29 de maio de 2010

OS MORADORES DE RUA





- Tais Luso de Carvalho

Estes desprovidos de sorte, filhos de uma vida desgraçada, passam o dia caminhando, comendo as sobras e o podre dos outros. É dureza caminhar tanto, suplicar tanto para no fim do dia conseguirem comer lixo. E os responsáveis por isso, por este lindo quadro patriota, passam sem olhar. Não interessa olhar para desgraça. Todos querem ver uma cidade bonita, limpa, arborizada e florida; quanto mais florida, melhor! Esconde o horror.

O que mais se vê pelas esquinas dos países em desenvolvimento, é gente dormindo pelos cantos, enfiados em buracos ou em caixas de papelão, num canto debaixo de qualquer coisa que se pareça com teto. Vivem como ratos; mas são os moradores de rua: um dia aqui, outro ali... Caminham e procuram por um canto até terem a certeza do sossego. E contam com a sorte de não serem importunados por gente sem piedade.

E nós, os mais sortudos, damos de cara com este mundo cão, um mundo que saltou da condição de pobreza, para a indigência, porém, muitas vezes ainda botamos banca, achando que ver isso é desagradável. Desagradável é pouco: é desumano tanto descaso. Mas a solução não está em nossas mãos: o brasileiro trabalha meio ano para pagar imposto e o que vemos é isto. De nada adianta a população sair a distribuir uns trocados; isto nós fazemos. E não soluciona, nem minimiza nada. O problema está lá - no topo. Na Ilha da Fantasia.

Pelas ruas, mãos humilhadas se estendem; nos tocam e suplicam. Já conhecem o que é desprezo, o que é fome, o que é sede, o que é martírio. Conhecem um lado da vida que nós não conhecemos. Banheiros e chuveiros não existem para os moradores de rua. E como é que fica? Algum político já deu alguma solução? Não: lugar de fazer as necessidades fisiológicas fica a quilômetros, subindo os morros, na mata. E olha lá.

Então vem a pergunta que não cala: por que esta gente não arruma um emprego? Por que ficam pedindo, ao invés de trabalharem?
Ora... como resolver este problema se esta gente é solitária, doente, desamparada, sem escolaridade... Não há interesse político voltado para todos eles; não temos uma ação social eficaz. E outras pragas mais. O dinheiro é para outros fins.

Dá pra entender que somos um país em dificuldades; só não deu pra entender, ainda, que um país continental como o nosso, com tanta gente miserável morando nas ruas, com milhões de pessoas passando fome, que ainda se escute que não há verba suficiente para matar a fome do povo e lhes proporcionar um teto.

PORÉM...

Para meu espanto, de uma hora pra outra surgem milhões de nossas reservas para mandar pra fora do país... Fazendo bonito com o sacrifício de nossa população indigente, que come capim e faz sopa de papelão e jornal. Sei que é um enorme problema social, mas seguindo meu bom senso, teríamos de resolver, primeiro, o problema da nossa gente: dar comida e teto para o Brasil. Mas não é bem assim: existem as negociações! E, enquanto os homi ficam trocando figurinhas, nossa gente que espere, que continue a comer  lixo.



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44 comentários:

  1. Sua cronica é um grito de todos nós, vivemos no País que faz de conta que tudo está lindo e maravilhoso, na realidade é muito diferente. Parabéns! pelo seu texto com uma clareza e sensibilidade com os moradores da rua é um reflexão de um governo que nem está nem aí com essas pessoas.


    Beijos

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  2. Neste caso, penso que a alma do negócio seja a propaganda, pois ao mandar dinheiro para fora, demonstram que não temos problemas tão urgentes assim...

    Penso que o jeito seja cobrar e continuar fiscalizando os trabalho dos nossos representantes...

