20 de outubro de 2012

ESTAMOS CADA VEZ MAIS INFORMATIZADOS





- por Tais Luso de Carvalho

DO  primeiro celular a gente nunca esquece: falo do tijolão preto! Que revolução causou aquele dinossauro, mas era uma paixão, me amarrei.

Logo no início, lembro de pessoas caminhando e falando nas calçadas. Falavam gesticulando, parecia a Elis Regina cantando Arrastão. Mas eu pensava, na época, que aquele estardalhaço seria coisa passageira, que logo tudo iria se acalmar. Só piorou!! Em segundos a gente entra na louca vida dos outros. E assim seguirá: as pessoas já se acostumaram a compartilhar nas redes sociais, nos blogs e celulares todos seus eus: o real, o ideal, e o aparente. Uma mistura de atitudes e sentimentos escondidos, muitos vezes, atrás de um anonimato.

Lembro, na era dos tijolões, de uma criatura que falava loucamente no seu celular, caminhando na calçada. Apressei o passo, eu tinha de ver aquilo! Quando cheguei perto, era um porta óculos pretinho. Falava simulando ser um celular, embora ela estivesse tapando quase toda a caixa. O negócio foi hilário. Senti uma vontade de gargalhar, sem fronteiras!

Porém, como todos queriam ter a nova tecnologia, a proprietária do porta óculos falante estava loucamente feliz! Passei por ela e dei uma olhadinha como quem dissesse: tá boa a conversa, hein dona?! Confesso que sou um pouco implicante. 

Anos depois, eu fiz a mesma coisa: saindo de uma loja, um sujeito mal encarado se postou a uns 15 metros da porta onde eu estava. Eu parecia um cuco: pensava em sair: o camarada me olhava. Fiquei desconfiada, e por azar estava sem meu celular. Cheguei na porta, peguei o estojo dos óculos e simulei um telefonema olhando para ele. O sujeito me olhou e se mandou. E saí descansada. Cheguei à conclusão que todo maluco é capaz de ensinar alguma coisa... E a gente aprende a malucar também.

Hoje, não se sabe mais onde fica a linha divisória do permitido e da razão. Já existe o vício.Vi uma menina tuitando no cantinho de um velório, ali, obcecada e alienada, clicando mais viva do que nunca num minúsculo aparelho.

Mas as coisas malucas, não param por aí. Segundo o ator Antonio Fagundes - quando entrevistado no GNT (19/10/2012), contou que ficou horrorizado quando viu do palco do teatro alguém teclando seu notebook - aparecia aquele clarão! E outros, com smartfhone. São essas coisas que não entendo e que me levam a desconfiar do futuro... São os absurdos.

Atualmente estamos com o que há de mais moderno, e com mil aplicativos. E enormes filas se formam à espera de mais um trocinho moderno. Já estou sentido que não levará muito para acabarem com teclados, mouses, o barulho das teclas e a sensação gostosa de sentar numa mesa e escrever em silêncio. Contar nossas vivências.

Convivemos diariamente com um mundo atrás de uma tela branca, com milhares de desconhecidos que passaram a fazer parte do nosso espaço como se fossemos todos velhos conhecidos. É difícil de entender esse vínculo. No fundo, o real e o virtual se mesclam, e muitos viram amigos de fé.

Mas algo está saindo do controle: os restaurantes, bares e assemelhados estão cheios de clicadores virtuais. Se possível um milhão de amigos!! Há pouco tempo as mães diziam para os filhos: saiam, mas não falem com desconhecidos! E não falávamos. Hoje, isso está fora de moda.

Mas, me pergunto: fazer o quê com tantos amigos? Não estaremos surtando?
Há um prazer em clicar, uma ânsia em se comunicar, alegrias a espalhar, tristezas a compartilhar... Ou apenas clicar em curtir. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar?
Tenho pensado nisso. E se ficar?

