31 de julho de 2014

O MEU HERÓI / Para o Dia dos Pais




              - por Taís Luso de Carvalho


Todos temos heróis, e quase sempre eles se apresentam quando somos ainda crianças. O meu herói sempre esteve muito perto, em casa, e, como todo herói, não tinha defeitos, embora eu o contestasse. Naquela época eu já tinha perfil para ser da oposição.

Meu pai era um homem de porte atlético, bonito e culto. Lembro-me que, lendo o meu Livro do Bebê, que ganhei ao nascer, logo no início dos apontamentos da primeira página  meu herói escreveu que sonhava em ter uma princesinha (assim escreveu), já que meu irmão veio primeiro. E escolheu meu nome de um clássico, Meditação de Thaís – de Massenet. Só que o meu ficou sem o agá. Mas nunca me interessei em saber a razão.

Sempre fomos companheiros, e eu adorava estar com ele. Andava metida em lugares de gente grande, me enfiava nas livrarias – coisa que ele adorava. Também ficava em seu consultório até tarde, desenhando ou lendo gibis, enquanto ele concluía os eletrocardiogramas dos pacientes. Saía do colégio Sevingné e ia direto para o seu consultório - no Centro. Era bem perto.
Na minha ingênua infância eu achava que ninguém morreria em suas mãos. E me orgulhava de ver meu herói de jaleco branco, atendendo os pacientes e estes saindo confiantes de seu consultório. Era o legítimo médico de família, hoje extinto. 

Mas o tempo foi passando, fui perdendo a inocência, entrei na idade das contestações, das contrarrazões e das discussões para provar não sei o quê. Tudo bobagem. Nada que fosse relevante, em vista do que somos e do que representamos nessa imensidão. Muito pouco.  
Mas já bem longe daquelas ilusões de criança, a vida mostrou-me, com frieza, o quanto que eu deveria  entender o seu real sentido. O tempo passou e vi que não tinha mais o direito de sentir e sonhar como uma criança, e tampouco ter um herói naquelas circunstâncias. De ter o meu super herói.

No período de minha adolescência continuamos companheiros, praticando esportes, junto com minha mãe. Lembro-me que os dois admiravam a minha garra, mas aquela garra vinha do entusiasmo e do apoio que eu recebia deles.
Cresci. Fiquei adulta, namorei meu marido, casamos, e formamos nossa família. O tempo foi passando e troquei a fantasia do meu herói: continuei a vê-lo  como o pai que eu amava, que eu contestava, que eu  aplaudia. Mas guardei aquela fantasia do meu herói envolta em ilusões da infância, num cantinho só meu, para nunca esquecê-la, já que foi uma fase muito especial.
Muitos anos se passaram e chegou o momento da retribuição e do meu agradecimento por tudo de bom que tive. Do carinho com que fui abraçada pela vida que eles me proporcionaram.
Lembro-me quando tive de acompanhar  meu herói  à emergência de um hospital. Apoiando-se em meu ombro, meu pai caminhava com dificuldade para chegar ao carro, com passos lentos e com a resignação dos que não têm mais forças e nem vontade para continuar… Antes de chegar ao carro, com seu caminhar já envergado, sentou-se num banco do jardim para descansar, e eu, discretamente, fiquei a olhar suas mãos trêmulas e seu olhar que já me dizia tudo… Ainda sôfrego, disse-me com dificuldade:
- Minha filha, isso logo vai terminar… 

Aquela frase e aquele olhar foi uma punhalada. Eu sabia, mas não queria ouvir daquela maneira. Eu não conseguia aceitar. Não queria que ele tivesse aquela noção e a certeza do seu final. E desconversei, precisava poupar-lhe. Disse-lhe umas bobagens para iludi-lo, mas foi em vão, ele pressentia. E de fato,  não demorou muito para seguir seu  caminho solo. Foi seu último ato de coragem e resignação que presenciei.

Agora, já madrugada, encontro-me aqui sozinha a recordar tantas coisas significativas da minha vida, porém, com uma vontade imensa de chorar… Amarga saliva, saudade e uma tristeza inexplicável.
Contudo, acredito que esteja muito bem, tenho certeza de que está num lugar onde não encontra hostilidade, perigo e insegurança: está num lugar onde encontra só amor: está no meu coração. 
Para sempre.