    Fique com Deus, menina Tais Luso.
    Um abraço

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  3. Morar na rua, pedir esmolas, é horrível! Será que essas pessoas não percebem? Por que não vão trabalhar, oras? Por que não se esforçam como nós? Por que não vão morar numa cada quentinha e gostosa? Que gente mais teimosa... tsc, tsc, tsc... preferem ficar aí, perambulando pela rua e pedindo, pedindo...

    Pois é, Tais. Eu, infelizmente, conheço MUITA gente que pensa assim. Fácil para quem nasceu num berço bacana, com condições mínimas e só vê a miséria da TV ou através de um vidro. Essa distância da realidade, quando se mistura com uma dose de individualismo e prepotência, origina esse tipo de visão social doente.

    Difícil compreender a vida de quem nasceu na miséria, num lar de violência, de analfabetismo, sem higiene, saneamento, educação... "Só sabe quem passa", como reza o adágio popular.

    Isso é um problema histórico do Brasil e de países subdesenvolvidos, que durante décadas (ou séculos) não ofereceram condições mínimas para o desenvolvimento humano e social. País triste esse nosso. Aqui o dinheiro dos impostos, que deveria ser revertido para a saúde, a educação e o bem estar do povo, acaba "revertido" para um paraíso fiscal qualquer, engordando conta de marginal do poder. Gente que, aliás, nunca veremos na rua perambulando, enrolado num pano sujo de mão estendida.

    Com isso não quero dizer que não é possível uma pessoa na linha da miséria sair da lama, emergir. Sim, acho até que é possível, mas, para a imensa maioria, não ter cedido ao assédio da criminalidade, e ter acabado pedindo esmola no semáforo, dignamente, já é uma vitória.

    Fica a pergunta: Por que será que na Suécia não tem gente morando na rua? Será que são mais trabalhadores do que nós?

    bjos a vc e parabéns pela bela abordagem do assunto.

    Cesar

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    1. Olá Cesar Cruz! Muito boa a sua participação. parabéns. Eu acho que enriqueceu a chamada de atença de Tais Luso.

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  4. Olá amiga! É lamentável, mas infelizmente é a cruel realidade do momento. Para os homi, investir na solução deste problema seria o mesmo que assaltar as suas contas bancárias. No Arte & Emoções tem postado um projeto que criei para geração de empregos, com o título "PROEMP E O DESEMPREGO". O mesmo foi enviado para o senhor presidente e para o senador Paulo Paím, mas ficou somente nos agradecimentos.

    Belo texto, profundo e bastante verdadeiro.

    Beijos e ótimo domingo pra ti e para os teus.

    Furtado.

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  5. Belo escrito, sempre, Tatá.

    Beijos e saudades.

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  6. Desculpe Tais....mas fiquei baralhado....
    Estava a descrever a situação da
    'Ditosa Pátria minha Amada'?.
    É que se viesse cá para a descrever,
    não seria mais fiel.....
    Afinal....só mudam as moscas....
    Beijo

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  7. Bonito texto, muito claro na exposição de seu ponto de vista e lendo você pensei que ajudar outros seres humanos não é o mais hipocrita da politica o pior são os milhões que são desviados pela corrupção.
    Não estamos nomeando claramente isso. Corrupção não é só roubo é latrocinio.
    beijos

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  8. Vivemos todos num estado de pobreza ambiciosa ...

    Abraço.

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  9. Olá Taís,
    Parabéns pelo texto, que conduz com tanta sensibilidade.
    Não sei se você leu o romance de Carlos Heitor Cony, "Pilatos" que aborda esse assunto com humor e sensibilidade, nos mostrando fatos que muitas vezes ignoramos.
    Um beijo.

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  10. Taís, infelizmente e historicamente, os sucessivos governos tratam a questão da pobreza como assistencia social. Só que as ações sempre estão voltadas para se verem livres de um problema e não para resolver esse problema. E nós, por outro lado, fazemos isso que você falou: um pouco da caridade cheia de remorso ou simplesmente a indiferença e o choro público. Não sei aonde vai chegar a ganância humana. Somos desiguais somente a partir do nascimento. Os berços que nos embalam estabelecem as diferenças daí pra frente. Muito bom tema para reflexão. Abraço grande. Paz e bem.