As crianças não perdem mais tempo com bate-papo familiar, vão direto ao Facebook e lá curtem postagens e tiram suas dúvidas com centenas de amigos. Sei lá, só o futuro dirá algo sobre isso, sobre esse novo mundo: estaremos solitários ou estamos preenchendo com intensidade todas as nossas carências? Eu não saberia dizer, pois são mundos, buscas e necessidades diferentes. Ganha-se de um lado e perde-se de outro. Mas acredito que algumas  marcas hão de ficar. Aliás, como tudo na vida.

Mas é bom pensar - ao sairmos de casa -, com quais os amigos que queremos falar: os reais ou virtuais?




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40 comentários:

  1. Esse tijolão aí eu também tive! A febre da época era o jogo da cobrinha, pq o celular em si só fazia o q celulares eram feitos pra fazer: ligar, receber chamadas e enviar sms.

    Muito bom o blog e adorei o texto!!!

    :)

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    1. Oi, Viviam, bem-vinda ao blog! Obrigada por suas palavras.
      O tijolão era um da Ericson com 3 cm de antena! Também havia o da Nokia e logo o Motorola, um trator. Ainda não tinham a capacidade de 'viciar', com tantos aplicativos como hoje.
      Beijos pra você.

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  2. Tais, as fotos que você escolheu estão em todas as esquinas, diante de nós, mostrando o paradoxo: um grupo de amigos que deveria estar interagindo entre si, muito próximos fisicamente; mas estão distantes, ligados cada um na sua telinha, confraternizando com o do outro lado, esquecidos daquele que está a menos de um palmo! Não acho ruim a relação virtual, é uma oportunidade incrível de encontrarmos pessoas com as mesmas afinidades - nosso caso é um exemplo disso! Mas acho complicado esse vício que faz parecer o "do outro lado" mais interessante do que o fisicamente presente, numa substituição desnecessária. Já chegamos a extremos de membros de uma família falarem uns com os outros através dos eletrônicos, quando poderiam dar alguns passos e interagir cara a cara! Isso para mim é absurdo, é extremo.

    Outra coisa que me incomoda é essa mania de compartilhar - tudo e qualquer coisa! Como se as redes sociais fossem os "queridos diários" de outrora, onde registra-se até mesmo o velho "acordei, levantei, escovei os dentes..." Que estranha necessidade é essa de relatar cada passo dado dentro de casa!

    Ainda assim, sinto-me muito feliz por ver a evolução do "tijolar" para o que vemos hoje em termos tecnológicos. Por coincidência, justamente hoje conheci pessoalmente uma amiga querida que há algum tempo fazia parte de minha vida virtual. Sem os avanços tecnológicos, duvido muito que nos encontrássemos na rua, olhássemos uma para a outra e disséssemos: ei, temos cara de que seremos boas amigas! Virtual e real se misturam em algum ponto e o cuidado que temos que ter, acredito, é o de manter tudo dentro de seus limites. Então as experiências serão sempre positivas e não existirão perdas - nem no real e nem no virtual.

    A crônica está maravilhosa, parabéns! É um convite para autoavaliação e mudanças, se necessário. Adorei! Beijos.

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    1. SUZY, eu também acho maravilhosa a Internet - quando usada com cautela. Ela veio para facilitar nossas vidas, mas em muitos aspectos está dificultando. Muitas pessoas estão estradulando, se atirando de cabeça. Olhe essa juventude! É bem assim: cada um com seu smartphone interagindo com não sei quem, e os amigos ao lado. Sabe, peguei uma implicância vendo aqueles dois dedinhos clicando, ou outros jogando os aplicativos pro lado. É implicância pura, sei disso. Mas acho que é de tanto ver a alienação.
      Dei um pulo num twitter... e não consegui entender nada do que dizem. Parece um monólogo! Mas enfim, amiga, é só saber separar o joio do trigo. E é claro que conhecemos pessoas maravilhosas, não tenho dúvidas. Você sabe.
      Carinho pra você!