Para meu pai - meu herói. Saudades. 
(Escrito em 27 de agosto de 2007).



63 comentários:

  1. A lembrança que tenho de meu pai é a de um grande nadador, um homem que adorava o mar. Joguei suas cinzas em mar aberto, num belo dia de sol, e suas cinzas pareciam pequenas pepitas de ouro, refletindo a luz do sol.
    às vezes tenho a nítida impressão de que está logo atrás de mim, olhando por sobre meu ombro, acompanhando e guiando muito do que faço.

    Foi-se o corpo, mas o amor fica. O essencial é sempre permamente.

    ...

    Jules Massenet fez belas óperas - entre elas, Thaïs - suaves, charmosas, com melodias sentimentais, coisa que os franceses adoravam. Bom gosto tinha o paizão, eim?

    Beijos

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    1. Clau querida, bonito teu comentário, as cinzas de teu pai foram ao encontro do que ele mais gostava. Imagino a emoção...
      Beijos, carinho.

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  2. Poderia escrever um texto similar... Ate escrevi... Algum dia sai. Sei o que vc sente.

    bjx

    RF

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    1. Escreva Roy, e avise!
      Beijo! Obrigada.

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  3. Taís,
    Teu texto está lindo e me emocionou, lógico! Ainda mais que conheci e tive o privilégio de conviver um pouco com teu "velho".
    Dá saudades dele. Grande "Cacique"!
    Um beijo,
    Jane

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    1. Eu sei, Jane... eu sei que gostavas muito dele!
      É, o grande Cacique, assim era chamado pelos mais próximos.
      Meu carinho.

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  4. Taís, como é belo esse texto. Simples e arrebatador. Não perca as ilusões e resgate a sua criança interior. Onde estiver, o seu herói, ficará muito feliz.
    Receba um imenso abraço de luz e que a sua semana e seus dias sejam repletos de amor.

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    1. Meu carinho, querida Fátima!
      Obrigada!

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  5. Olá Taís,
    Emocionante as palavras dirigidas a seu pai.Quanto sentimento! Apesar dos 92 anos de meu velho pai, sinto que ele ainda é minha fortaleza minha referencia maior.
    Meu abraço carinhoso,
    Dalinha

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    1. Meu carinho, querida Dalinha. Tenho acompanhado você...
      Beijo!!

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  6. Olá Cara amiga

    Acho que o texto diz tudo, dispensa qualquer comentário. Minha mãe em seus últimos meses de vida dizia...como é duro a velhice.
    Eu lhe dizia...não mãe a vida é dura de viver, mas vale a pena, tanto que pouquissímos querem sair antes da hora, "sair sem abrir a porta e não voltar nunca mais"

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    1. A vida vale a pena, sim, amigo Bernardo, mas o duro é deixar, aceitar, entender... Na verdade só resta nos conformar.
      Grande abraço.

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  7. Querida, me emocionei com as tuas lembranças...
    beijinho

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    1. Obrigada, Silvia!
      Grande beijo.

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  8. Noossa, revivi momentos com meu pai exatamente assim no seu final.Triste quando isso acontece, mas é a vida.Ficam as saudades e lindas lembranças! Beleza de homenagem! bjs praianos,chica

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    1. É uma das coisas mais tristes, Chica, um pedacinho da gente morre junto, justamente o da nossa formação.
      Beijo, amiga.

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  9. Taisamiga


    Hoje não comento, só informo: já tenho que me publique o livro de crónicas: a Chiado Editora.

    Qjs

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  10. Gostei da crônica, Tais sem "h". Ser pai deve doer.

    Um abraço.

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    1. Olá, André, obrigada pela sua visita.
      Abraços!

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  11. Taís... são lembranças de quem viveu e não vegetou... Todos temos as nossas... Marcas tatuadas na alma... Nos faz bem recordá-las.
    Abraços.

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    1. Obrigada, querida Célia.
      Meu carinho!