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  11. Pois é, minha amiga, essa é a bolsa que nos cabe. E a gente nem precisa inscrever-se em qualquer programa de governo para ter acesso a ela. Basta sair às ruas para que nossos olhos desfrutem desse "benefício."

    "Os pobres estão comendo mais e melhor", dizem.

    Pode ser... Mas ainda que fosse, ou seja, uma verdade, não se pode elogiar, não. De soluções paliativas, imediatistas, já se está de bucho cheio. Ainda há muito a ser feito. Deu-se o peixe para que alguns não morressem de fome. Certo. Mas o tempo está passando e, até o momento, ninguém os está ensinando a pescar...

    E tem cabimento Angicos, Xique-Xique, os sertões dos confins, e os bolsões de pobreza das capitais tupiniquins emprestarem dinheiro ao FMI?...

    E quanto ao que se vê nas ruas das grandes cidades?... Até quando? Entra governo sai governo e o que é realmente importante fica estagnado; paradinho no mesmo lugar.

    Gosto de gente de verdade; eis porque tenho tanta admiração por você e aprecio tanto o que aqui publica.

    Bjs, Taís, e inté!

    ps - estou lhe enviando um e-mail.

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  12. Tais,
    é uma situação triste, de miséria e desamparo.
    E o pior é a invisibilidade social dessas pessoas. Andamos por aí e acabamos nem percebendo que eles existem, como se fossem parte de uma paisagem grotesca que não desejamos ver.
    Lí um estudo na zero hora, em que a maioria dos moradores de rua, preferem mesmo é morar na rua, apesar de todas as dificuldades q encontram. Lá eles tem liberdade, são donos de si mesmos. É preciso ir muito além para resolver esse problema crônico, resgatar os sonhos dessas pessoas, que estão tão escondidos que nem mesmo eles sabem mais.
    Belo texto!
    Beijos meus
    Paola

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  13. Olá Taís,

    Uma realidade que não é só no Brasil....
    é de facto uma verdade, antes de se ajudarem os de fora deveríamos primeiro tratar dos nossos.
    Mas em política vive-se assim e o tempo passa, os políticos mudam e as coisas continuam na mesma. A imagem que passa para fora é sempre boa e pensamos sempre que os outros estão melhor do que nós.
    Aqui em Portugal vai havendo algum apoio nas ruas, com distribuição de comida e roupas e às vezes um local para os banhos....mas é sempre pouco.

    Um texto que é um alerta e um grito para esta situação lamentável.

    um abraço

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  14. Taisamiga

    Infelizmente, também temos desses e, nas noites de Inverno, muito sofrem com o frio e a chuva. No Natal é pior. Há organizações que lhes fornecem uma sopa quente ao cair do escuro, mas o número é muito grande. E o que há não é suficiente para todos.

    A ceia de Natal, com o noso tradicional bacalhau cozido com batatase couves, regado a azeite e vinagre também lhes é proporcionada, mas, a miséria é a miséria. E não lhes resolve o drama dos restantes 364 dias.

    E, segundo dizem, este Portugal não é um terceiro-mundista nem um exemplo de país em desenvolvimento. Rebuscar os caixotes do lixo é prática que ainda existe em Lisboa e pelo País fora.

    Não vás mais longe: os acordos internacionais de apoio às populações desgraçadas dos PALOP africanos, as dádivas para os Albaneses, o auxílio ao Haiti, são todas acções muito bonitas. Mas - e por cá?

    A caridadezinha é uma porra! Bem prega frei Tomás: fazei o que ele diz, não fazei o que ele faz... Até nisso somos parecidos. Parecidos? Iguais. Porto Seguro foi onde tudo começou nesta irmandade do lixo, como muito bem dizes.

    Por todo o Mundo os há; mas nesta Europa que se afirma unida, os clochards de Paris, os desgraciados de Madrid, os famintos da Roménia são europeus de passaporte, ainda que o não sejam socialmente.