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  3. O meu também era um tijolão,mas era melhor, mais forte que o novo. Aliás, uso um simples, o mais arcaico possível ,pois nada sei fazer além de chamar ou receber,sr...

    E temos visto coisas incríveis mesmo. Onde se vai as pessoas grudadas neles ,em seus eletrônicos.. beijos,chica, lindo domingo!

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    1. CHICA, o meu também é um simples, graças a Deus! Falo, recebo e de vez em quando mando mensagens para meus filhos quando estão fora. E só! E fica lá desligado, rsrs.

      Beijos, querida.

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  4. Limerique

    A tecnologia veio para ficar
    Contudo, não é preciso exagerar
    Então tomei a decisão
    A essa mídia digo não
    Pois vivo minha vida sem celular.

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    1. JAIR, conheço muitas pessoas que não têm celular! E, segundo elas, vivem muito bem. Querem descanso. As pessoas são invadidas em seus espaços de refeições, de lazer, de trabalho...Bem que comigo não acontece, o meu está quase sempre desligado. Mas você não está perdendo nada.

      Abraços, amigo.

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  5. Adorei! Peguei muito pouco da era dos tijolões, mas tenho um tio que teve um, não me lembro a marca. Ele ainda tem. Certa vez estávamos no centro, em pleno sábado (detalhe: em 2010) e ele tirou do bolso o seu discreto celular tijolo e começou a falar como se ele realmente funcionasse. As pessoas olhavam para aquilo, riam disfarçadamente e ele se divertia vendo as pessoas impressionadas. Uma criancinha, então, chegou perto dele e perguntou: Tio, como você trouxe seu telefone de casa pra cá? O menininho achou que era um telefone sem fio! Então meu tio tirou o seu outro celular moderno do bolso, agachou-se próximo ao garotinho e mostrou os dois celulares. Perguntou ao garotinho o que era o celular mais moderno, então ele respondeu que era um celular. Aí meu tio mostrou o tijolão e disse que aquele também era um celular. Mas da época que a mamãe dele ainda era mais jovem. O garotinho sorriu, olhou pra mãe que assentiu. Foi embora sabendo que as coisas vivem em constante evolução...

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    1. OI, HUGO, que pertinente esse seu comentário. Quando estava escolhendo as fotos, pensei em postar uma que trazia a evolução dos celulares. Lógico que o primeiro celular nem veio para o Brasil, coisa das cavernas! Mas os tijolões eram da s marcas Ericson, Nokia, Motorola e outros que não lembro. Exatamente, pareciam os telefones sem fio! rsrs

      Mas o interessante, é que, enquanto foram evoluindo os modelos e a tecnologia, foi decrescendo o uso – o mau uso. A invasão em nossas vidas. Tem gente que leva o celular para o banho! Que coisa mais maluca.

      Obrigada e bem-vindo ao blog, amigo!

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  6. Tais, assunto assaz polêmico em se tratando das gerações vindouras. As crianças de hoje(era tecnológica), infelizmente, não vivem o "humano" em sua plenitude, mal o vivem.Creio eu, que serão máquinas, não terão a percepção da comunicação pelo olhar, pelo toque, pelo diálogo!
    Excelente blog! Morarei virtualmente nele, afinal, aprendemos a "malucar", porém com o equilíbrio da maturidade!

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    1. Bem-vindo ao blog, DENILSON!
      Você disse tudo, já falta o diálogo; o olhar já está na telinha 24 horas e a percepção dos sentimentos muito pouco exercitada. Falta o 'humano'. Que bom que sou de uma geração que aprendeu a brincar, a correr, a subir em árvores. Tive o gosto da vida.