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  12. Taís, já estou imaginando aqui, quando chegar a hora da minha dissertação em homenagem ao meu pai. O seu texto me comoveu muito e me identifiquei com ele. Eu também pensei que o meu herói, que tudo sabia, na minha concepção, nunca iria partir. Não nos preparamos para isso, nem eu, nem os meus irmãos, nem a minha mãe. Ele era forte, decidido, paternal, cuidadoso e preocupado com a família, capaz de qualquer sacrifício por todos nós. Mas chegou a hora da partida, sofreu pela doença, mas até hoje, muitos anos depois, a figura masculina, paterna, dele, é muito forte e nunca mais fomos os mesmos sem ele. Como somos espiritualistas, cremos que hoje, ele esteja muito bem e vela por nós. Ainda hoje, Thaís, me sinto menina perdida, quando me deparo com momentos difíceis e é nele que busco força. Na força dele, que mesmo muito doente, em fase terminal, conseguiu nos ensinar muitas coisas importantes sobre a vida e sobre o mundo, com muita humildade.
    Abraços, e que Deus te abençoe!!!!

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    1. Sandra, querida, fiquei emocionada com seu comentário, meio engasgada... são essas emoções trocadas, querida, que nos fazem bem na Internet. isso vale a pena. São depoimentos cheios de verdades e de sensibilidade. Agradeço muito esse seu comentário. É bom que podemos guardar sentimentos tão nobres.
      Meu carinho pra você.

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  13. Olá. Estou emocionado por encontrar o sentimento, nobre, na sua forma mais artística possível! lindo lindo, abraços

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    1. Olá, Ives, obrigada pelas suas palavras, amigo!
      Gostei muito.
      Abraços!!

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  14. Querida amiga Taís, pelo pouco que conheço de ti, mas pela descrição aqui postada, tenho certeza de que teu herói está em um bom lugar. Certamente tu não crês em espiritismo (sou kardecista convicto), então, talvez não creias no que direi, mas à medida que vamos evoluindo nascemos em famílias bem estruturadas, e, por consequência também formamos famílias bem estruturadas. Por tua descrição deduz-se que o espírito do teu pai faz, provavelmente trabalho importante no mundo espiritual. Eis um espírito do bem. Amiga, tenhas um lindo fim de semana

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    1. Olá, amigo Dilmar, olhe, tenho a maior simpatia e gosto imensamente do Espiritismo, sim. Essa era uma das minhas contestações nas conversas com meu querido pai, apesar dele ter sido um católico ortodoxo, e eu não. Mas ele sempre respeitou os meus pontos de vista. E eu os dele. Ele foi imensamente feliz no que acreditou.
      Leio bastante sobre o Espiritismo, embora pratique a liberdade de escolha de qualquer pessoa. Se está bom, se alguém sente-se confortável em seguir sua filosofia, seita ou a religião que for, respeito. Não discuto. Penso que temos de ter um alicerce forte, para o espírito e para a alma. O que eu defendo é a liberdade de escolha, e não a imposição de idéias.

      Muito obrigada pela sua presença, um bom fim de semana.

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  15. Fiquei com um nó na garganta ao ler o seu texto. O meu pai faleceu vai fazer oito anos e ainda hoje não me habituei à ideia. Para mim ele apenas está longe. A vida nunca mais volta a ser a mesma coisa.

    Vamos crescendo e perdendo a inocência, mas ao mesmo tempo vamos aprendendo a valorizar as coisas simples e o que realmente é importante, porque sabemos que tudo é passageiro.

    Gostei muito da sua crónica.
    Bom fim-de-semana :)

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    1. Olá, Isabel, penso que nunca me habituarei, e muito mais no meu caso em que o Dia dos Pais é o dia de seu aniversário! Então a barra pesa duas vezes mais. Mas mantenho tudo sob controle, afinal meu marido é pai e quero e preciso passar-lhe alegria. Tenho conseguido separar as coisas.

      Um beijo, amiga.

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  16. Querida Tais:

    Me has emocionado con este homenaje al Tuo Herói (tu padre).

    La vida pasa y conforme nos hacemos mayores recordamos esos momentos de nuestra vida; es como una película que (con deformaciones debido al paso del tiempo) nos hace ver cosas que en su momento no dimos importancia, pero que quedaron gravadas en nuestras vidas y que con los años son esos pilares con los que fuimos educadas.

    Un abrazo fuerte amiga.

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    1. Sim, querida Amelia, muitas coisas passam pela nossa vida sem darmos importância, porém nossa formação, o nosso caráter moldado lá na infância junto aos nossos pais, é que nortearão nossas vidas. Nossas raízes familiares serão o nosso alicerce.

      Grande abraço, querida amiga.