    Fico-me por aqui. Aplaudo a tua coragem ao abordares este miserável tema. Somos todos culpados. A sociedade que temos, nela colaborámos e colaboramos e colaboraremos.

    E vem o papa pregar aqui a esta terra desatinada, a paz, a caridade e o amor. De quem? Para quem?

    Abs ao Pedrão e qjs para tu

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  15. Cara Tais

    Essa realidade tb está aqui e como percebemos no comentário do Henrique não é privilégio nosso mas tb abunda no primeiro mundo, o que prova que o problema não está
    só no governo ou no país, mas no sistema econômico. Um sistema baseado na exploração do homem pelo homem. Um sistema onde os meios de produção existem basicamente para enriquecer os que tem capital para adquiri-lo. Os meios de produção deviam ser um bem comum de toda a humanidade, uma vez que representam toda a tecnologia desenvolvida por essa humanidade desde a invenção da roda. Mas... enquanto assim permanecer cada vez será maior a concentração de capital nas mãos de poucos e a medida que a tecnologia evoluir cada vez será maior o número de excluidos. Não há trabalho para todos, não há oportunidade para todos, só os mais fortes e expertos sobrevivem e vencem.
    Bernardo

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  16. Bom diiia, meu coração!
    Vim te visitar para tornar o meu dia mais feliz!
    Acho que este problema nunca se resolverá, infelizmente!
    "Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." Madre Teresa de Calcutá
    Bjkas, muuuitas!
    Sônia Silvino's Blogs
    http://blogsdasoniasilvino.blogspot.com

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  17. A primeira visita que fiz ao Teu Blog, tais, tratava de uma causa e li - com a mesma admiração - tua explícita, notável, sensível, aberta e total indignação. Outro tema polêmico, carregado da angústia de quem trabalha pra contribuir com projetos sociais para nossa gente (não é esta a justificativa para tantos impostos??). É estarrecedor ver - e nada poder fazer! - as negociações que usurpam os direitos do nosso povo sofrido, e eu concordo com as palavras da Sueli, dá vontade de propor muitos megafones e bocas-no-mundo, pra ver serem aplicados os recursos que dizem criar para o fim da fome. A tal que seria zero...

    Bjo solidário da amiga que te admira de montão!!!

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  18. oi tais,
    sua cronica..que por sinal muito bem escrita.
    so nos tras a dura realidade de muitos brasileiros.
    eu tenho visto isto todos os dias e agora no frio fica muito pior.
    sou voluntaria a muitos anos conheço bem esta realidade.
    eu faço minha parte e os outros aonde ficam?? nos seus luxuosos gabinetes de braços cruzados.
    meu carinho com bjos.

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  19. Essa gente que aí está retratada na miséria de cada dia, é o povo brasileiro em seu mais cruel desamparo. Invisíveis legiões de inoportunos zumbis, escoram-se pelas ruas das cidades mendigando dignidade,porém, como vc já relatou:"eles não aparecem nas estatísticas de povo".
    Creio que cabe finalizar esse, com uma vil piada velha:
    __ Èramos mais cheirosos quando éramos Colônia!

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  20. Tais, querida!

    Já é a terceira vez que venho ler o teu desabafo e não consigo responder, pois fico emocionada e as palavras me faltam!

    Agora volto aqui para te dizer que a minha admiração por você só aumenta diante da coragem e da sensibilidade que você nos apresenta. Triste realidade. Nua e crua!

    O que observo, infelizmente, é que as pessoas falam tanto em espiritualidade e generosidade mas, na realidade, não fazem nada!

    Como disse o maravilhoso Guimarães Rosa... "Fácil é por mil palavras no papel, difícil é lidar com gente de carne, osso e mil misérias."

    Espero que teu grito de alerta consiga abrir os corações para a ação!

    Parabéns! Seu texto sempre perfeito!

