7 de março de 2015

CONVERSAR OU SMARTPHONE?




            - Tais Luso 

Não faz muito tempo, combinei um encontro com uma amiga, para colocar a conversa em dia. Até umas fofoquinhas básicas poderiam rolar. Falo em fofoquinhas básicas, e não de desmonte! Bem, combinamos um sorvetão, daqueles que vem com tudo, que fica uma montanha, e que engorda 2 quilos.

Sentamos, felizes pelo encontro. Após dez minutos de conversa, minha amiga pegou seu Smartphone para me mostrar o que tinha recebido no seu Facebook. Nada de novidade, eu já tinha visto nos blogs e recebido tudo por e-mail, visto nos portais etc e tal. Tudo, ou quase tudo o que está no Face, com exceção de fotos particulares, está também no mundo da blogosfera.

Olhava para o Face dela e para o meu sorvete - que já não era mais o mesmo. Uma colherada e uma olhada nas novidades, naquela telinha minúscula. Não disse nada, mas notei que eu já estava comendo alguma coisa mais do que cremosa... Mas fazer o quê? Não gosto de ser indelicada, afinal, ela estava encantada, mostrando as coisinhas e não seria um sorvete que acabaria com a festa da criatura. Mas viciado é assim. O canal 40 da Globo News, e estudos especializados de revistas médicas, mostram pesquisas  a respeito de vícios desse tipo, já com tratamentos sérios na tentativa de trazer o viciado à vida normal.

Não faz muito que precisei trocar meu bom companheiro, um troço que falava, escutava, mandava torpedo, e-mail e uns faroletes mais – caso eu quisesse. Mas meu marido encasquetou em me dar um Smart. Tanto ele como a vendedora não entendiam que eu queria apenas um celular que mandasse e recebesse o básico; que não estava nos meus planos sair com Internet, e várias pessoas me acompanhando até para comprar um sapato! Cada e-mail que chegasse na caixa, o troço avisaria. Putz, que horror. Que neura. Mas a vendedora me convenceu da utilidade. E meu marido também embarcou na canoa.

Hoje, digo pra vocês que desativei todos os aplicativos e Internet; está funcionando apenas como um telefone comum, e assim ficou bom. Senti uma agonia de cão, à procura do meu  antigo 'eu'

Ah, esqueci... Meu sorvete virou sopa! E fiquei com pena por não ter tido capacidade suficiente de prender a atenção de minha amiga. Nem com uma fofoquinha básica, concreta, pra alegrar a tarde. Perdi para um Smartphone... Benza a Deus!

Mas vou me reinventar: nosso próximo papo será por telefone, linha residencial. Só quero falar e ouvir. Tenho certeza que colocaremos o papo em dia; afinal, a gente merece um pouquinho de vida real.




45 comentários:

  1. E quem não sabe o que é isso, Tais? Chego perto de minha irmã (ela não verá esse desabafo, ainda bem rs) e pronto! Fica todo o tempo mostrando fotos das filhas, dos netos, mesmo que eu comece a bocejar...Ah! como enche o saco!!! Perdão, gente, perdão, perdão, perdão hehehe!!!

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    1. rssss, será que muita gente sabe, Shirley?
      É uma pandemia! Sinto-me o patinho feio...
      Tenho medo de ficar igual...rss
      Beijinho!

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  2. Soneto-acróstico
    À vida real

    Esta fome de comunicação instantânea
    Resulta naquela mais perfeita alienação
    Alguns entendem a vida contemporânea
    Unicamente em saber o que outros farão.

    Mexer insano na tela do seu smartphone
    Alheado ao que no seu entorno acontece
    Visando atitude que a todos impressione
    Imitação da vida real é o que me parece.

    Dias de bate papo amigável descontraído
    Agora pertencem a um passado saudoso
    Real somente papo whatsapp desmedido
    Em que não há o olho no olho respeitoso.

    Assim, cara colega, bem melhor teria sido
    Legar ao lixo da história o fone miraculoso.

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    1. O primeiro verso é mais do que verdadeiro.
      Mas o segundo também; o terceiro...
      Na mosca, Jair! Adorei esse acróstico,
      Abraços, obrigada, espero nunca entrar nessa.