      Volte sempre, aqui tem espaço para 'malucar'. Mas como você disse, com equilíbrio. rsrs

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  7. Como sempre...bonito texto...
    A imagem em baixo, é bem real do dia de hoje...
    No sítio onde moro, fui ver passar uma prova de ciclismo
    e reparei que havia um grupo de mais de 15 adolescentes,
    que enquanto a caravana passou, não tiraram os olhos
    dos telemóveis....Não viram aquilo que os levou ali....,mas
    a verdade, é que eu pouco mais vi....a olhar para aquela cena...
    Boa semana.
    Beijo

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  8. Olá, ANDRADE, isso aqui no Brasil é o que mais se vê, e apesar de estar acostumada, também fico a olhar. São coisas tão absurdas, tão fora de minha época de adolescente que também chama muito a atenção. Você verá muito aí em Portugal. Mas é o mundo de hoje: se fazer presente, estando totalmente ausente.
    Obrigada, amigo!
    Bjs.

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  9. Oii Taís, arrasou na Cronica, eu lamento por essa tecnologia desenfreada que faz as pessoas perderem os limites entre vida Real e Virtual, tenho casos distintos em casa, uma filha muito ligada a tecnologia, que tem dificuldades em sair dela, e outra que ama praticar esportes andar de bicicleta fazer teatro, violão etc, são opostas, e não tenho duvida que uma está bem mais saudável do que a outra em todos os aspectos, complicado administrar depois de uma certa idade, Sou do tempo que escrevíamos em diários as nossas vivências, e escondíamos debaixo da cama p ninguém ver, hoje os diários são para todos, até eu tenho o meu diário virtual de viagens rsrsr bjoooss

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    1. Oi, KELLEN, até acho maravilhosa essa informatização toda, mas quando vicia que é o problema. Quando os jovens deixam de levar uma vida saudável, terem seus amigos, esportes, passeios... Reverter esse quadro é difícil. Quando o cérebro entra em ação, quando vicia e passa a dirigir nossas vidas, salve-se quem puder! Precisa-se muita força de vontade para dizer 'não'.
      Assisti um programa americano sobre profissionais que perderam seus empregos, sua família por causa da Internet. Foram consumidos.

      Beijão, amiga!

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  10. Taís, as palavras da Suzy expressam também o meu ponto de vista sobre o assunto. As pessoas estão perdendo a noção até do ridículo, o acesso às redes sociais pelo celular expõe de forma desastrosa a vida privada, há uma necessidade cada dia maior de contar para todo mundo o que se está fazendo. Sinto saudade do tempo em que o celular servia apenas para falar!
    Parabéns pelo belíssimo texto!

    Beijos

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    1. NÉIA, você disse tudo: ridículo! Não há outra palavra. Andei atrás de fotos que mostrassem exatamente isso.
      O meu celular eu que mando: só fala e escuta. E quanto às redes sociais... meu Deus! Nem comento.

      meu carinho pra você.

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  11. Oi Taís!
    Na época do tijolão só o meu marido tinha celular, não faz tanto tempo assim que tenho. Uso os mais simples, pois só uso o básico mesmo e pouco uso, não gosto de falar ao telefne.rsss Muitos parentes até reclamam, pois deixo dentro da bolsa no guarda-roupa e nunca escuto tocar. O que abomino mesmo é este tipo de encontro mostrado na última imagem. Aqui condeno e proíbo quando saimos juntos ficarem teclando feito robôs. Ótima crônica!
    Beijinhos euma linda semana!

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    1. VALÉRIA, meus filhos vivem reclamando que não conseguem falar comigo! Não ligo essa coisa, agora um pouco mais moderninha: troquei! Mas não uso o e-mail; só falo e escuto! Eu fora.

      beijos!!

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  12. Olá Tais,

    Adorei o texto e a história da maluca, depois imitada por você. Sabe,somos alienígenas nesse mundo da tecnologia. Nossos filhos é que pertencem a ele e vão nos surpreendendo com a naturalidade com que o dominam. Neste fim de semana, meu marido deu celulares (rosa e lilás) para minhas filhas de 8 anos... Meu Deus, para que precisam de celular? Vou ter ainda que explicar não se tratar de um novo brinquedo ...
    Uma boa semana pra você!