    Beijos

    Lia
    Blog Reticências...

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  21. Quantas vezes vemos homens fortes a mendigarem pelas ruas... Aqui no Rio, como em todas as cidades, não faltam comentários como: “Rapaz forte, podia estar trabalhando...” Mas mesmo para os cultos e letrados esta difícil trabalho... Não estou dizendo emprego não, trabalho mesmo... Os que ainda têm condição de vender balas ou outra coisa qualquer pelas ruas são perseguidos pelo governo, que como você disse já nos leva meio ano de trabalho...
    Ótima crônica...

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  22. Nossa, amiga, você realmente tocou na chaga. Nessa chaga viva, que tanto nos entristece e ao mesmo tempo nos faz sentir tão impotentes.

    Muito belo e muito corajoso o seu texto!

    A imagem que você postou, me fez recordar um fato que aconteceu comigo no ano passado. Durante o dia, percebi da janela do meu apartamento, que havia um mendigo na pracinha em frente ao meu prédio (fato inusitado...)
    A noite, quando fui fechar as janelas para dormir, reparei que o mesmo se encontrava sentado no mesmo lugar. Senti que tinha que fazer alguma coisa, pois com toda certeza não conseguiria nem dormir. Pedi a meu marido que fosse até lá comigo (já era bem tarde, e somente poucos carros passavam pela rua aquela hora).
    Levei comigo uma coberta, um casaco, e algumas coisas de comer.
    Quando entreguei-as prá ele, ele somente estendeu as mãos e me agradeceu com o olhar. Ele não disse nada, mas o olhar que me lançou, foi uma coisa inexplicável. Nunca na vida havia me deparado com um olhar assim...
    No dia seguinte, ele já havia partido, e nunca mais o vi.
    Ficou na minha memória somente aquele instante, em que me deparei com toda a fragilidade e carência de um ser humano, na forma de um olhar. É muito triste, pois sabemos que existem animais sendo tratados mil vezes melhores do que pessoas (nada contra tratar bem os animais), mas fico a pensar que mundo é esse nosso, onde os mendigos passaram a fazer parte da paisagem, e as pessoas já se acostumaram tanto a eles, que já nem se importam mais.
    E que Brasil é esse, que consegue socorrer países amigos, mas não consegue socorro para os seus próprios filhos...

    Um beijo

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  23. Porque mesmo sabidos os problemas mais graves da maioria desprovida da população, sintimos tanta dificuldade em abrir mão medos mesquinhos?

    Somos humanos, e isso dói.

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  24. Adorei!!
    Os bilhões que são roubados pelos pilantras políticos, dariam sim, para matar a fome desses nossos irmãos.

    Outra coisa: É tanto dinheiro arrecadado com o projeto "Criança Esperança", mas quando eles mostram as obras feitas, é quase sempre, quadras de esporte. Isso é importante também, mas obra consistente, eu nunca vi, com tal dinheiro.

    Essas campanhas são cheias de atravessadores que por certo, vão recebendo a sua parte, e no final, sobra pouco para o pseudo objetivo.

    Um grande abraço, amiga.

    Muito obrigada pela honra da sua visita, e pelo comentário gentil.

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  25. Você deveria ver a minha cara cheia de felicidade quando encontro um comentário seu.
    Obrigada por participar dos meus blogs!


    Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
    Sê um arbusto no vale mas sê
    O melhor arbusto à margem do regato.
    Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
    Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
    E dá alegria a algum caminho.

    Se não puderes ser uma estrada,
    Sê apenas uma senda,
    Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
    Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
    Mas sê o melhor no que quer que sejas.

    Pablo Neruda

    Bjkas e ótimo final de semana!
    Sônia Silvino's Blogs!
    Vários temas, um só coração!!!

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  26. Ai Taís tenho lido muitas crônicas como a sua ultimamente, eu mesma já havia escrito um desabafo quando o Brasil foi escolhido para sediar as olimpíadas.