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  3. Rssssss.. É bem assim! Sabes que fomos comprar um celular desses bem básicos e nas operadoras não existe mais.Só os com tudo! Eu uso apenas o Whats pra falar com as filhas ,se estou na rua! Mas a coisa anda feia! Vemos cada uma! bjs, chica

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    1. Chica, vi há pouco, no 'globo,com', um modelito novo, "redondo", que caberá na palma da mão! Será lançado esse ano!! O meu já ficará lançamento da Idade da Pedra! rsss Bem feito pra nós.
      Beijinho!

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  4. Olá, Taís... também bloqueei muito de todas essa parafernália tecnológica. Utilizo aquelas que me facilitam a vida. "Coleira eletrônica"? Jamais! Sou livre e independente de muita coisa. Sinceramente, acho deselegante ficar dependurada em uma telinha, desfavorecendo um encontro, um relacionamento! Prefiro o humano!
    Abraço.

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    1. Estou com você, Célia, não quero entrar nessa pandemia, mas só me cuido para não dar palpite... nem para meus filhos!
      Beijo!.

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  5. Taisinha,
    O SmartPhone, ganhou de goleada das antigas conversas; hoje, vemos nas mesas de bar e em tantos outros lugares públicos, pessoas sentadas em torno de uma mesa, ligadas em seusSmartPhones, como se estivessem sozinhas (na verdade, essas pobres criaturas estão sozinhas); e, pior, não se dão conta de seu alienamento. Pior pra eles.
    Beijinho.

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    1. rsss, oiê Pedro, adorei o presente e a visita rss!!
      Bem, o Smart mal usado é sessão tortura para todos aqueles que estão juntos do usuário. Temos enfrentado e visto muito dessa solidão coletiva: muitos amigos juntos e cada um na sua, literalmente! Difícil uma conversa, pedir um conselho, manifestar carinho e companheirismo. Difícil manter um diálogo para quem está com um aparelho na mão o tempo inteiro, como muitos. Mas é o mundo de hoje e só nos resta aceitar, não participar!

      Um beijinho! (aqui da sala ao lado! rsrs)

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  6. Oi Tais! :)
    Amiga, sinceramente eu não sei se conseguiria viver com um smartphone sem internet nem aplicativos. Muito são bem úteis como o Whatsapp, o LINE, tem também alguns jogos, inclusive culturais, os quais não abro mão.
    No entanto, eu tenho bom senso se percebo que quem está junto comigo não é muito adepto e deixo-o de lado para eventuais situações de emergência.
    É questão de bom senso!
    Se tua amiga realmente te conhece, deve saber que não gosta tanto assim do mundo virtual e não devia ficar compartilhando esse momento entre vocês duas mostrando logo o Facebook! rs.
    Facebook é a rede social mais vazia, galera fala do Orkut. Orkut ao menos tinha algum conhecimento nas comunidades de variados assuntos. Os grupos do Facebook não andam na mesma vibe.
    E você tem razão, as únicas coisas "inéditas" no Face são as fotos pessoais de tanta gente "feliz" e spam com vírus. Estou me distanciando bastante de lá comparada a antes, tem redes sociais mais legais que venho descobrindo.
    E eu soube sim que há um tratamento para ciberviciados, inclusive parece que chegou ao Hospital das Clínicas de São Paulo, vou me informar melhor, mas acho que é isso.
    Só que sei lá, discordo da última parte, o que está acontecendo e é divulgado por aqui não deixa de ser vida real. Nós não nos conhecemos pessoalmente mas nem por isso nosso vínculo deixa de ser real por esse motivo. Os relatos dessa crônica não deixam de ser reais. É minha opinião.
    O maior desperdício da história foi não ter desfrutado do sorvete de 2 kg, sem a menor sombra de dúvida ele é mais interessante do que qualquer coisa que possa estar postada no Facebook. rs.
    Beijos amiga. Bom domingo.


