1 de janeiro de 2017

O PESO DA MÁGOA





                     - Taís Luso


Acabaram-se as festas, já entramos na rotina de 2017, que nada mais é do que a continuidade do ano que se foi: com desejos e promessas a cumprir, com vontade de mudar nossa essência, com esperanças de um percurso melhor. Para mim nada muda, se algo mudar não se restringe à mudança de ano. Não existe essa festa no meu calendário. Na verdade é um calendário sem tréguas. Não é pessimismo, apenas a realidade sem fantasia. Coisas boas, e outras nem tanto acontecerão. Como sempre foi.
O tema de hoje é uma reflexão de ontem, dos fogos, dos shows, dos abraços no mundo inteiro. A esperança de milhões de pessoas a brindar o ano que vai entrar. E não tem nada de hilário esta crônica, não conseguiria e nem pretendi encarnar uma personagem assim, hoje. Estou virada para sentimentos, em especial às mágoas que não sucumbiram junto ao ano que passou. Um sentimento tão sério, tão importante de falar, e que virou até música: Gota D'água - de Chico Buarque...

Deixe em paz meu coração  🎶
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
 Pode ser a gota d'água...

Um dos piores sentimentos para mim sempre foi a ingratidão, mas agora não mais: a mágoa é mais devastadora, é a prima preferida do abandono. É mais forte do que o amor e o ódio, é o amor não correspondido, é a desatenção encontrada abruptamente. As pessoas perdem seu norte. A mágoa coloca distante qualquer relacionamento onde falte atenção, carinho e verdades, e mesmo no amor, pois as exigências são cada vez maiores. Um saco sem fundo.
A mágoa pode até nos impulsionar para a superação, mas ela em si, não passa. Fica à espreita... Quantas pessoas se afastam de amigos e de parentes? Será raiva, ódio, despeito, hipocrisia, inveja, tristeza, desgosto? Não, são as mágoas! Tudo isso fica no cadinho da mágoa. Esse afastamento é proteção, é dor, é um sentimento de abandono que aconteceu. E assim somos nós: criaturas de difícil entendimento e de difícil convivência. Todos estamos bem quando há uma festa ou uma tragédia que evoque solidariedade; essa solidariedade quando coletiva funciona bem, emociona, são forças se unindo em prol de alguma coisa maior e que foge da nossa intimidade, das nossas vaidades, tudo muito diferente quando a falta de verdade atinge um único ser.

____________________________________________________
Dedico essa crônica - primeira de 2017 - ao meu marido, Pedro Luso, a pessoa que mais admiro, pelo seu caráter, pela sua integridade.
_____________________________________________________________



37 comentários:

  1. O ser humano é mente, instintos,
    Alma e espírito em matéria viva
    Porém, está perdido em labirintos
    Como estava na idade primitiva.

    Pois agora apertado nos seus cintos
    Sente-se a criatura mais cativa
    Primata vindo de monos extintos
    Destas espécies a mais expressiva.

    Contudo, é ser racional, um tanto
    E emocional, atesta-o seu pranto
    Sentimento que seu crânio encerra.

    Consigo carrega, amor ódio e mágoa
    Esta criatura feita de água
    Que sempre se julgou o sal da terra.

    ResponderExcluir
  2. Taisinha querida, acabei de ler esta tua crônica, intitulada O peso da mágoa e logo senti um imenso orgulho de ti, pela tua sensibilidade e inteligência. Tratas o tema da mágoa com tal propriedade, que me surpreende. Mágoa é mesmo um sentimento muito cruel e sem qualquer controle.
    Obrigado por teres dedicado a mim essa tua primeira crônica de 2107, com aqueles adjetivos que não sei se os mereço. Foi mesmo de lascar, foi forte demais.
    Beijinho daqui do escritório.

    ResponderExcluir
  3. olá Tais e como não sentir isto quando nos sentimos tão machucados ?
    feliz 2017 com muita saúde , forte abraço elisa

    ResponderExcluir
  4. Taís, foste brilhante ao definir e explanar sobre esse sentimento que tanto nos corroe por dentro e atinge as diversas relações. Bela dedicatória e pelo que vi, Padro gostou muito! beijos, feliz 2017! chica

    ResponderExcluir
  5. Olá, Tais!
    Já começou bem, o Ano Novo!
    Aproveito para desejar tudo de bom pra você e sua família em 2017!
    Estaremos juntos, com certeza!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  6. Cara amiga Tais, tu és uma felizarda, ter no teu consorte uma pessoa íntegra, coisa não muito comum em nossos dias. Sobre a mágoa, realmente é algo que incomoda. Não sei se é pela minha quase longa existência - já próximo aos 70 -, que hoje a mágoa já não atinge tanto. Tristeza, sim , pela maldade geral e falta de integridade que assola, sobretudo, nosso país, por isso que reintegro, tu és uma felizarda; tiraste a sorte grande na loteria da vida.
    Um abração e um ótimo 2017. Tenho certeza de que a veia criativa continuará sob teu domínio neste novo ano, para sorte dos teus leitores.