    Impressionante como num piscar de olhos aparece dinheiro suficiente para preparar um país para receber atletas do mundo todo, impressionante como no estalar de dedos aparece dinheiro para modernizar estádios de futebol...

    O Brasil é muito solidário quando se diz respeito ao sofrimento alheio, para mandar auxilio ao Haiti, a New Orleans, mas o nosso povo que perdeu tudo durante as chuvas recebe o resto... o resto, e quando recebe!

    Eu estou passando do ponto da indignação, passando do ponto da vergonha e do desespero...

    Daí lendo tua crônica foi como se ouvisse a voz de Bandeira... "Vi ontem um bicho, na imundície do pátio, catando comida entre os detritos... o bicho, meu Deus, era um homem"

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  27. Olá...!

    Sabes...? O meu blog conta já com um ano...! E para a ocasião escrevi algo que também é para ti... e, de passagem, podes ver que há um selo que podes levar, se assim o quiseres... Pois, como o seu nome indica, serve para "selar" este vínculo que nos uniu neste tempo transcorrido..., isso me encantaria..., e faria completo este festejo e a minha alegria...!
    Ou se não..., ofereço-te uma flor de Ceibo que é a flor do meu país: Argentina.

    Obrigado pela tua presença...!

    Cumprimentos,

    SERGIO.

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  28. querida tais,
    adorei suas respostas!!
    bem melhores que as minhas rsrsrs
    eu respondi bem as alegrias mas as tristes ficou a desejar.
    adoro sua delicadesa. sempre muito bom poder reler seus exelents textos.
    otima semana com carinho e bjos da amiga rita.

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  29. Oi Taís;

    Caramba, para tão belo texto, quem poderá responder com autoridade para resolver?.

    Infelismente, sempre conheci essas situações e nunca ninguém se propôs as radicar. O grande problema é que a miséria que até há alguns anos era marca registradad de alguns países, hoje se radicalizou em todos os países do Mundo, mesmo os mais ricos.
    Até quando?!...

    bjs, Taís.
    Osvaldo

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  30. Primeiramente quero deixar claro que seu blog é realmente fantástico. Quanto ao texto, suas colocações são irretocáveis. Infelizmente em nosso país tudo se baseia em política, ou melhor, politicagem. Com certeza enquanto a miserabilidade aumenta de maneira assustadora, nosso governo manda bilhões para ajuda humanitária. E pior disso tudo, como muito bem explicitado no seu artigo, é que não podemos fazer nada. Mas, o que podemos fazer, como eu e você fazemos em nossas páginas é mostrar essa terrível realidade e tentar conscientizar aos que nos acompanham. Parabéns pelo trabalho. Abraços.

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  31. Oi Tais!!
    Estive viajando,e hoje aqui chegando,encontro esta crônica que nos fala de uma dura realidade, que tão bem vc descreve."Crianças de rua... Crianças na rua... Jorge Amado, grande escritor brasileiro narra em seu sexto romance, Capitães da areia, em 1937, o que ainda hoje acontece nas ruas.
    O escritor mostra muito bem a realidade das crianças e dos adolescentes no início do século XX. Ele descreve a vida, o cotidiano de um grupo de meninos que utilizavam a rua como seu único espaço de sobrevivência. O livro Capitães da areia descreve com presteza o tema que persiste até hoje: o problema do menor abandonado na sociedade brasileira; suas tristezas e mágoas, a distribuição injusta da riqueza, a falta de emprego e os salários miseráveis."
    Parabéns pela clareza da abordagem.
    Um abraço Emília

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  32. Olá Taís,
    Com certeza esta população pobre jogada a sarjeta,
    Que às vezes nos entristece o olhar, que é invisível aos olhos dos políticos não se encaixa no perfil dos votantes. Se fossem eles eleitores seriam disputados a tapa.
    Sua crônica é da hora, seu grito é válido, mas quem deveria ouvi-la continua surdo.
    Beijos,
    Dalinha Catunda

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  33. Eles NÃO votam! É por isso que são esquecidos. Não têm título de eleitor. Aliás, não têm título nenhum. Talvez, apenas, os de campeões da fome.
    Bjoo!!