    Rivotril com Coca-Cola

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    1. MI: eu gosto muito da Internet, conhecemos ótimas pessoas e vivenciamos tudo o que ela nos traz de ótimo, Mas o que não vejo como positivo é a interação no virtualismo 16 horas ( tirando 8 pra dormir). É isso é vício. Os celulares estão no cinema, no teatro, no banheiro, nos restaurantes, na rua e nas relações reais como numa sorveteria - por ex -. onde os sentimentos afloram quando dão de cara com antigas amizades pedindo um tempo para matar saudades. Hoje as pessoas estão com outras, mas no meio estão as redes. Todos juntos, mas ausentes. O principal são as fotos. E na verdade, um tanto de solidão. Estão aí o Face, o Instagram, o Twitter ( não tenho nenhum).
      Digo, adoro escrever, adoro blogs, sites, portais de notícias, mas tudo tem um tempo, e muitos não sabem o que farão sem um Smart na mão. Até em hospitais eles entram.
      Beijo, querida, uma ótima semana!

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  7. TAIS,

    das modernidades expostas na vitrine da morte do olho no olho,esta realmente uma das mais cruéis.

    Não há mais senso de medida,perderam a forma educada de se relacionarem,pisaram nos princípios minimo daquilo que tornava agradável um papo ao vivo.

    Um dado estarrecedor eu vou lhe passar, pois numa sociedade endividada até o pescoço, no Brasil com uma população de 210 milhões de habitantes, existem (acredite) 280 milhões de celulares.

    É triste!

    Desenvolvimento?

    Não creio que isto seja desenvolvimento.

    Um abração carioca.

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    1. Oi, Paulo, perfeito seu ponto de vista! Fico estarrecida com o número de celulares. E já escutei que os celulares que os jovens querem são os caros, completos! Também não creio que isso seja desenvolvimento. E como disse para a Chica, lá em cima, tem algo novo chegando... Smartphone redondo! O meu já vai pro brejo. Cruzes!
      Abraços, amigo!

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    2. KKKKKKKKKKKKKKKKKK,que tristeza!!!!!!!!!!!!!

      Um abração carioca

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  8. Olá Tais!
    Eu já estou meio vacinado com essa nova realidade.
    Aqui em casa a TV fica ligada na sala, mas cada filho e neto que chega, só tem olhos para essa geringonça!
    E quando vêm com amigos, ainda passam a senha do meu Wi-Fi pra eles e consomem em pouco tempo todo o meu crédito de Gb que é mensal! Já cansei de mudar a senha!
    Mas chato mesmo, é quando a visita começa a mostrar as fotos da última viagem!
    Vou para por aqui, senão, vou ter que fazer uma postagem maior que a sua, Tais!
    Abraços e Feliz Dia da Mulher!

    VitorNani & Hang Gliding Paradise

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    1. Olá, Vitor, eu sei, é um assunto que não se esgota, cada um tem uma história para contar. Ou muitas! Mas ver fotos de viagem naquela telinha, hein? rs
      Abraços, obrigada pelo carinho da visita!

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  9. Olá, Tais!
    Gostei muito desse post, e vejo que esse assunto é realmente muito importante e bem atual. E sendo eu um curioso sobre esse meio, resolvi me “infiltrar” nele afim de que pudesse tirar minhas próprias conclusões.
    Bem, assim que comprei meu primeiro smart, descobri que existe um mundo novo que eu desconhecia, e no início me empolguei um pouco pelas novidades, mas logo a seguir, decidi “filtrar” o que realmente me interessava, adicionar alguns recursos, e eliminar o restante. Um dos que gostei foi a possibilidade da formação de grupos, onde é possível manter discussões à distancia, com envios de vídeos, imagens e textos, sem que isso possa necessariamente interferir em outras atividades pessoais.
    Em relação ao fato de ficar viciado, acho que é um evento social novo, e isso depende apenas da própria pessoa, assim como acontece com o cigarro, a bebida, e etc.
    Muito bom o tema.
    Desculpe pelo "comentarão", e grande abraço! rsss.

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    1. Olá, Tito, não tenho dúvidas que para quem sabe usar as tecnologias modernas é ótimo, nada melhor. O problema que vemos num número muito expressivo é o vício de usar sempre, chegando a prejudicar o trabalho e outras tantas atividades saudáveis que as pessoas não fazem mais. Um Smart na mão é o que mais se vê! Já fiz ecografia em que a médica estava ligadona no Smart!!! Pode? rss, Saí até pela porta errada, de tão indignada...rsss
      Grande abraço! Obrigada pelo carinho da visita.

