar de achar algo estranho. O ser humano é, apenas, ser humano. Deveria ser bom, mas não é - com exceções, naturalmente. Somos seres pensantes, daí vem a 'confusão', não?
      Olha, estou tão embaralhada quento você, tão decepcionada, tão, tão... que fico por aqui. É muita hipocrisia existente. Por isso tanta gente dá valor à companhia de uma animal - não pensante!!
      Mas que isso dá o que pensar, ah dá. Vou morrer e não vou ver tudo.
      Abraço, amigo! A próxima crônica será mais leve.

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  14. Sempre presencio estas cenas, e fico triste. As atitudes de quem está em uma condição melhor,são sempre contrárias as que deveriam realmente acontecer. A educação e a humanidade passou bem longe deste cidadão,e as vezes me pergunto onde se encontra a menor pobreza, se nas condições financeiras de um individuo ou no seu caráter e na sua formação como pessoa humana.
    Concordo plenamente com o comentário feito pelo Luís Fellipe Alves.
    bjs. Taís. Suas crônicas são sempre emocionantes.

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    1. Oi, Lourdinha, pois é, como somos seres pensantes, achamos que deveríamos usar nosso potencial para o bem, mas a coisa acontece diferente nesse planetinha com 7 bilhões de humanóides pensando...
      E, olhando só para o nosso país, já bate uma desilusão com esses seres que somos nós. Imagine olhar para esse mundo todo. Cruz-credo.
      A coisa não é diferente; às vezes pior!
      Beijos, amiga.

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  15. Oi Taís!
    É, é a lei do asfalto e do que tem mais e vem com seus carrões como donos do mundo se alimentando desse pseudo poder e arrotando a hipocrisia vigente. É uma triste e cruel realidade.
    beijinhos!

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    1. Oi, Valéria, e desse mal padeceremos.
      Bom tê-la por aqui!
      Um beijo pra você, amiga.

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  16. Boa Noite amiga!
    Conheço de perto esta realidade, conheço o trânsito de nossa amada capital.

    Pensei no carroceiro não como animal - mas com um ser que tem sentimentos e um deles brotou "1° a tristeza de estar ali tentando continuar vivo - 2º A revolta contra o cidadão pode estar lhe abastecendo para continuar trabalhando todos os dias na esperança de se superar"

    Li alguns comentários sobre hipocresia e são verdadeiros, eu comecei a trabalhar com 11 anos aos 18 trabalhei para um certo "Dr" advogado ( Há 20 anos não sabia que Dr.era quem defendia tese de doutorado), pois bem o escritório do infeliz era na Andradas, ali ele se reunia estudando palavras difíceis para cobrar mais dos "trouxas" conforme ele dizia em suas consultorias.
    Certa vez a "pobre de classe D" aqui descobriu que todos do escritório tinham ido em uma festa na casa de um colega, e ela nem sequer sabia - durante um café descobri que não havia sido convidada porque minha casa não tinha piscina.
    Na hora seguerei as lágrimas de humilhaçao e fiz dela combustível para nem de brincadeira transformar-me um ser humano nojento como aqueles que era obrigada a conviver na labuta.

    A hipocrisia era diária, beijava uma florista todos os dias e depois mandava escolher rosas para enfeitar o escritório e a pobre achava que eram beijos de consideração (ingenuidade), trazia as sobras de comida para um rapaz que morava na rua e depois o fazia de escravo limpando a sua casa e seu carro.

    ... e por ai vai, a hipocrisia é nojenta por demais da conta.

    Acredito que eles degustam seus vinhos em confrarias ou jantares discutindo o bem estar social sim, caridade e outras coisitas mas - pura promoção de si. O que me conforta é saber que a justiça divina não falha - creio num Deus que tudo vê, tudo permite ; porém cobra os devidos créditos de nossas ações "Nada como um dia após o outro".

    Que Deus nos livre dos hipócritas, que este homem tenha suas forças redobradas para o trabalho e pedindo além da conta peço a Deus que alguém lhe estenda a mão lhe presenteando com mais dignidade de vida, uma oportunidade de trabalho.

    Já me estendi além da conta, rs,rs (Perdão), é sempre bom vir neste espaço.