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  34. Um minuto de silêncio...Essa verdade dói, e muito...e a gente protesta, protesta...e as autoridades?...Talvez achem engraçado porque enquanto permitem que eles durmam nas ruas e comam lixo, nos obriga a fazer a fazer a mesma coisa com a nossa alma ao ver tanto descaso, acabamos comendo desse lixo que nos adoece a alma, e deixando-la morrer de frio nas noites de inverno a cada vez que vemos acontecer com um irmão menos favorecido. Bjos Ta.

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  35. A verdade cala, pois muitas pessoas tratam gente de rua de acordo com sua classe socil,mas ser cidadão não é isso para que o mundo possa ser melhor mais arborizado com boa qualidade é preciso que nós cidadãos do bem mudem de opiniões para que o mundo possa mudar, temos que fazer nossa parte e esperar que outros cidadões façam a sua,tenho apenas 11 anos mais sem bem diferenciar o que é bom o que é errado, mais governantes e políticos não ligam com a realidade para eles são apenas cachorros emplorando pelo pão , e se eles se colocassm em seu lugares o que iam fazer? concerteza a mesma coisa pois pensem a realidade é cruel mais se todos nós colaborassemos para um mundo mellhor talvez não ia ter moradores de rua,meu nome é day tenho 11 anos e minha capacidade é protestar

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  36. Anônimo14:21

    são muito boas as suas crônicas que continue assim parabéns

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    1. Obrigada ao Bill Falcão, Arte e Artesanato, Jogos Irados e acima, Anônimo.
      Um abraço a todos, obrigada pela gentil visita!

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  37. Pois Tais, tenho esta queda pelo social e o titulo me trouxe para mais esta boa cronica, com criticas pertinentes ao sistema que fomenta esta coisa. Um sistema que os torna invisíveis, quer dizer o país é culpado, os tratam com cães sem dono. E saber das negociatas destes mandatários é que nos causa esta indignação histórica desta politicalha tacanha do país.
    Veja que estou lendo 3 anos depois e nada mudou, ou seja sua cronica é atualíssima.
    Belo trabalho Tais.
    Meu terno abraço.

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    1. Pois é, Toninho, passaram-se 3 anos e está atualíssima, nada mudou. Daqui a 3 anos você volta que continuará atualizada... Brasil, Toninho! Ninguém está aí pra ninguém.
      Abraços, amigo!

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  38. Olá Tais Luso. Meu cordial e respeitável abraço.

    É a primeira vez que estou tendo a oportunidade de ler esta crônica.
    É uma chamada de atenção muito clara e, bastante temperada de sua inteligência que lhe é plenamente peculiar.
    Não li todos comentários, mas gostei da participação do Sr. César Cruz, quando ele disse: "Por que será que na Suécia não tem gente morando na rua? Será que são mais trabalhadores do que nós?"
    Eu entendo que essa situação dos MORADORES DE RUA é uma vergonha nacional. Agora, olhando bem, leio razoavelmente bastante (notícias de diversos jornais, escritos vindo da internet, notícias de rádio e televisão, etc.) e nunca me deparei com alguma crônica a respeito do assunto. Parece que muita gente faz vista grossa quanto a essa situação. Nenhum apanhado de qualquer natureza, nem mesmo uma informação estatística a respeito do assunto. Eu, particularmente, já vivi essa situação há muito tempo atrás. Foi por pouco tempo, mas consegui me livrar porque um General do Exército, o qual me conhecia razoavelmente bem, deu-me uma mãozinha, digo: "uma grande e poderosa mão," mas mesmo assim, eu tive que me humilhar. Viver nessa ou nesta situação é muito triste, é horrível passa por essa experiência, é incontrolável por parte de quem tem que passar por isso. Eu acho até que eu deveria ter feito o curso de Assistência Social.
    Tais, parabéns, sua mensagem é muito apropriada para que todos possam pensar nessa problemática. Mesmo aqueles que não têm como fazer alguma coisa, pelo menos, têm a oportunidade de pensar no assunto e se sensibilizar.

