10 de maio de 2008

MORRE ARTUR DA TÁVOLA

" Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão".

O político, escritor e jornalista Artur da Távola, morreu ontem aos 72 anos, no Rio de Janeiro. Artur da Távola começou sua vida política em 1960 (PTN) como deputado federal. Cassado pelo regime militar, quando retornou ao Brasil substituiu seu nome de batismo ‘Paulo Alberto Monteiro de Barros’ pelo pseudônimo Artur da Távola.

Viveu na Bolívia e Chile entre 1964 e 1968. Um dos fundadores do PSDB, foi eleito pela legenda em 1994, tendo cumprido oito anos de mandato como senador e assumiu a liderança na Assembléia Constituinte em 1988.
Além de político se dedicava á comunicação apresentando um programa sobre música clássica na TV Senado.
Durante 15 anos assinava uma coluna em O Globo. Escrevia para outros jornais - jornal O Dia e Jornal do Comercio. Seu compositor preferido era Vivaldi, com sua ‘Le Quattro Stagioni’.

Artur da Távola deixou 23 livros publicados. Ultimamente era reitor de uma universidade particular e diretor da rádio Roquettte Pinto FM. Mantinha um blog
http://www.arturdatavola.blogger.com.br/ que deixou de atualizá-lo desde agosto de 2007, devido a sua doença.

Várias de suas crônicas estão no site ‘Garganta da Serpente’, assim como algumas de suas poesias.
http://www.gargantadaserpente.com/veneno/arturdatavola/227.shtml

Sem dúvida foi uma de nossas maiores perdas, uma vez que mantinha com seus leitores e ouvintes uma sintonia por inteiro. Posto, abaixo, um de seus mais significativos poemas.


ATO DE CONTRIÇÃO / Artur da Távola

Ah Como somos comedidos!
Acomodamo-nos, vãos,
nos limites do concebido.

Somos bem educados, cultos,
E ruge tanta fome
Nos apetites fora do concedido.

Ah como somos sob medida!
Submetidos, hirtos, bem vestidos
Robôs impecáveis, ilusão de vida.

Ah somos como os subvertidos,
Introvertida soma de extrovertidos,
Por pompa, tinta, arroto ou brilhantina.

Filhos do instante, do entanto e do porém
Somos através, como vidros,
Mas opacos e pervertidos, sempre aquém.

Traçamos sinas e abstrações
Terçamos ódios finos, dissuadidos,
lãs de olvido e alucinações.

Sovamos os sidos, os vividos,
Somos eiva, disfarce, diluição.
Somos somas e subtrações.
.

Um comentário:

  1. Oi amiga Taís,ando um pouco ausente da internet e dos amigos,mas hoje acessando o seu e como sempre, belíssimo blog; me deparo com essa sua homenagem ao nosso querido Artur da Távola, eu era apaixonada por ele;amiga como a vida é frágil,fiquei muito triste,essa é uma perda irreparável,que falta ele me faz - quem tem medo de música classica?
    Amiga já te passei meus novos e-mails e blog?
    http://www.veramartinsitajai.blogspot.com
    veramartinsitajai@hotmail.com
    veramartinsitajai@yahoo.com.br
    bjs
    vera

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