    Beijos.
    Missionária Bella Dourado

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    1. Oi, Bella querida: entendendo... você viu e sentiu a hipocrisia, a falta de solidariedade e a falsidade. E deu a volta por cima. É bem assim como você narrou. Infelizmente, Bella, esse é o nosso mundo e que nada vai mudar, apesar de muitos terem um otimismo grande ao mostrarem suas esperanças, principalmente na dobrada de cada ano... Tudo balela, amiga. Sai ano, entra ano, a porcaria continua a mesma. Será que ainda não deu pra perceber que a ânsia por um ano melhor é ilusão?

      Grande beijo, conte o que quiser, esse espaço é de vocês.

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  17. Taís, em minha minúscula cidade não é possível ver esse tipo de cena, dura por sinal, aqui não há catadores pelo simples fato de ter não o que catar, um comércio fraco não gera resíduos recicláveis. No entanto, nas cidades vizinhas é muito comum encontrar esses trabalhadores e não tem como ficar alheia diante de tamanha desigualdade social!

    Beijos

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    1. Oi, Néia, sabe, eu gostaria de não ver esses quadros de desamparo e de sofrimento todos os dias. Por mais que se saiba que estão por aqui, sentimos o pouco caso de quem, de fato, deveria cuidar disso. Ninguém tira essa gente do desamparo na base de esmola. Só que o 'bumerangue' volta com mais força. E nós também seremos atingidos.
      Que sentimento poderá ter essa gente em relação à nós?

      Beijos, amiga!

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  18. Infelizmente essa é uma cena que se repete todos os dias em muitas cidades. Dói o coração da gente ver pessoas puxando essas carroças. Tem muita gente que faz oba-oba em defesa dos animais mas não se importa nem um pouco com os seus semelhantes. E também esses arrogantes que se acham todo poderosos só porque estão desfilando em um carrão.
    Nosso mundo está mesmo perdido.

    bjs

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  19. Olá Tais, li sua crônica, e me vi ao seu lado, indignada com o homem que precisa se mover usando-se de tração animal e aquele que sentado no seu carro passa por ele "puxado" há não sei quantos cavalos....Claro, que desigualdade social existe e sempre haverá, mas o desrespeito com o menos favorecido é insuportável. Parabéns por tua crônica que dá gosto de ler! Beijos!

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    1. SONIA BRANDÃO E VILMA PIVA...
      Obrigada pela presença,
      Beijos pra vocês.

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  20. Como gosto de tua escrita Tais. E este assunto.... Sempre fico indignada com coisas assim, mas ao mesmo tempo vejo-me de pés e mãos atadas.Faço o que posso àqueles que estão perto mas o mundo é grande demais.... Não fico com pena do moço puxando a carroça, porque me parece que faz o possível para ter o pão de cada dia, mas pena mesmo fico do dono do carro preto, quem ao menos sabe-se um grande desgraçado na vida.

    Um beijo grande pra ti!
    Um ótimo fim de semana!

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    1. Oi, Vanessa, o que essa gente deve fazer pra comer no final do dia umas porcarias!! O dono do carro é um desgraçado, infeliz, sim, mas um desgraçado com barriga cheia tem lá sua diferença... Eu não consigo ter pena, tenho outro sentimento por eles! Repulsa.

      Grande beijo, e um bom fim de semana, também.

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  21. Sempre é um prazer enorme viajar nas tuas belas palavras e histórias, quanto a esta crônica, apesar da indignação pelo personagem prevalece seu ótimo dom criativo em descrever a realidade, meu mais recente post também é uma visão particular do nosso mundo,se tiver interesse em dar uma olhada ficaria grato...
    www.paullolenore.blogspot.com

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    1. Olá, Paullo, muito obrigada pelas palavras.
      Vou, sim, ler seu post.
      Bom tê-lo aqui. Volte sempre.

      Abraços, boa semana.

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  22. Já me vi diante de situação semelhante. E não são pessoas jovens que vemos empurrando essas carrocinhas, o que aumenta meu lamento. Já parei e fiquei a olhar, imaginando a força que têm que fazer para movimentar "seu veículo". E tem razão, muitos dos que gritam com eles pregam a fraternidade. Bjs.

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    1. Marilene, acabo de subir do passeio com meu cachorro, e chamei a atenção do Pedro, que estava junto, para exatamente esse quadro que falas: um papeleiro já bem idoso. Ficamos olhando da calçada o tamanho da carroça do coitado e sua postura. Dá muita pena e indignação ao mesmo tempo. Já é um quadro comum.

      Beijos!

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