    ResponderExcluir
  7. Equilíbrio e lucidez marcam os seus primeiros passos aqui, no começo de 2017, Taís. Sei, antes que você me diga (rs), claro que não faltaram o equilíbrio e a lucidez nas crônicas publicadas em 2016, mas quase sempre com uma verve e um humor, que pareciam um convite a inflexão, hoje, contudo, nitidamente um convite a reflexão. E em tempos tão difíceis como os atuais mais do que nunca precisamos superar as diferenças, as mágoas e nos enchermos de esperanças para as mudanças que se impõem. Um belo texto, como disse o Pedro. Aliás, não há dúvida de que o entendimento aí é pelo olhar, as notas se harmonizam naturalmente.

    Beijos, minha cara amiga,












    ResponderExcluir
  8. Olá Tais!
    Excelente texto para primeiro post do ano.
    Bom 2017, com saúde, amor, alegria, paz...
    Quando passo por aqui,lamentavelmente poucas vezes, fico encantada com as suas crónicas inteligentes.
    Abraço.
    Teresa Dias

    ResponderExcluir
  9. Uma crónica "magoada" a começar o ano, Taís. E, pensando bem o que mais se vê são as pessoas, os acontecimentos, as notícias a deixarem mágoa no coração de quem sabe sentir o sofrimento alheio.Espero que os eu ano de 2017 seja como diz: "com desejos e promessas a cumprir, com vontade de mudar nossa essência, com esperanças de um percurso melhor". Gostei muito.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  10. Parabéns pelas palavras dedicadas ao seu marido Taís.
    Podemos relevar tudo,mas as mágoas sempre ficam e são difíceis de retirá-las.
    Corroem nossos corações,mas precisamos tentar não senti-las.
    Adorei amiga.
    Bjs e uma ótima semana.
    Carmen Lúcia.

    ResponderExcluir
  11. Oi Tais,
    Você mexeu com o meu ego.As recordações voltaram e com ela carrego nos ombros muitas mágoas, muitas falsidades e a pior a indiferença. Vou fazer uma crônica sobre indiferença tão doída que não era para eu mostrar os dentes.
    Mas a vida continua...
    Já enviei as foto por email.
    Linda e verdadeira crônica
    Gostei
    Beijos
    Minicontista2

    ResponderExcluir
  12. Querida Taís
    "A mágoa altera as estações e as horas de repouso, fazendo da noite dia e do dia noite.
    William Shakespeare"
    Não vou fazer comparações entre a tua crónica e Shakespeare :))) (quem sabe ele não ficava a perder...)
    A verdade é que gostei muito desta tua crónica, que termina como o bolo com a cereja em cima - a dedicatória ao marido.
    Por motivos só muito meus... comoveu-me.
    O agradecimento do Pedro é lindo!

    Desejo que tenhas um excelente 2017, pleno de felicidade.

    Votos de uma semana muito feliz, querida amiga.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

    ResponderExcluir
  13. A mágoa é um fardo. Ainda há aqueles que perdoam mas não esquecem, isso pra mim é mágoa. Acho que mágoa transforma qualquer pessoa negativamente, acho que muitas mágoas acumuladas só podem fazer mal à saúde.

    ResponderExcluir
  14. A senhora escreve crónicas super lindas
    abraço

    ResponderExcluir
  15. Completamente de acordo com a minha amiga a passagem de ano não é mais do que a continuidade de anos anteriores, para mim é uma "desculpa" para festejar e estar com a família.
    Um abraço e Bom Ano de 2017.
    Andarilhar

    ResponderExcluir
  16. A virada do ano sempre nos leva a reflexão. E uma faxina apre bom mais ainda para jogar as mágoas. Desejo a vc um ano de paz e saúde bjs

    ResponderExcluir
  17. Verdade, Tais... quando mudanças não acontecem por dentro... não será a mudança de ano que as determina...
    No então, a força da mágoa tem bastante poder... poder mudar-nos para melhor, fazendo-nos crescer por dentro, por conta de uma dura lição... ou pode minar-nos por dentro... destruindo-nos qualquer vontade... dá que pensar!...
    Uma belíssima dedicatória para o Pedro!... E um belo começo de ano para ambos... por conta dos laços de ternura e admiração que os unem... aqui tão evidenciados!
    Beijinho! Bom ano para ambos!
    Ana