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  17. Olá Tais! Belíssima homenagem que prestas ao senhor teu pai, através deste lindo e muito bem coordenado texto. Lembrei-me do meu querido e saudoso pai, a quem agradeço pelos mais diversos e importantes ensinamentos, dentre eles, o de escrever as baboseiras que hoje escrevo. Que DEUS os abençoe, os preteja e ilumine todas as suas trajetórias.

    Abraços e um ótimo final de semana para ti e para os teus.

    Furtado.

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    1. Olá, amigo Rosemildo, que baboseiras, amigo?? Não diga isso. Você escreve lindos poemas, além de manter um ótimo blog sobre Literatura!
      Que nossos pais estejam em paz, a palavra 'saudade' é uma das mais lindas da nossa língua, mas como dói...

      Grande abraço, um lindo fim de semana!

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  18. Que maravilha de crônica,acredito que cada pessoa pode encontrar seu pai lendo uma obra de arte destas,sim,obra de arte,esculpida de lembranças deixadas por uma figura verdadeira,fiel...O amor vestido de atitudes em proteção.
    Tão lindo quanto triste!
    Um abraço!

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    1. Querida amiga, você sempre tão generosa. Sabe... à medida em que ficam as coisas alegres, a última lembrança, sempre triste, jamais se apaga. Não é bom ficar com uma imagem frágil, pois nessa, eu senti toda a minha impotência diante do inevitável. Até então eu pensava... mas entre pensar e sentir há uma distância enorme. Muitas vezes me pergunto, por que não fomos feitos para sempre? (pergunta de criança, não?). É difícil aceitar...

      Meu carinho, amiga.

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  19. Oi Tais, se pudéssemos escrever a nossa história pulando essa etapa da nossa vida...
    Mas enfim... Ela faz parte! E restá-nos as recordações, para matar-mos as saudades!
    Muito bonita a homenagem prestada ao seu pai!
    Beijos e bom final de semana!
    Mariangela

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    1. Querida Mariangela, a ideia não seria ruim, bem ao contrário. Poderíamos ganhar de presente uma 'partida' sem sofrimento, para nós e para nossos filhos. Acho que merecíamos. Mas isso tudo fica no campo das utopias.

      Beijos, querida!

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  20. Querida Tais, senti na pelo cada palavra colocada em sua crônica.Bom seria se pudéssemos permanecer durante toda a nossa vida com nossos pais. Com toda a certeza o seu grande herói está muito bem, no andar de cima.Emocionante, pois fiquei a imaginar você, escrevendo e lembrando do tempo que se foi.Um linda homenagem ao seu pai. Grande abraço!

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    1. É verdade, querida Marli, é muito difícil escrever sobre nossas tristezas, pois a emoção vai tomando conta, e certas coisas devem ficar apenas conosco. A gente fica com a sensação (no caso de meu pai) de que poderia ter feito mais. Sempre mais.

      Obrigada, amiga.
      beijo.

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  21. TAIS LUSO,

    nosso pai,passado imerso no presente do dia-a-dia de cada um de nós.

    Mão firme,braço forte e tendência natural a ser bombeiro,apagar incêndios sempre que nossa mãe,esgotava seus predicados e imensa generosidade diplomática de nos fazer entender que não era bem assim!

    Um pai anda mais e melhor na vida e junto a sua família,dependendo da mulher dele,nossas mães e creia não estou colocando nas costas das mães mais nenhuma responsabilidade ou obrigação,além das infindáveis que elas já têm.

    Mas um pai funciona melhor,sim ao lado de uma grande mulher,e então,fica tudo muito facilitado,pois o ponto de equilíbrio fica estabelecido, a família fica mais integra,coesa e feliz.

    Quer que eu minta?

    Sua narrativa e absolutamente tenra,humana,passeando com palavras bordadas como se fosse um rendeira de bilros, sobre a imagem inesquecível do seu pai.

    É bom quando temos boas lembranças,recordamos atitudes plenas ,francas e eivada de uma saudade tão boa como foi a presença.

    Você em tom absolutamente coloquial falou do seu pai.

    E se falou tá falado!

    Muito bonito.

    Um abração carioca.

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    1. Olá, amigo Paulo, concordo com você. Sabe... Meu pai foi sempre presente em nossas vidas, muito família. Foi um homem que sabia ouvir e falar na hora certa. Sua presença sempre marcante. Muito obrigada pela sua presença e seu comentário.