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    1. rsrs, com 8 anos eu brincava de boneca!! E por falar em bonecas... onde estão, ainda existem??
      Suas filhas vão adorar o novo 'brinquedinho'!!rsrs
      beijos, ROVÊNIA!

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  13. Taís, venho de um sertão onde havia proseado, "causos" passados de boca em boca, palavras vizinhas que eram um jornal. Hoje, debaixo do pé de pau, infelizmente, o matuto está tateando sua máquina. E os jovens, com suas tecnologias famintas, não querem nem saber da cor da lua nem do brilho do sol.
    Um abraço do amigo Rangel Alves da Costa

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    1. Olá, RANGEL, bem-vindo ao blog!
      É verdade, a natureza não existe muito, a tecnologia é o que preenche nossos jovens. Ainda bem que tive infância, papos de família, amigas que também sabiam brincar. Mas infância, hoje, é palavra sem significado.

      Obrigada, amigo.
      Abraços.

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  14. Sabe de uma coisa minha cara blogueira. Ja percebi muitos sinais de alienação entre as pessoas. Apesar de se julgarem "antenadas" e ligadas a "redes sociais" a maioria nem sequer sabe o nome de seus vizinhos de rua ou de predio. Em vez de ligar as pessoas parece que a tecnologia as esta alienando cada vez mais.
    Avabei de colocar um comentario sobre alienção em meu blog. Por favor opine com seu bom senso costumeiro.
    Abraços fraternos

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  15. Tem razão em seus comentarios. As pessoas se acham cada vez mais "antenadas" , mas estão na verdade cada vez mais alienadas.O mundo virtual é falso, a começar pela definiçãode virtual,né?
    Acabo de colocar um comentario sobre alienação em meu blog e apreciaria seus comentarios sempre equilibrados e sensatos. Adorei seu texto, minha cara blogueira
    Abraços fraternos

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    1. Olá, amigo SIG: os extremos é que são anormais; os extremos é que saem do bom senso, do equilíbrio e acabam em vício. A Internet é um meio muito democrático em que todos obtém o direito de se manifestarem, não é mais privilégio de alguns. Claro, há de separar o joio do trigo, como tudo. Penso eu que essa alienação, esse vício de teclar a todo o momento, checar e-mails, tuitar ou enviar mensagens a toda hora, veio pra ficar. Formou-se já um movimento. Uma geração que nasceu assim. Crianças de dois anos já brincam com tabletes, já há joguinhos para elas. Então pensar o que disso? É enterrar os 'chocalhos', bonecas e carrinhos de vez!

      Um abraço pra você, bom tê-lo aqui.
      Vou ver sua postagem, sim.

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  16. Parabéns Tais, você tem a capacidade de trazer a tona todos os nossos sentimentos,coisa que nós mesmos não somos capazes de admitir muitas vezes, e ,com muita categoria e elegância. Ter um blog para mim tem sido uma experiência muito boa, já que me considero uma pessoa muito tímida. Ao mesmo tempo aqui em casa está acontecendo um certo ciúme por parte dos meus filhos e marido, por conta do tempo que dedico Internet. Ainda não me sinto alienada gosto de estar com minhas amigas e minha família, creio que tudo vai se colocando no devido lugar com o tempo, e tudo se acerta.
    Quanto as crianças e jovens sim, aí vejo perigo de alienação, de não se aproveitar o que a natureza oferece , principalmente no caso daqueles que moram em apartamento.O Perigo de se tornarem obesos,de perderem horas do precioso sono. Foi muito bom o seu alerta. Gostei muito.
    Um grande abraço;
    (Texto perfeito e até me diverti com a maluca do estojo dos óculos)

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    1. Lourdinha, casualmente ontem assisti outro programa pela teve - sobre esses aparelhos com vários aplicativos e que todos adolescentes já têm. Os próprios, confessaram que não conseguem ler e nem estudar, ficam com o aparelho no colo, quando podem. Há escolas que proíbem, só liberam na hora do recreio. Veja só a dependência. E esses serão os profissionais de amanhã. Levo um pouco de medo. Outra menina, apareceu conversando com a irmã, dentro de casa, através do celular, por mensagens. Meu Deus. Já estão no vício. E como falei, não sei onde isso vai chegar. Tudo tem de ter uma medida para que as coisas aconteçam certo.