    ResponderExcluir
  18. Um sentimento que sendo um "peso" pode virar "pesadelo!
    Gostei de refletir na sua mensagem...bj

    Por aqui ... imagens a preto e branco... que falam por si:
    https://mgpl1957.blogspot.pt/2017/01/a-preto-e-branco.html

    ResponderExcluir
  19. Amiga querida Taís, essa espera que o novo ano seja melhor, é apenas uma esperança para nos ajudar a viver, é o impulso que buscamos dentro de nós, que nem sempre é suficientemente forte, mas é o que temos.
    Sua crônica perfeita calou fundo. Parabéns.
    Magoas amiga quem não as tem, se vamos a um terapeuta o conselho é superar, perdoar, como se fosse uma porta ou janela abertas que uma vez fechadas impedem o vento de entrar. Só que mágoa é um vendaval que derruba tudo, nos arrasa, maltrata e corrói.
    Ela fica ali esperando a deixa para entrar de sola quando alguma palavra ou gesto dos causadores se mostram. Diante disto diria ao terapeuta: - Não sei perdoar...

    ResponderExcluir
  20. Es cierto que las fiestas, sea por la causa que sea, son siempre bien recibidas en el corazón de los hombres. Celebrar que hemos vivido un año más, no es un mal motivo. Lo comprendo aunque nunca lo he terminado de compartir. Me ha resultado siempre extraña la costumbre que basa su alegría en el consumo de alcohol. Comprendo muy bien sus manifestaciones y las comparto.

    El tema de la angustia es una expresión de singular malestar del alma que se apodera del cuerpo que la sufre. Tengo que confesar que pocas veces he sentido angustia y no porque no haya vivido situaciones dramáticas sino porque, según creo, mi genética no tiene predisposición a sufrirla.

    La angustia es existencial, es consecuencia del pensamiento y de los sentimientos de nuestra especie. Si caemos en sus garras, nos venimos abajo. Hagamos de nuestra vida una fortaleza que nos permita afrontar las dificultades con entereza. Siempre he creido que sufrir nos hace mejores, podemos comprender mejor el dolor ajeno.

    Que la luz que debe ser espelndorosa en esa tierra en la que usted vive, la acompañe siempre. Un abrazo. Franziska

    ResponderExcluir
  21. texto de uma lucidez "magoada" como quem exorciza as mágoas do Mundo
    essas mágoas sem sujeito que as acolha, mas que saltam ao olhar arguto e sensível.

    são essas mágoas, mais fortes que "o amor e ódio", que convocam as consciências bem formadas e as assumem como "mágoa maior" e cuja raiz é porventura razão por que a mágoa é o expoente do abandono - "saco sem fundo", expressivamente, a autora escreve.

    gostei muito da excelente crónica

    Beijo, amiga Tais

    ResponderExcluir
  22. Como sempre uma crónica brilhante.
    Que 2017 seja um ano sem mágoas.
    Bom Ano!
    Beijinhos
    Maria

    ResponderExcluir
  23. Fiquei sem saber se deveria comentar ou não interferir, porém o que tenho para dizer penso que não a irá prejudicar, talvez até pode ser benéfico.
    Como se constata dos meus 'posts', aprecio as festas de fim de ano. Para mim são exatamente como festas de aniversário e o homem é um ser social, pelo que, estes dias de festa em que esquece as suas mágoas e as mágoas do mundo, são muito importantes para retemperar a sua coragem e energia.
    Quando festejamos em benefício da nossa saúde, fazemos um pouco pela humanidade à qual pertencemos e não deixamos de ter compaixão pelos que sofrem, ainda assim, a compaixão não ajuda materialmente ninguém...
    É um «faz de conta»? Claro que é! Todas as festas o são e não devemos matar o que ainda temos de criança dentro de nós, pois é um tesouro.
    Minha querida, o seu médico tem absolutamente razão quando lhe diz «para não se levar muito a sério». Tem que esforçar-se.
    Terno abraço, estimada amiga.
    Beijo. Saúde e felicidades.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minha querida Majo, só esclarecendo, os escritores de romance, conto, crônica e poesia usam temas variados, extraídos do cotidiano ou de alguma ciência, como psicologia e filosofia. Esta minha crônica, O peso da Mágoa está alicerçada tanto na filosofia como na psicologia. Portanto, o que eu escrevi, foi para esclarecer e falar sobre tal assunto. Portanto, 'nada tem a ver comigo'. Nada tem de pessoal senão uma opinião. Quando algo for pessoal uso o 'eu' claramente. No caso do médico (de outra crônica, ficou claramente que ele disse a mim, usei o meu nome na crônica. Mesma coisa, quando escrevo sobre a morte, não quero dizer que estou querendo me matar. rs
      Beijo, querida amiga.Obrigada sempre!