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  10. Boa noite querida Tais.. bahhh um assunto e tanto...
    sei que tu tem uma visão como minha.. és bem observadora..
    eu tenho o meu querido irmão com esta joça ai dentro do lar e é deprimente ver ele dormir com ele.. acordar com ele.. ir trabalhar com ele.. voltar do trabalho com ele.. ficar entre nós fuçando nele.. é tudo nele sabe..
    namoram nele.. vivem nele.. mais um pouco vão trocar até o fazer amor por ele.. se é que já não estão trocando.. quando a namorada do meu mano vem aqui em casa fico só de canto de olho olhando.. ela no dela ele no dele srrs
    ainda me pergunto.. nasci no planeta errado.. ou eu que sou o errado srrs
    devo ser.. sei que sou antisocial.. não curto essas frescuras.. sei que tenho coisas a melhorar em mim, mas ser controlado por isso não serei não..
    tenho me dado tempos.. larguei a internet aos poucos.. as vezes mal entro.. tem me feito bem.. gosto do blog.. gosto de pessoas que tem coisas boas para trocar.. mas por mim seria como vc e olha lá se tivesse o telefone residencial srrs nem este eu curto..
    sou bem desligado dessas coisas.. mas veja bem..
    tá tão esquisito os dias de hj.. as pessoas que eram deusas na tv fazendo cada merda.. desculpe a palavra.. é cada coisa acontecendo que os dias estão para serem pensados.. imagina amanha sem internet.. tem gente que vai achar o fim do mundo né.. pq vivem só pra isso.. as coisas ainda vão estar mais convulsas do que já estão.. beijos meus e uma linda noite doce amiga

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    1. rssss, adoro ler as suas histórias!
      Samuel, não consigo mais pensar num mundo sem Internet, acho que todos os viciados se matam! É bem isso que você fala, ninguém tem mais tempo disponível para ouvir o outro, é só tec-tec-tec... Eu, pessoalmente, fico meio implicante com isso, a mesma coisa como se fosse alguém fumando do meu lado. Não sei por que, mas peguei uma certa bronca de alguém comigo ficando de olho nessa coisa...
      Beijo, querido amigo!

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  11. Brilhante crônica! Achei muito oportuna.
    Abraço.

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    1. Oi, Viviani, muito obrigada pela sua presença sempre querida nesse blog!
      Abraços!

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  12. kkkkkkk
    Tais, sou do seu time. Meu moderno smartphone só é usado para fazer ou receber ligações. E isso, quando eu o escuto tocar dentro da bolsa. Costumo sair de casa e nem perceber que está desligado. Talvez porque eu prefira ficar ligada em outras coisas, em observar, nem que seja a maioria das pessoas com seus aparelhinhos no ouvido ou nas mãos (rss). Bjs.

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    1. Marilene, você não imagina quantos sustos levo na rua quando alguém passa por mim falando num celular. Eles não falam baixo, gargalham, parecem loucos. Outro dia estava com o Pedro, distraída, conversando... e veio um bem perto e gargalhou tão alto que o camarada sentiu que eu me assustei, pensei em assalto! Ando meio neurótica! rssss
      Beijos, valeu, amiga.

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  13. Boa noite Taís! Obrigada pelo apoio no blog. Crônica maravilhosa! Antes era tudo pelo social, hoje, tudo pelo virtual. Não vou me surpreender, se nascerem filhos de impressora.
    Um abraço,

    NiceVeloso.

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    1. Oi, Nice, bem-vinda ao blog! rsss, filhos de impressora? Essa eu não tinha ainda escutado, adorei. Criativa.
      Beijo, obrigada e volte sempre.

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  14. Benvinda ao "clube" dos que não se deixam enredar pela convivência social, via "mau hábito de viver para dentro de si". É ísso que está acontecendo ao mundo. Os bons momentos de convivência e de um "papo" bem passado estão a tornar-se no caos social.
    Já ninguém fala com ninguém e é pena.Num qualdia, dentro de poucos anos, as pessoas irão desaprender de falar; certamente passarão a grunhir.
    Parabéns pelo teu magnífico texto.


    Beijos


    SOL

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    1. Foi hoje, que lendo uma crônica no jornal de minha cidade, que a cronista falou que já é normal ela e a filha, uma no quarto e a outra na sala, falarem pelo facebook! Isso ainda não tinha passado pela minha cabeça! Como serão as comunicações familiares e entre amigos daqui a poucos anos? Que mundo isolado cada um de nós terá? Cruzes. Vício é difícil dominar.
      Obrigada, Sol, beijos.