      Abraço aqui dos pampas.

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  22. Olá, Thaís.
    Belíssima narrativa. Sem palavras.
    Abraços

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    1. Olá, José Maria, muito obrigada.
      Abraços, e uma ótima semana.

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  23. OI TAÍS!
    UM TEXTO SAÍDO DO FUNDO DA ALMA, SENTI E NÃO PODERIA SER DIFERENTE, FALAVAS DE TEU HERÓI, QUE MESMO CAMINHANDO VAGAROSAMENTE, SENDO DERROTADO PELA DOENÇA OU PELA VELHICE, CONTINUAVA, SENDO TEU GIGANTE INDESTRUTÍVEL, ERA O QUE TE FALAVA TEU CORAÇÃO DE MENINA E TE CONFIRMA AINDA HOJE.
    EMOCIONANTE AMIGA.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, querida Zilani, obrigada pela sua sensibilidade e pelas suas palavras carinhosas.
      Grande beijo, meu carinho.

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  24. Comovente, Tais. Cheguei a ficar com os olhos marejados e nó da garganta ao final da leitura.

    A IDADE DA RAZÃO

    Descobri que meus semideuses,
    São falhos e contraditórios,
    Que todo espelho fica embaçado.
    Que meus senhores,
    Meus proprietários, também,
    Foram amáveis impostores.
    Como qualquer ser humano,
    Mal acostumado, descobri
    Todas as dores do mundo...
    De ver ruir por terra
    As amorosas mentiras.
    E reescrever minha história
    Agora, no papel dos meus pais.

    Fabio, 07.04.2003

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    1. Oi, Fábio, linda a sua "Idade da Razão".
      'Reescrever minha história
      Agora, no papel dos meus pais.'
      Todo poeta é muito sensível, descreve com propriedade os golpes da vida.
      Obrigada, amigo, é sempre muito bom sua presença aqui.
      bjuss.

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  25. Amiga Tais, voltei. Apenas para comentar sobre tua filosofia de vida, pois concordo com ponto de vista de que é inútil a discussão sobre esta ou aquela religião; se somos livres, então cada qual que siga a que melhor lhe aprouver. Considero importante no espiritismo o respeito por todas as seitas e também a não imposição das doutrina, a ausência de propaganda.
    Um abração. Tenhas uma linda semana.

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    1. Oi, amigo Dilmar, acho ótimo ter uma vida espiritual; dá força, consolo e diretriz às pessoas. Mas respeito muito a liberdade de escolha. Não nego que pergunto, desde pequena, o porquê da Igreja Católica não aceitar o divórcio, a pílula, o casamento dos padres etc. Acho mais justo, mais saudável e natural. Tudo bem, eu tinha apenas 12 anos, mas já pensava… Mas deixo que a Igreja resolva seus problemas da melhor forma. Confesso a você que vejo coisas muito boas no Espiritismo – já postei que tenho muitas simpatias, isso quer dizer que gosto, procuro ler, sempre. E respeito, inclusive, os ateus, por que não, né? O ser humano é muito complexo, difícil de entender suas necessidades: o que para mim é bom, para o outro pode ser péssimo. Tenho esse blog como se fosse o meu diário, e nele escrevo o que penso de uma maneira ampla. Gostei muito do seu primeiro comentário, lá em cima. Gratíssima, amigo.
      Abraços! Boa semana pra você.

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  26. Querida Taís imagino como é perder o pai ,eu só posso imaginar pois ainda tenho o meu comigo,dia 28 de julho fui comeror com ele os 87 anos dele,ele brinca que quer viver mais 87
    Eu fiz a torta prestigio .Sabe as vezes me pego pensando como vai ser a partida dele ou da mãe mas mando embora o pensammento.Deus tem um lugar para estes bons médicos um dia você o verá de novo naquela eterna manhã onde não vaihver mais despedidas.um abrço

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    1. Obrigada, por suas palavras, querida Sueli, não pense nisso agora, não vale a pena. Curta seu pai, converse, aproveite seu status de filha e o cubra de carinho.
      Um beijo pra você!!

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  27. Incrivelmente tocante e maravilhoso, Tais. Isso nos serve de exemplo até para aproveitarmos mais o tempo que passamos com os nossos velhos, até porque nunca sabemos o que acontecerá no dia seguinte. Se cuida, boa noite.