      Beijos, amiga.

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  17. Querida Tais, fui indicada e com a incumbência de distinguir alguns Blogs para receber o selo do Prêmio Dardos. Busque seu prêmio no meu Blog. Meu carinho especial e minha admiração pela beleza e importância do seu Blog.Bjs Eloah

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    1. Oi, ELOAH, muito obrigada pelo lembrança tão simpática e querida; vou buscá-lo e guardar com muito carinho.
      Grande beijo!!!

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  18. Oláááááá! Te encontrei em um blog amigo e não deu pra resistir e vim matar a saudade.... Como é que você está? É minha amiga, a realidade virtual e a real estão se fundindo... Todo cuidado é pouco... Aparece! Um abençoado e feliz final de semana!
    Abraço fraterno e carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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  19. Nossa!!!

    Adorei chegar aqui!um texto maravilhoso e uma reflexão bem interessante a que trazes. Também venho pensando muito sobre os resultados que tantas infirmações nos trazem, tenho medo de que as pessoas, como naturalmente fazem, se percam e se deixem levar pela não sabedoria de aproveitar... Usam sem prescrições, penso que esta seja a grande dificuldade, pois ai moram os perigos...
    Acho que é isso!
    Um abraço grande!
    Gostei muito de conhecer teu blog!

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    1. Bem-vindo ao blog, VIEIRA! Com tempo conhecerei o blog dos novos amigos.
      Obrigada pelas palavras. Volte sempre.
      Abraços!

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  20. Adorei a foto dos amigos se confraternizando.Mundo maluco como você diz.

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  21. São dois mundos compatíveis, desde que não se viva fora da realidade. Temos família, amigos reais, trabalho... e aqueles, não menos queridos, atrás da telinha. As pessoas que têm maturidade, presumo, encontram o equilíbrio. Minha preocupação é, de fato, com crianças e jovens, ainda despreparados para essa realidade. Bjs.

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  22. UM TEXTO QUE RETRATA MUITO BEM A NOSSA REALIDADE ENTRE O MUNDO VIRTUAL E O REAL.... BACANA SEU TEXTO TAIS POIS NOS FORCA UMA REFLEXÃO SOBRE TUDO O QUE ESTAMOS VIVENDO NESSA LOUCA ERA DA INFORMATIZAÇÃO. ABRAÇOS POETA!

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    1. Corpo-Alma, bem-vinda ao blog!
      Muito obrigada por suas palavras. Você falou bem: nessa louca época que não sabemos, ainda, no que vai dar...
      Grande abraço.

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  23. Pois é...Graças a tecnologia tive o prazer de conhecer pessoas como você,e outras tantas que me passaram as melhores expressões,mas também conheço pessoas que são escravas do computador,dos chats,das salas de jogos,vivi isso bem de perto com o namorado que tive,ele tem uma certa compulsão e não consegue ser livre num domingo para passear,caminhar,ir ao cinema,andar na rua ou qualquer outra coisa assim e quando o faz,volta logo correndo para se aprisionar no seu mundo.Sem chances de mudar,então,desisti de tentar.
    Beijos!

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    1. Izildinha, computador, se não usado na medida certa e com certo rigor, vicia tanto quanto outros vícios que conhecemos. Quem manda é nosso cérebro e ele só anda atrás do prazer! São situações tristes, que escraviza e não sabemos onde essa tecnologia - maravilhosa de um lado e péssima de outro -, irá nos conduzir. Não tenho dúvidas que a geração atual sofrerá muito mais do que a nossa. Estão juntos mas imensamente distantes. É triste.

      Meu carinho, amiga.
      Que bom quando você aparece!

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