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  15. Olá minha querida amiga Tais, hoje ainda comentei sobre teu blog no blog de um amigo comum na blogosfera, o Dilmar , sobre lucidez, dizia de como encontrava lucidez nos teus escreitos, tuas crônicas, por mais variado que fosse o assunto, claro que tem muito mais, o humor por exemplo, eu adoro, como: "Falo em fofoquinhas básicas, e não de desmonte! ", muito engraçado; "Ah, esqueci... Meu sorvete virou sopa!", isso também me arrancou um sorriso, enfim, adoro te ler...percebo uma nova geração, eu acho, que esta sempre ligada, ou interligada, ou com um fone no ouvido e os dedos num aparelho de celular, desconheço eles, inclusive sobrinhos, ok, tudo bem, é a evolução moderna, eu devo estar por fora, mas acho triste quando algo que deveria ser para acrescentar, melhorar, facilitar, esta tornando as pessoas zumbis, escravos, sem iniciativa própria, sem comunicação real, sem falar que fico em pânico quando algum sobrinho vai para a rua aparelhado, um robocop infantil, ligado nestes trecos, eles andam como se fossem os únicos na rua, não prestam atenção em nada, podem ser atropelados, assaltados, minha amiga, realmente estou desconhecendo esta geração, tenho medo que isso signifique estar desconhecendo o humano que existia em nós.
    Quanto a mim,tenho um blog, meu elo com este futuro. Futuro?.
    ps. Carinho respeito e abraço.

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    1. Meu bom amigo Jair! Sua generosidade está sempre presente no blog dos amigos, isso é notório, por isso você é querido por todos.
      Sim, não aguento mais esses celulares, estou à beira de um ataque. Não vejo gente sem esse tijolo minguado na mão, que agora faz tudo e ao mesmo tempo não faz nada!! Não é a primeira pessoa que me mostra todos os ancestrais e descendentes no Smartphone, por que será? Falta papo numa sorveteria?
      Quanto ao seu comentário no blog do amigo Dilmar, agradeço.Gosto muito do blog dele. Amigo Jair, (sempre) obrigada pelo carinho de sua visita!
      Grande abraço.

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  16. Olá Tais,
    o assunto é sério, pois a maioria está parecendo zumbis, todos caminhando
    sem prestar atenção para onde vão, e esta grande maioria está vivendo virtualmente.
    Já contei aqui, que em certa ocasião fui almoçar com minha filha no shopping, de repente veio um casal de namorados, fizeram o pedido e ficaram aguardando na mesa, acreditam que eles estavam se comunicando entre si, pelo celular, e, estavam, na mesma mesa, rssssss coisa de louco, fiquei observando. Eles comeram e saíram de mãos dadas. Vamos tomar cuidado para não virarmos robôs. Grande beijo!

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    1. Olá Marli! Não; eu não sabia dessa dos namorados, rsss que loucura, meu Deus. Levo cada susto na rua, muitos andam com o fone de ouvido e eu penso que o cara está falando sozinho... dá medo, passa gesticulando! Cruzes...
      Beijão, amiga!

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  17. Olá,Boa noite, Tais
    Cada vez mais, modelo mais novo e completo e são tantos que é complicado escolher o aparelho ideal e o negócio está tão assim,que temos que ter um celular para tarefas mais simples - fazer e receber ligações e enviar mensagens- e um Smart para as outras tarefas...hehehe... bem, seja para o que for, não saem das mãos - e mentes- das pessoas.O problema é conseguir diferenciar a dependência do uso considerado normal e isso traz como resultado uma necessidade cada vez maior de ficar conectado até para amenizar essa dependência... mas, como a tecnologia está definitivamente presente na vida cotidiana.
    há de se buscar forma de lidar com essa fusão - interação pessoal e virtual- que permeia a vida de todos...ainda prefiro a conversa tête-a-tête, ilimitada...
    quando vim do interior do PR para a capital SP, eu fui logo pedindo uma "banana split" e mesmo com todo o meu apetite, voraz como sempre, não dei conta e também virou sopa...
    Agradeço pelo carinho,belos dias, beijos !