      Excluir
    2. Taís, dificuldade minha em interpretar?!
      É algo como «ensinar o padre nosso ao vigário»...
      Sendo como diz, deve ser mais zelosa em proteger o eu autoral do eu literário.
      Aproveito para lhe dizer que gostei sobremaneira dos vídeos sobre arte sacra. Uma excelente partilha que agradeço. Aprecio muito esse seu blogue.
      Beijos de sincera amizade.
      ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

      Excluir
  24. Querida Amiga, Tais,
    a imagem postada acima de sua crônica já nos deixa a emoção tomar conta, pois você, volto a repetir é uma cronista exímia. Mágoa, já sabemos que dói, que nos adoece, mas que é difícil esquecer, ou eliminá-la completamente.Penso que a maioria das pessoas convivem com mágoas, porque o mal persiste. Grande abraço! Feliz 2017.

    ResponderExcluir
  25. Tais, voltei,rssssssssssssss
    merecida homenagem ao seu marido, que com certeza gostou muito. Beijos!

    ResponderExcluir
  26. Tais, gostei muito da tua cronica; festejei o final de ano no brasileirão, restaurante brasileiro e familiar onde podemos levar os nossos pequeninos; há musica, jantar e aqueles costumeiros brindes ao novo ano, Sou sincera, vou, porque os meus filhos e netos ficariam tristes; para mim é o dia 1 de janeiro que se segue ao 31 de Dezembro e o mesmo acontece com o ano. Festeja-se, com-se, bebe-se e no dia seguinte cura-se a ressaca. Tudo continua igual e as promessas feitas esquecem-se; as familias continuam desavindas, a solidariedade diminui, e os amigos não esqueceram as mágoas e nem um "Olá " dizem quando se cruzam. O ano novo não fará milagres e só vai ser diferente se mudarem as mentalidades. O que importa mesmo é fazermos sempre o nosso melhor e, se no dia 31 erramos, tentemos corrigir os erros no dia 1, 2 e por aí adiante, independentemente dos digitos do ano que começa. Sinceramente é assim que penso e nessa noite, considerada a mais fria do ano veio-me muitas vezes à mente os sem abrigo que, quando o frio aperta são autorizados a dormirem nas estações do metro. O ano mudou, mas eles vão continuar a dormir na rua, isso é que é. Amiga, obrigada por esta crónica e achei linda a homenagem ao teu marido. Um beijinho e tudo de bom, sem mágoas; há sempre algumas, principalmente mágoa por tantos descasos e ofensas à dignidade das pessoas.
    Emilia

    ResponderExcluir
  27. Boa noite querida Tais.
    Primeiramente achei lindo dedicar a sua primeira crónica do ano ao Pedro seu marido. Pelo o que conheço de voces as palavras são merecida ao Pedro. Amo ler as suas crônicas. Primeiro porque escreve muito bem, e pela sua transparência. As mágoas, ingratidão e tantos outros sentimentos que ao decorrer da vida é impossível não sentir. Estava lendo aos comentários e Li a sua resposta ao relatar que não está a passar por mágoas. Eu estou amiga. Passei e estou passando esses primeiros dias do ano a lutar contra esses sentimentos, do coração sangrando ao perceber que fui usada quando era necessária e descartada quando a minha ajuda não era mas necessária. Até ai até que entendo. Mas não ligar para meus sentimentos e pior ainda para sentimentos de pessoas inocentes que sentem a minha falta como eu a deles. Isso gera a mágoa. É inevitável. Mas por amor a min mesma estou procurando apreender a lidar da melhor forma possível para que a mágoa não me prejudique mas no que ja me causou. Tem pessoas que pouco se importam com os sentimentos dos outros. Apenas fazem o que acham que deve ser feito. A minha mãe sempre me dizia que a ingratidão tira afeição. Será? Pois sempre procuro buscar justificativa para receber o bem com o mal. Mas a vida tem dessa coisas. A minha filha com menas idade ja sabe aceitar que muitas pessoas não sabem amar. Eu ainda acho o mundo cor de Rosa. Talvez seja a tão fé em uma humanidade melhor. Amiga desculpa os erros ao digitar. Estou digitando pelo celular. Enfim a vida é assim teremos que aprender a nós libertar das mágoas o que não é nada fácil. Mas necessário para mantermos a nossa paz espiritual. Um forte abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Querida Mirtes, claro que de vez em quando tenho mágoas, sim... Atualmente não tenho, as que eu tinha já prescreveram, o tempo enterrou. Lógico que outras virão, disso ninguém escapa. É muito ruim. A ingratidão nos deixa com um sentimento de que fomos 'usados', por pessoas interesseiras, apenas. Também já passei por isso. Mas enterrei a ingratidão e as pessoas. Mas a vida é assim, amiga, temos de usar as ferramentas certas para não ficarmos remoendo e amargas com problema.
      Beijo, minha querida.