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    1. Olá, Caio, muito obrigada pelas gentis palavras, o que você disse é a mais pura verdade. Enquanto há vida, podemos mudar nossas atitudes, Podemos dedicar mais tempo aos nossos pais, à nossa família.
      Muito obrigada pela sua presença, bem-vindo sempre.
      Abraços.

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  28. Querida amiga Taís, lindo seu relato de amor filial, é mesmo gratificante poder ter essa linda lembrança dos nossos pais, uma bela homenagem que te faz bem e ao mesmo tempo te faz voltar em um tempo lindo que não volta mais, também sinto isso quando se aproxima a data do dia dos pais, fico imaginando todos os bons momentos que passei com o meu pai, um homem íntegro, me deixou rica lição!
    Viver é isso minha linda amiga, poder seguir em frente e resguardar tudo de bom que ficou, amei ler aqui, com certeza o espírito do seu pais está feliz por isso!
    Aproveito para te agradecer o carinho de sua amável visita e comentário lá no meu espaço, amei ler e responder, pois sempre fico feliz com essa linda interação que me proporciona, bem sabes que adoro ler e escrever, quando o comentário é rico fico muito entusiasmada e feliz!
    Abraços apertados!

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    1. Querida Ivone, suas palavras são sempre perfeitas, equilibradas. Tive em meu pai e agora em meu marido as minhas principais referências masculinas.
      Eu é que agradeço sempre seu carinho, seu repeito que tenho visto em vários blogs por onde você deixa sua marca. Ajo da mesma forma, se não compactuo com algum texto de alguém, saio, não deixo nada. É um direito da pessoa em dizer o que pensa, ainda mais em seu blog. Minha interação é na base do respeito. Mas como disse em seu texto, nem todos agem assim. Comentar é algo muito 'delicado', temos de pensar.
      Meu carinho pra você!

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  29. Obrigada, tive vontade de voltar aqui, é recíproco o carinho!
    Beijos e um lindo fim de semana!

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    1. Você é uma pessoa muito querida...
      Um beijo!

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  30. Não choraste mas fizeste chorar, escreveria da mesma forma, sinto o mesmo e a história é muito idêntica. Sinto falta da voz, dos abraços, dos sorrisos, de tudo!
    Foi-se para sempre mas deixou a historia para a seguirmos como exemplo.
    Abraço e bj.

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    1. Querido amigo, chorei, sim, quando li o texto pronto... Minhas emoções explodem após o momento, quando paro pra pensar...
      Obrigada pela sua presença e pelas suas palavras.
      Bjs.

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  31. A coincidência de afectos irmana-nos na Vida, Tais.
    Tive muito menos e choro por não ter sido tão afejado pela presença forte dum Guia/Herói como o que recebeste.
    Os abraços e carinhos eram dados com tanto empenho quanto a limitação do tempo deixava.
    Sinto a falta dele e da sua voz conciliadora.
    Pai é gente que nos liga a Alma com Alma.
    Parabéns, Tais.


    Beijos


    SOL

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    1. Olá, Sol, sabe, amigo, o que importa, na real, é o agradecimento que fica em nós pelo que eles puderam fazer. Alguns pais receberam tão pouco que os sentimentos que conseguem passar é muito. A vida não lhes foi tão carinhosa. Mas fizeram o que puderam. Hoje penso assim, a maturidade ajuda a enxergarmos com os olhos da alma e da razão.

      Beijos! Obrigada, amigo.

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  32. Amiga, passei para agradecer sua visita, deixar um abraço e dizer que
    às vezes, nossa vida é abençoada por encontrar pessoas Especiais,
    que nos tornam mais Felizes, mesmo que seja de forma virtual, como é a nossa amizade.
    Receba meu carinho e amizade de forma real, pois muitas vezes me sentido só, ao abrir meus blogs, ler mensagens maravilhosas, trocando ideias e pensamentos que engrandecem as postagens, me alegra muito e se vai a solidão.
    Uma noite abençoada e que sua vida seja sempre iluminada por Deus. Abraços da amiga Lourdes.

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    1. Oi, Lourdes, ótimo digo eu por receber tuas palavras tão carinhosas. A Internet é maravilhosa quando é usada para o bem.
      Meu carinho pra você, obrigada!

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Meu abraço a todos.
Taís Luso