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    1. Pois é, Junior, acho que estamos todos perdendo laços reais. Não que os virtuais não sejam bons, são. Porém chegamos em qualquer lugar, até em ambulatórios, a atenção que nos dispensam é rápida, porque a chamada, ou a conexão virtual não pode esperar. Eu fico indignada com certas coisas, estou achando muito exagero.
      Bjus, obrigada pelo carinho da visita!

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  18. Comigo é oito ou oitenta, coerência,Tais. Chego do trabalho as 3 da tarde e sento aqui no PC e só vou sair na hora de dormir, digamos que eu gosto, rs... Mas, até agora, não senti necessidade, nem vontade de possuir um smartphones. Quero preservar as únicas horas do dia que tenho contado com o "real”, com o mundo palpável, desse jeito eu vou morar no Face de vez. Fico horrorizado, como ilustrou, no exemplo de sua amiga, espantoso! E tem mais, não uso relógios, meu telefone celular só faz ligação e recebe, e frequentemente esqueço-me de carregar a bateira e os convencionais não lembro a ultima ligação que eu fiz pra alguém. Muito atual a temática do texto, Tais, Gostei!

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    1. Oi, Fábio, estamos mais ou menos parecidos: fico lendo e pesquisando muito sobre arte e depois monto as matérias no word. Mas de informática é só e que Deus me conserve!
      Valeu, amigo, bjus, obrigada pela presença!

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  19. Gostei da volta que deu ao 'bichinho'....hihihi...
    afinal....senti-me mais normal.....estava a
    esmorecer. Acaba de passar um casalinho de mãos dadas, e as outras duas 'klicando' no
    brinquedo....Não sei se era amor entre os dois,
    ou o brinquedo...Para onde vão os afectos....
    Mais uma história genial ...por real.
    Beijo grande

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    1. Olá, Andrade, estou vendo que aí em Portugal a coisa não está diferente daqui. O virtual está real no mundo inteiro rs. Mas sabendo conviver e respeitar os limites do tempo virtual, conseguindo não entrar no vício, dá certo.É lazer.
      Bjus, obrigada pela sua presença, sempre bem-vinda!

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  20. O Nokia X1 me satisfaz plenamente. Faço e recebo chamadas, envio e recebo mensagens e, o melhor, se eu for assaltado o ladrão pode até morrer de raiva, em função do baixo preço. Rsrs. Bela crônica Tais!

    Abraços,

    Rosemildo Sales Furtado.

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  21. rsss, ou te baixarem a lenha por não ser um Smartphone!!!! Também tem esse perigo...
    Grande abraço, Furtado!

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  22. Bom dia Taís,
    Seu blog é uma pérola, dei uma passadinha nele. É bem eclético e isso é muito interessante.
    Eu não tenho nem celular, pois quando saio não quero ninguém me perturbando, mas como a cidade é pequena, meu marido sai de carro e logo me acha.
    Estarei sempre por aqui, pois postagens interessantes são muitas.
    Carinhosamente
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli, quando vejo que uma pessoa não tem celular (são raras), não me espanto, admiro! Parabéns, você me ganhou rssss.
      Bem - vinda ao blog, uma nova amiga!
      Beijo e um lindo fim de semana, se pudermos ter... não sei o que teremos amanhã nesse Brasil...

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  23. Tais, como são hilariantes as tuas crónicas! Já me ri... o que é muito bom e faz bem à saúde!
    Gosto de pessoas bem-humoradas, inteligentes... e realmente é um gosto passar por aqui e ler-te!
    Na sala ao lado está o poeta... com obra muito bela, que também dá um grande gosto ler.
    Beijinho da
    Teresinha... da terra de Antero de Quental, mas residente em Coimbra...
    https://www.youtube.com/watch?v=WRaTvc5A6Qo

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    1. Olá, Teresinha, não sei, não... cada dia estou ficando mais surpresa com o que vejo. Ontem, na rua, vi dois namoradinhos se abraçando e ele, no abraço, com as mãos nas costas dela, mas dando uma olhada no Smartphone! Palavra... parei e fiquei olhando!! Cruzes.
      É, o poeta está no gabinete ao lado, rss. Daqui a pouco vamos tomar um chá!!
      Obrigada pela querida visita aí de Coimbra, terra linda!!
      Grande beijo,

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Taís Luso