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    1. Olá, Cícero, é um prazer recebê-lo e com um comentário comovedor. Conheço o Cesar Cruz há muitos anos e seus comentários são assim, de muita relevância. Tanto quanto os textos em seu blog.
      Esse assunto que escrevi, sempre me chamou a atenção; realmente não é o que chama a atenção de nossos governantes, mas emociona de ver tanto descaso e abandono. Na Suécia é diferente porque lá há mais seriedade para tratar com o coletivo, não existe esse oba-oba, essa futilidade e descaso com que são tratadas as coisas do nosso país. Não existe o individual e o deboche que há aqui.
      Deixo pra você uma outra crônica, em que falo da Suécia.

      http://taisluso.blogspot.com.br/2013/07/os-politicos-da-suecia-sem-mordomias.html
      Muito obrigada, Cícero, esse seu comentário me fez bem, acabo de assistir no Fantástico uma simulação de uma criança carente abordando pessoas num shopping pedindo se poderiam comprar um livro para ele ler. Confesso a você que isso me comoveu demais, desabei.

      Grande abraço, amigo.

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  39. Muito boa tarde querida Tais..
    assunto este que não se resume somente a nós.. países da europa estão cheio disso mas tudo é escondido pq se acham os superiores..
    aqui no Brasil é na cara dura mesmo.. é o que é..
    dificil de dizer o que leva uma pessoa a isso.. mas te digo que fiz curso com umas pessoas e eles um dia diziam que levaram uma baita lição de um mendigo.. parecia que de mendigo não tinha nada pela sabedoria e o que passou..
    já pude ler que tem mendigos que são seres de luz que vem disfarçados para ver como esta o andamento da humanidade..
    e como vemos não vai muito bem né..
    pois queima eles em praças.. humilham..
    aqui na minha pequena cidade tem alguns..
    a gente sempre cumprimenta ele e tal quando o encontramos..
    ele ganha comida de restaurantes e ele divide com os outros companheiros..
    o vira lata melhor amigo dele.. isso que é cachorro..
    alto aqueles que as dondocas chegam a colocar até colares de brilhantes..
    quando este cachorro sair do reino animal e for ao hominal vai ser um pateta.. não saberá fazer nada..
    já o vira lata é esperto não é..
    sei tb de uma pessoa que é mendiga agora em bento gonçalves..
    ele era casado com uma pessoa bem afortunada.. era gerente de um banco ai da capital e hj esta nas ruas..
    as vezes estar no alto, ter tudo é o mesmo que não ter nada..
    aprendizados humanos. apenas isso..
    outro momento pude ver tb um professor que escuto falando que tem pessoas que ele viu que quando um destes pede dinheiro chegam a ter nojo até de dar a moeda.. para não contagiar sabe..
    e acham que são superiores, que são melhores..
    e onde fica o amor universal..
    estamos longe disso que coisas baixas que ainda temos de ver..
    beijos e até sempre querida amiga

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    Respostas
    1. Sabe, Samuel, também conheço um mendigo que muitos sabem que já foi bem de vida, com casa, carro, família, mas devido ao álcool caiu nessa vida e não se levantou. Na real não sabemos o que há por trás dessas pessoas, quais seus dramas que o levaram a um estado tão degradante. Respeito-os, não passo por eles ignorando. Se estou com dinheiro dou um pouco. Se estou perto de uma van de cachorro-quente digo ao homem para lhe dar um cachorro com refri, Sinto-me mal ao ver eles estenderem a mão, pedirem e ignorarmos como se fossem sei lá, nem com cachorro se faz...
      Beijo, querido amigo, obrigada. Esse post é um dos mais lidos. Deve ter lá seus motivos...

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