      Excluir
  28. Querida amiga Tais, que bom estar de volta, nem sei ficar muito tempo sem me comunicar com amigos que me são caros, ontem mesmo queria ter podido visitar todos, tamanha a saudade,mas é preciso atenção e carinho, ler com calma para sentir a alma do escritor!
    Amei ler aqui, com propriedade, como diz o seu amado marido que com certeza é mesmo um ser que merece todas as suas homenagens, parabéns, eu também me sinto parabenizada pelo marido que tenho e as mágoas estão sempre longe do meu coração.
    Amiga, eu não sei e nunca senti o peso da mágoa, acho que nasci para nunca me magoar, pode até parecer hipocrisia, mas não, eu nunca me magoo, acho que fico"burra" quando algo quer vir a mim para me ofender ou me magoar?!
    Enfim, aprendi desde menina, com a pessoa mais sábia que passou por minha vida, minha mãe, que nada e ninguém pode nos ferir ou magoar se não estamos com a "maldade" na alma, porque mágoa é maldade, sempre peço à Vida, que me livre da maldade, não as que as pessoas possam me causar, mas as que eu possa causar aos outros!
    Gratidão é tudo de bom, o contrário é a perdição, como dizes, o pior dos sentimentos é a ingratidão!
    Abraços bem apertados querida amiga, obrigada pelo carinho da visita.

    ResponderExcluir
  29. Por aqui, pela Europa, terminam hoje, Dia de Reis.
    Desejo para a Taís e para todos os seus, um maravilhoso 2017, pleno de realizações!
    Abraço

    ResponderExcluir
  30. A sua análise à mágoa é profunda e tem o condão de nos despertar para os males da sociedade, que anda quase sempre com as mágoas às costas...
    Parabéns pelo excelente texto.
    Tem um bom fim de semana, querida amiga Taís. E um FELIZ 2017, de preferência sem mágoas...
    Beijo.

    ResponderExcluir
  31. Que belo texto dedicou a seu marido.
    A mágoa, eu tenho vivido com muitas mágoas
    ao longo da m/vida, e compreendo bem o que
    é esse sentimento.
    Sobre a passagem de um ano para outro,
    concordo em absoluto com o que escreveu.
    Bjs.
    Irene Alves

    ResponderExcluir
  32. Quem já não as teve? São marcas que se acumulam e dilacera qualquer relacionamento. Mas o melhor é quando se exorciza, pois liberta.
    Bela crônica sobre uma temática muito significativa. bjs

    ResponderExcluir
  33. Olá Taís, uma beleza de critica e reflexão do sentimento.
    Ainda não havia colocado o olhar sobre este terrível sentimento como aqui colocado. O ser não sabe como conviver com esta pesadelo e a ilustração com Gota d'água é de uma feliz ideia esta dor que não cabe manchete nos jornais.
    Muito bonita sensibilidade amiga.
    Abraço com carinho.

    ResponderExcluir
  34. "Um dos piores sentimentos para mim sempre foi a ingratidão, mas agora não mais: a mágoa é mais devastadora, é a prima preferida do abandono."
    Destaco este trecho, não só porque o subscrevo, mas, sobretudo, porque traduz a excelência desta reflexão.
    Aplausos, amiga.
    Que o 2017 decorra conforme os teus desejos. Bjinho

    ResponderExcluir

MEUS AMIGOS - SUA ATENÇÃO...

1 - Este blog 'não envia nem recebe comentários anônimos ou ofensivos'. Meu e-mail está na guia superior, faça contato.

2 - Entrarei na página de comentários quando alguma resposta se fizer necessária.

3 - Meus agradecimentos pelo seu comentário, sempre bem-vindo.


Meu abraço a todos.
Taís Luso